Naquele jardim sentei-me para olhar o tempo
O tempo me observou em esculturas mudas
Alguns pássaros falantes discutiam no céu
Uma criança parou para ver a borboleta
Eu, infantilmente, descolori minh'alma
Pintei flores e repintei minhas saudades
Reencontrei uma paz perdida atras da coluna
Vi flores escalando pedras, vi pedras dóceis
Repintei a parede da minha saudade escura
De cores nobres e rouges, tal qual um Monet
E vagabundo fui sentar na cadeira verde
E do verde de lá sai marchando para o palácio
De Luxembourg sai como um rei feliz
Do seu reinado de natureza e belezas mil
Da cidade paris encantadora, paralisado fiquei
E deslumbrado nesse adormeci acordado
quarta-feira, 1 de julho de 2020
terça-feira, 16 de junho de 2020
Conselhos pra quem se aposenta
As dicas :
Short e sandálias a vontade,
muita despreocupação, um punhado de sonhos,
dinheirinho guardado no bolso,
sono atrasado na mochila, pra gastar
Não se esqueça de parar ao ver uma sombra e água fresca.
Vá regar amigos, corrigir desavenças, plantar solidariedade
Seu companheiro é o tempo, quem você tanto queria
Esqueça o futuro, ele não te pertence, viva o agora
Seja cada vez mais observador, ouça o silêncio, um sábio
Tenha, sobretudo, a preguiça: ela será sua amante
Reveja seus pecados, se arrependa, e cometa outros
Divinamente destrua compromissos, construa sorrisos
Ame quem quiser, mas não esqueça do amigo aqui
Que te felicita
quarta-feira, 10 de junho de 2020
Bateu uma saudade
Bateu uma saudade
Hoje bateu uma saudade infantil e pura
Do uniforme azul, dos paralelepípedos, ladeira
Do campão, areia, sol quente na testa suada
Brincadeiras e vantagens, mentiras e medos
Bento santo
O tempo não se contava, a sineta sim
As aulas eram a doce espera do recreio
O recreio era a vida na forma mais simples
Nesse compasso os ventos e as lacerdinhas
Santo Bento
Vi de tudo um pouco, coragem, esperteza
Ouvi outro tanto, senti o tanto do espanto
Ri demais e chorei de menos, bom tempo
O que recebi não tem preço, foi só amigos e apreço
Colégio São Bento
Hoje bateu uma saudade
Maior ainda dos que não sentem mais
A saudade aqui juntos, pra lá foram
Jogar, brincar, no campão divino
Do
São Bento
Hoje bateu uma saudade infantil e pura
Do uniforme azul, dos paralelepípedos, ladeira
Do campão, areia, sol quente na testa suada
Brincadeiras e vantagens, mentiras e medos
Bento santo
O tempo não se contava, a sineta sim
As aulas eram a doce espera do recreio
O recreio era a vida na forma mais simples
Nesse compasso os ventos e as lacerdinhas
Santo Bento
Vi de tudo um pouco, coragem, esperteza
Ouvi outro tanto, senti o tanto do espanto
Ri demais e chorei de menos, bom tempo
O que recebi não tem preço, foi só amigos e apreço
Colégio São Bento
Hoje bateu uma saudade
Maior ainda dos que não sentem mais
A saudade aqui juntos, pra lá foram
Jogar, brincar, no campão divino
Do
São Bento
domingo, 7 de junho de 2020
O pilar
O pilar
Nasci com a missão maior de carregar
Como Aquiles faço meu árduo trabalho
Sou quem traz a sombra, o princípio
Na estrutura sou o rei, posto, de pé
Quem me vê talvez não me compreenda
Sou forte por dentro, amigo de Euler
Sou o que mais reto te direciono
Sou belo, másculo, herói calado
Sou coluna
Caminho
Pai
Pilar
Filho
Talvez até no espírito
Santo
Amém
quarta-feira, 3 de junho de 2020
Bateu uma tristeza
Bateu uma tristeza
Sem avisar ela chegou toda proza
Dona tristeza é assim, não entra, invade
Vai trazendo sua mala de más notícias
Joga tudo no meio da sala e senta
Agora a casa é dela, sem limites
Não sabe se aquietar, remexe, vendaval
Traz o frio e se agasalha na sua frente
Te ver chorar e ri, sem a menor cerimônia
Visita incerta
Agora o silêncio, esse é outro desamigo
Faz companhia à ela, se comunicam, telepatia
Te ignora com classe e elegância
Senhor de fino trato, frequenta teatro
É
Malvado
Sinto que estou bem só ao lado deles
Percebi que adentram e não tenho querer
Sou um mais no enorme clube dos tristes
Choro.
Sem avisar ela chegou toda proza
Dona tristeza é assim, não entra, invade
Vai trazendo sua mala de más notícias
Joga tudo no meio da sala e senta
Agora a casa é dela, sem limites
Não sabe se aquietar, remexe, vendaval
Traz o frio e se agasalha na sua frente
Te ver chorar e ri, sem a menor cerimônia
Visita incerta
Agora o silêncio, esse é outro desamigo
Faz companhia à ela, se comunicam, telepatia
Te ignora com classe e elegância
Senhor de fino trato, frequenta teatro
É
Malvado
Sinto que estou bem só ao lado deles
Percebi que adentram e não tenho querer
Sou um mais no enorme clube dos tristes
Choro.
terça-feira, 19 de maio de 2020
Quando?
Quando tua vontade monta na minha
Como cavalo adestrado vou marchando
Quando teu desejo engole o meu
Sou rato enfeitiçado por olhos de cobra
Quando o meu veneno borbulha
Você se desdobra em mirabolantes desculpas
Quando o amor aparece
Outro dia se foi
Quando a raiva adormece
A insônia perdura
O fim será quando?
Virá pelas mãos do nunca?
Na corcunda dos ciúmes?
No vento frio da morte?
Quando?
O Não virar Sim
E
Na dobra do teus joelhos
Você rezar o perdão
terça-feira, 12 de maio de 2020
Os olhos do poeta
Olhos do poeta
O poeta não vê, ele sente
Não olha e sim percebe o
Imponderável
Na lucidez dos normais
Vê o torto belo
Na linha reta matematicamente
Vê as curvas se fechando
Esse olho não te pertence
Poeta
Essa tua imaginação sim
Poeta
Invente o mundo
Poeta
Os cegos de alma agradecem
O poeta não vê, ele sente
Não olha e sim percebe o
Imponderável
Na lucidez dos normais
Vê o torto belo
Na linha reta matematicamente
Vê as curvas se fechando
Esse olho não te pertence
Poeta
Essa tua imaginação sim
Poeta
Invente o mundo
Poeta
Os cegos de alma agradecem
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