segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Medindo o amor

 Medindo o amor


Fui medir o amor 

Peguei sonhos e poemas

E mãos à obra!

Abri teu coração


Lá dentro uns punhados de ciúmes

No canto uma criança rindo

No outro teu primeiro beijo

No centro a tua mãe


Procurei o amor que prometestes 

Aquele que jurastes eterno

O maior e mais infinito 


Achei uma carta 

Lá o dizer mais lindo

Lá a confissão:

Te amo sem medidas


Desisti de medir o amor

domingo, 29 de janeiro de 2023

Lavando a alma

 Lavando a alma


Abra a dispensa de sua consciência

Pegue o sabão do perdão 

Com água benta misture

Coloque sua alma suja de molho


Dia seguinte, com as mãos puras lave

Esfregue bem os pecados

Pendure no varal da igreja da matriz

Deixe secar até o juízo final


Retire sua alma limpa 

Use-a no céu!

E na terra uma novena e duas trezenas pra disfarçar

O transatlântico do medo

 Um sentimento aportou a mente como um transatlântico

Pesado e devagar veio ao porto da alma 

Lá desceram os passageiros e o comandante

Vieram incomodar...


O Sol de verão ardia na tarde calorenta

A cabeça fervia 

O suor correu na testa

O lábio estalou


É ele !


Sim o transatlântico do medo maior chegou

Jogando sua âncora de pavor

Estacionou 


E agora o que fazer?


Olhar a liberdade do mar

Respirar o sal da briza

Ver o infinito no horizonte

E chorar



sábado, 28 de janeiro de 2023

Que eu saiba

 Que eu saiba


Que eu saiba ver o outro melhor

Que entenda o defeito do pior

Que eu sinta a doçura do perdão

E saiba estender a mão


Que eu saiba ver meu mundo interior 

Que entenda o torto querendo o reto

Que eu sinta a mão de Deus no ombro 

E saiba entender o não


Amém

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Certa vez

 Certa vez havia um mar, areia e céu

Na praia um barco seguia seu rumo

No mar o azul brincando de tons

O céu mudo assistindo tudo


Lá também havia paz

E foi lá que sonhei

Em uma praia, mar e um barco

Chamado felicidade

domingo, 22 de janeiro de 2023

Afogado em poesias

 Afogado em poesias


Queria morrer afogado em poesias

Sem respirar o ar cansado do viver

Lá, no fundo do oceano das letras

Encontrar Neruda, Vinícius, Drummond e virar Pessoa 

Sim, virar amor sublime, no último suspiro apaixonado


Morrer afogado em poesias

Um sonho no viver 

Para no descanso eterno

Não padecer



sábado, 21 de janeiro de 2023

Paris

 Paris


Tens o encanto do desbravar eterno dos teus encantos

A cada esquina um amor perdido 

A cada café um reencontro com a vida


Suas ruas se escondem no meio da arquitetura eterna

Seus palácios se cobrem de ouro como neve

Seus jardins escondem tesouros de paz 



Na tortura de não te ver hoje bebo um vinho

Na certeza que te verei amanhã bebo alegrias


A le charme de l ´ éternel explorateur de ses charmes

À chacun de ses tournants, un amour perdu

À chacun de ses cafés, une nouvelle rencontre avec la vie

Ses rues se cachent au milieu de l’ architecture éternelle

Ses palais se couvrent d’ or et de neige

Ses jardins cachent des trésors de paix

Dans la torture de ne pas pouvoir te voir aujourd’hui, je bois du vin

Dans la certitude que je te verrai demain, je bois du bonheur