quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Poesia da infância perdida

 Poesia da infância perdida


As crianças que não sabem brincar

As que carregam o peso da pobreza 

Nos sinais fechados para a felicidade 

Aquelas que trabalham sem saber o motivo 

Os pés no chão frio

A cama dura como a fome

O sorriso único da mãe alerta

"Hora de acordar e trabalhar"

E o corpo fransino anda sem saber 

Onde ir, onde chorar, pra que viver?

As crianças brincando na pracinha 

E ela contando as moedas na mão 

Criança sem infância é castigo 

Que Deus um dia vai se arrepender 

De montão



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