Em busca de paz eu fui à luta
Briguei com inimigos, chutei paredes
Discuti com Deus
Com sangue nos olhos
Gastei todo meu ódio
Inutilmente
Descobri no final que a paz não se conquista
Ela vai até você como um gato
Enroscando na sua perna
Na vida o mais importante é o desejo, é o oxigênio das realizações. a imagem de colher a flor sempre me marcou. A flor é, e deve ser, sempre intocável, linda e viva. Sempre amei as Camélias, elas me ensinaram que a sensibilidade é algo para ser sentido e perseguido a todo momento. Não colha a flor, alimente-a, regue, reze por ela, deseje-a, faça disso uma regra, e se possível use-a para os homens!
Em busca de paz eu fui à luta
Briguei com inimigos, chutei paredes
Discuti com Deus
Com sangue nos olhos
Gastei todo meu ódio
Inutilmente
Descobri no final que a paz não se conquista
Ela vai até você como um gato
Enroscando na sua perna
Bebendo sua voz
Comendo tua luz
Vendo sua alma
Digeri minha vida
Agora é o nunca
Chegou a vez de falar
Sem palavras no ar
Vale à pena te amar
O problema e a solução
O problema corre atrás da solução
Ele é predador e ela a caça
Ele é incansável, ela preguiçosa
A formiga e a cigarra
O problema é diurno, a solução noturna
Ele nunca termina, ela é uma taça de vinho
Ele indomável e ela dócil como uma flor
Quando se unem é um ato de amor
A vida não é um ângulo reto
Menos ainda uma curva perfeita
Quisera uma brisa fresca de verão
A vida é dura
Dura como pedra talhada
Calos doídos nas mãos do escultor
A arte do bem viver é viver com a arte
Então se acostume com o incerto
Derrape nas curvas
Descubra o artista
Você
Por que?
Por que o carinho de mãe chega ao coração?
A bronca do pai parece um furacão?
O primeiro amor tem mais emoção?
A briga de irmãos não vale um tostão?
Por que?
Volte
Dividi meu Dna por amor
Metade eu, metade você
A genética doida da paixão se fez
Agora tento viver um só sem você
Como resgatar meus cromossomos?
Sou tão dependente de ti...
Volte
Um dia ruim
Acordo, pão queimado, café frio de saudade
Olho em volta e o nada é visível
Uma foto tenta quebrar a solidão
Uma brisa fria pelo corredor assusta
A janela emperra, uma unha quebrada
O Sol se esconde atrás do olho molhado
Frio
O silêncio da solidão doe como uma sirene
Na alma o corpo tenta se esconder
Um esforço enorme se dá
Abro a porta
Ninguém lá está
Volto pra cama a rezar
Esse dia tem que acabar