Poesia da infância perdida
As crianças que não sabem brincar
As que carregam o peso da pobreza
Nos sinais fechados para a felicidade
Aquelas que trabalham sem saber o motivo
Os pés no chão frio
A cama dura como a fome
O sorriso único da mãe alerta
"Hora de acordar e trabalhar"
E o corpo fransino anda sem saber
Onde ir, onde chorar, pra que viver?
As crianças brincando na pracinha
E ela contando as moedas na mão
Criança sem infância é castigo
Que Deus um dia vai se arrepender
De montão

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