Abraçar uma árvore
Abraçar uma árvore é agradecer
Poder sentir seu coração de clorofila
Saber da força de suas raízes
Ouvir, auscultar, passarinhos
Se vestir de oxigênio verde
Ter a noção da presença da mãe
Natureza
Na vida o mais importante é o desejo, é o oxigênio das realizações. a imagem de colher a flor sempre me marcou. A flor é, e deve ser, sempre intocável, linda e viva. Sempre amei as Camélias, elas me ensinaram que a sensibilidade é algo para ser sentido e perseguido a todo momento. Não colha a flor, alimente-a, regue, reze por ela, deseje-a, faça disso uma regra, e se possível use-a para os homens!
Abraçar uma árvore
Abraçar uma árvore é agradecer
Poder sentir seu coração de clorofila
Saber da força de suas raízes
Ouvir, auscultar, passarinhos
Se vestir de oxigênio verde
Ter a noção da presença da mãe
Natureza
Desespero e Agonia
Esse casal todos conhecem, quem nunca ficou desesperado e, logo depois, agoniado? Desespero é um sujeito atrapalhado, sempre atrasado, várias vezes é visto correndo atrás do ônibus, aos berros... Agonia é mulher pacata e fiel, sempre atrás do Desespero e chama a atenção! "Viu a Agonia? Sim, depois do Desespero", é sempre assim, Desespero na frente, Agonia atrás. Eles se amam muito, ela cuida dele e ele espera por ela, lindinhos... Quem os vê sempre nota ele, o senhor Desespero é uma figura notável, alto, apressado, grita, bate na mesa, já jogou uma TV pela janela!!! Ela não, vem chegando e penetra na casa da gente, quando você a vê já está morando com você. Mr Frontal, por vezes, tem que ser chamado para tirar ela da sua casa. Desespero está em todos os acidentes, aparece logo após o grito, depois dos estilhaços, ele chega com força total, só resta respirar e esperar por ela: dona Agonia e depois tentar se livrar dela. Um casal difícil de lidar.
Rasgando o verbo
Rasgando o verbo, picotando advérbio, costurando o substantivo, tricotando adjetivos pra fazer uma colcha de retalhos e te cobrir de beijos
Discutir com Deus
Fui até ele para perguntar: por que criança morre?
Por que o salgado do mar se há tanta sede?
Filho pode morrer antes da mãe?
A felicidade não podia dar em árvore?
E o perdão não seria a língua de todos?
Ele me olhou, e dedo em riste, esclamou
"Venha morar comigo e terás todas as respostas"
Como?
Siga meu filho
Jesus
Crise existencial
Esse Eu não sou eu
Corro do espelho
Não sei mais quem sou
Era tão perfeito, tão aceito...
Agora a tinta se desfez
Ou será a lucidez?
Eu tinha planos para planos e altos
Tinha sonhos, além do sonho de valsa
Tinha a esperança como parceira
Agora um vazio maior invadiu
A mente é que está menor
Agora meu Eu brigou comigo
Agora chegou o meu castigo
Consciência pesada
Na balança da vida, a consciência pesou
Uma balança velha e enferrujada
Preciso repensar e repesar
Preciso emagrecer com a caneta
Do arrependimento...
E só