sábado, 8 de agosto de 2026

Visto pra cegonha

 


sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O poeta ordinário

 Poeta ordinário 


O poeta ordinário bebe para escrever 

Lá, na mesa de bar, no guardanapo 

A sua dor decola do peito suado

A inspiração cai como um jarro da janela 

Ele tenta superar sua infinita incompetência 

Aperta os olhos e com A de amor escreve

O poema é esculpido na mesa suja

Um soneto sem rima, sem nada

Ele toma um trago e a garganta arde

O coração bate mais forte 

Ele escreve "te amo" e derrama sua alma

No chão sujo do botequim da esquina



Pesos e medidas

 Pesos e medidas


O amor não tem medida

O perdão não se pesa

A ingratidão é quase infinita 

A solidão é maior que o universo 

Beijo roubado é mais doce

A traição amarga como fel

O sorriso de uma criança é divino 

E, o amor não tem, definitivamente, medida


domingo, 2 de agosto de 2026

Pernas próprias

 Temos que administrar as perdas, os ganhos já têm pernas próprias

Atropelando o tempo

 Atropelando o tempo 


Nessa correria diária eu atropelei o tempo 

O tempo baixou hospital, todo quebrado 

Não tenho mais tempo pra nada

Enlouqueci e passei mal

Hospitalizado e infartado vi o tempo 

Ele na cama ao lado sorriu pra mim 

E disse:"cuide do seu tempo, só assim você vai se curar"

Lá, no hospital, tive tempo pra cuidar do tempo 

Fiquei bom e nunca mais atropelei o tempo

Sobressalto

 Em um sobressalto você quebrou minhas pernas 


Fiquei um bom tempo descadeirado, fora do eixo 


Uma dor na boca do estômago e falta de ar


O coração não batia, pulava como cabrito


Minha cabeça, desaparafusou, não sabia que rumo tomar


Foi assim quando eu ouvi:"não te quero mais"

sexta-feira, 31 de julho de 2026

A tristeza maior

 A tristeza maior


A maior tristeza é ver o mar morrer na praia


O céu infinito sumir nas nuvens 


A incontável areia da praia sumir no vento 


Então sorria, meu amor, em saber que não és nada disso 


Tu és o mar que inunda meu céu 


O vento que carrega meu coração 


Pra uma felicidade plena de emoção