quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Relacionamento com o sucesso




Relacionamento com o sucesso


 O que vem a ser sucesso? Creio que todos queremos tê-lo, sem entender os motivos, muitas vezes por uma função automática, imposta pela cultura local. O dinheiro é o exemplo mais fácil de provar o sucesso, simples mostrar e demonstrar, contábil e frágil também.  A beleza é outra “moeda” reconhecida e "mensurável” do mundo midiático. A inteligência vem com suas vestes e formas desviadas, difícil de medir por si só, infinitamente mal aproveitada, muitas vezes infecunda. E o resto? Amizades são medidas? Amores, filhos, sorte? A questão permanece difícil no momento em que não temos um objetivo concreto para atingir, ou pior, um desejo irrealizável. Ser bonito quando Deus não caprichou na fórmula original, difícil ser; porém a mente humana é fantástica: que tal se achar bonito? Quebrar paradigmas, ser um vitorioso sem medalhas, se auto-condecorar. Difícil? Talvez, mas não impossível.

 As olimpíadas, com seus astros, foram exemplos de sucesso. Eu me pergunto: pra que? Que vantagem te faz correr uma maratona ou ser o mais rápido do mundo? Que prazer masturbatório envolve essa glória passageira? Aonde vai a nossa capacidade de sermos insuperáveis? Sempre a roda da vida gira e os limites são alcançados, então qual a graça? Quem é o mais vitorioso ? O que atinge a meta ou quem a faz chegar mais perto? Quem é mais feliz?


 Uma coisa é certa: viver é superação diária, e ser feliz é a medalha de ouro! 

sábado, 13 de agosto de 2016

Pé-sujo



Com alegria vejo uma reportagem sobre um pé-sujo, um botequim, a mais tradicional cultura carioca, o que temos de melhor na cidade maravilhosa.  Lá onde o rico é igual ao pobre, as conversas são de todos, o mentiroso é feliz, os intelectuais aprendem ( João Ubaldo sabia disso ), o carioca se realiza. Senhor prefeito, faça um monumento ao pé-sujo, ainda dá tempo !

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O dia chegou !



O dia chegou! Hoje começa um evento de grande simbolismo e será observado por 3 bilhões de pessoas. O Rio se mostrará ao mundo, o Brasil também de forma indireta. Pagamos ( a população ) um preço grande: horas de desconforto e privações para mudar a estrutura da cidade, não temos ainda a resposta positiva da mudança, o tempo dirá. Só resta torcer para que nada de mais grave ocorra e que a festa acabe logo, pois precisamos trabalhar minha gente, pagar nossas contas e esquecer o que passou... Parabéns ao povo sofredor que segurou essa tocha por muitos anos e não vai ganhar nenhuma medalha.

terça-feira, 26 de julho de 2016

O maluco e a barata



O maluco e a barata


  Minha irmã disse uma vez “maluco é igual à barata, você mata uma e logo aparece outra”, menina esperta! Estava e está certíssima: não temos controle sobre os malucos e tão pouco sobre as temíveis baratas. Existe barata do bem? Ou barata-beleza? Eu já tive algumas que se adaptaram ao meu quarto e até me cumprimentavam com suas antenas loucas, ficavam na dela, tímidas talvez, não perturbavam... Doidos também convivi com alguns bem mansos e, vez por outra, engraçados; do bem, sem maldade, calmos como uma lagoa gelada (você admira na fotografia, mas não vai lá nunca), isso é bom para frear a loucura alheia: o sujeito dá uma surtada e você diz “você vai ficar doido que nem... (diz o nome do doido manso)”, o cabra se acalma.


  Vamos lá, a teoria é essa: doido é igual à barata. Falei. Acho que é perfeita e há provas! No calor as baratas saem dos bueiros e ralos, ficam exitadas, doidinhas pra passear e aprontar; os malucos fazem o mesmo! O calor aquece os ímpetos internos e o vulcão adormecido explode novamente. Estão aí os atentados em pleno verão europeu, no inverno a coisa acalma, vão ver. Foi-se o tempo que o deprimido com viés de doido se jogava de uma ponte e deixava sobre o leito uma carta plena de mágoas, dores, remorsos, etc... Agora o doido-barata vai e planeja tudo (no inverno) e grava um vídeo, compra armas (até na internet) e põe o plano em ação. O doido mata e se mata, como uma barata cheia de Detefon ela dança a dança da morte, faz um estrago enorme e morre de barriga pra cima. O mundo mudou minha gente, tomem cuidados e evitem as baratas (vale para os doidos também): não fiquem em locais fechados e úmidos, evite o escuro e as noites, aglomeração traz restos de comida e atraem as baratas, se cuide e, se possível, respeite as baratas e seus amigos doidos.

domingo, 17 de julho de 2016

Frases de meu filho



Frases de meu filho

- Mamãe é tão perfeita, tão perfeita que chego a pensar que ela não existe, pois a perfeição não existe, mas graças a Deus ela existe e é a minha mãe !

- Pai, você fundiu minha cabeça ao colocar o filme do Pink Floyd “The Wall” quando eu tinha 5 anos... Obrigado por isso!

- Pai, você dirige tão devagar, tão devagar que foi ultrapassado na estrada por uma bicicleta carregando um bujão de gás!

- A melhor comida do mundo é a mineira! E quem come não engorda, pois come porquinho, porquinho, a cada três horas.

- Gasparzinho (meu FIAT 500) humilhou os 4x4 lá nos atoleiros de Minas Gerais!

- Num campeonato de doidice os meus avôs ganhariam disparados!

- Fripp (meu gato) sabe abrir porta até trancada com chave, mas não tem medo de passarinho...

- Porque não se pode casar de bermuda????

- Nunca peça pizza com Soris (ex-namorada do meu Tio Maurício), pois ela pede uma fatia e come três das minhas...

- Aprendi com meu Tio Maurício que quando a gente não sabe uma resposta a gente inventa e sempre dá certo!


- O mais importante em uma entrevista de emprego é dizer que gosta de cerveja artesanal e rock progressivo!

sábado, 16 de julho de 2016

Como formar um bandido



Como formar um bandido

  Hoje vi uma cena inusitada: uma mãe jovem com um menino de 3 a 4 anos, ativo e gordinho, uma criança normal. Ao sair do avião essa criatura foi amarrada numa espécie de cinto de alpinista com uma corda de uns 3 metros, o “animal” estava preso e começou a andar, ou melhor, correr, com a mãe que queria pegar as malas e seguir seu destino. A andada foi grande, pois o aeroporto do Rio de Janeiro está em ampliação e, com os jogos olímpicos, creio que já foi planejado um aquecimento para os atletas que por lá vão chegar. Andamos uns 10 minutos e o nosso herói cansou... A mãe chutava a criança para se levantar a puxava pelo braço como se puxa um cabrito, ou um bezerro, sei lá... O animal (vamos ver por esse ângulo) não queria prosseguir, chorava como bode embarcado, e era arrastado pela novíssima e lustrosa pista de granito. Após a caminhada olímpica ele ficou esperando as malas sentado no aço duro e frio do carrinho, chorava de dar pena, e quando se levantava era recolocado (com os ovinhos triturados) ao lado da 1ª mala, berrava... E tome esporro em tudo quanto é língua (acho eu que a mãe era brasileira morando no exterior), tadinho, com fome e amarrado, um cão, um futuro doente mental, ou bandido. Não havia quem tivesse a coragem de abordar a jovem para um conselho ou uma oferta de ajuda, uma milagrosa jujuba talvez fizesse o serviço, quem sabe?

 Agora tenho a certeza que teremos mais pessoas desequilibradas e com graves transtornos no futuro, graças a essas mães doidas e à “coleira” infantil! Alguém já viu esse acessório por aí? Os psicólogos terão um bom faturamento no futuro com esse produto! Deus me livre! 

terça-feira, 7 de junho de 2016