segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Para-choque de caminhão

 Para-choque de caminhão 


Não há nada mais educativo que o para-choque de caminhão: "mantenha distância", isso serve pra quase tudo. Vamos começar pelo seu vizinho, nunca se aproxime dele ( meu pai dizia que mulher, vizinho e criança não se dá confiança), o vizinho pode te trazer problemas, mantenha distância. Outra utilidade do conselho é com teus familiares, muito amor e carinho pode trazer confusão! A sogra é um exemplo clássico do "eu cá, ela lá". Amigos também temos que selecionar com cuidado pois a ajuda de hoje pode ser o castigo de amanhã, faça com muito cuidado suas "doações" e não conte com a reciprocidade, não existe retorno. Agora, para terminar, o para-choque do caminhão resolve um grande problema: os chatos. Sim, os chatos precisam ficar longe de você, manter a distância em dobro é o certo e, assim que puder colocar a seta e ultrapassar esse veículo é o melhor a fazer na estrada da vida.

domingo, 16 de agosto de 2026

A simetria

 A simetria 


A simetria é irmã da beleza

Juntas formam a maravilha 

Pra quem não tem simetria 

Só resta a postura e a inteligência 

Pra substituir a simetria pela maestria



terça-feira, 11 de agosto de 2026

A dificuldade de ser engenheiro

 A dificuldade de ser engenheiro 


O engenheiro tem, por força da profissão, que viver o mundo da previsibilidade: ele avalia, projeta e executa. Sim, na profissão e na vida; aí é que complica: a vida é imprevisível. Como aceitar a doença, o erro banal, o desamor, etc... tudo muito difícil para quem "acha" que tem controle. O engenheiro sofre mais por esperar resultados e ter certeza do mundo assertivo da engenharia, o  improvável é um desafio constante e com solução adiante. O que não tem solução não existe no cardápio do engenheiro, por isso ele sofre mais que o resto da humanidade

sábado, 8 de agosto de 2026

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O poeta ordinário

 Poeta ordinário 


O poeta ordinário bebe para escrever 

Lá, na mesa de bar, no guardanapo 

A sua dor decola do peito suado

A inspiração cai como um jarro da janela 

Ele tenta superar sua infinita incompetência 

Aperta os olhos e com A de amor escreve

O poema é esculpido na mesa suja

Um soneto sem rima, sem nada

Ele toma um trago e a garganta arde

O coração bate mais forte 

Ele escreve "te amo" e derrama sua alma

No chão sujo do botequim da esquina



Pesos e medidas

 Pesos e medidas


O amor não tem medida

O perdão não se pesa

A ingratidão é quase infinita 

A solidão é maior que o universo 

Beijo roubado é mais doce

A traição amarga como fel

O sorriso de uma criança é divino 

E, o amor não tem, definitivamente, medida


domingo, 2 de agosto de 2026

Pernas próprias

 Temos que administrar as perdas, os ganhos já têm pernas próprias