Queria
Queria te dar o céu e pisei na terra
Queria te dar o infinito e contei moedas
Queria mudar o mundo e calei-me
Subi o Everest pra roubar uma nuvem
Agora vou te prometer amor perfeito
Sem saber o que é amar
Na vida o mais importante é o desejo, é o oxigênio das realizações. a imagem de colher a flor sempre me marcou. A flor é, e deve ser, sempre intocável, linda e viva. Sempre amei as Camélias, elas me ensinaram que a sensibilidade é algo para ser sentido e perseguido a todo momento. Não colha a flor, alimente-a, regue, reze por ela, deseje-a, faça disso uma regra, e se possível use-a para os homens!
Queria
Queria te dar o céu e pisei na terra
Queria te dar o infinito e contei moedas
Queria mudar o mundo e calei-me
Subi o Everest pra roubar uma nuvem
Agora vou te prometer amor perfeito
Sem saber o que é amar
Queria me ver com seus olhos
Queria me ver com seus olhos, ajeitar meus cabelos, sorrir
Me achar bonito, quem sabe? Por cima do teu nariz
Eu ali na tua frente como um touro vendo o toureiro
Teus olhos seriam caridosos? Veriam defeitos?
Seria eu, visto por ti, um príncipe?
Queria me ver pelos teus olhos
E agora estou aqui, frente ao espelho, chorando a falta de ti
Prova dos 100 beijos
Foram 100 beijos corridos e nada
Estilo livre, peito e costas
A respiração cadenciada
A língua moldada
A boca sedenta
O recorde foi batido!
100 beijos em 100 segundos!
Isso é que é prova de amor
A mulher que nunca tive
A mulher que nunca tive existe
Em sonhos dignos de realidade
Indubitavelmente linda
Amorosamente inalcançável
Ela é a perfeição
Também vive a ilusão
Do amante impossível
Que sou
Eu
Alegre por ser triste
Isso mesmo! Eu estou alegre por ser triste: o triste se conhece melhor, tem mais cuidado consigo menos, a inspiração vem com a respiração, não briga por qualquer coisa, ele é mais cuidadoso com o próximo, quieto e educado. O triste tem espaço no mundo, principalmente das artes. Seja um triste feliz e, quando estiver feliz, serás bem mais feliz que o resto do mundo.
O susto
O susto chegou, como sempre, assustado
O susto vive solitário
Ninguém quer vê-lo e conversar
Um belo dia um doido chegou
Apertou a mão do susto
O susto se assustou
O doido varrido perguntou
"Você tem medo de mim?"
O susto disse que não
E assim nasceu uma grande amizade
Do susto e do doido vivem
O alpinista, trapezista, paraquedista
Até que a morte os separem