terça-feira, 11 de abril de 2017

Os 10 mandamentos do sucesso



Os 10 mandamentos do sucesso

- 1o) O homem é um predador do homem, procure ficar no topo da cadeia alimentícia.

- 2o) Não existe " almoço grátis " , não acredite em socialismo e distribuição de renda, caridade não gera progresso.

- 3o) Oportunidade passa à cavalo, não deixe de decidir nunca ! Seja rápido e aproveite as chances que aparecerem.

- 4o) Estude, aprenda com os outro, observe as mudanças, seja humilde para crescer mais.

- 5o) Respeite o próximo, atue com ética e entenda o valor das leis e das civilizações que prosperaram.

- 6o) Tenha paciência e " faça como um velho marinheiro que durante o nevoeiro leva o barco devagar ", tudo tem seu tempo.

-7o) Dinheiro não é tudo , mas é 100%

-8o) Não desista na 1a vez, tente mais uma, na 3a desista!

-9o) Sempre que encontrar uma pessoa genial acredite que haverá outra mais ainda, então não endeuse demais seus ídolos, desconfie dos dogmas.

-10o ) Procure ser sempre uma metamorfose ambulante, ouça mais Raul Seixas.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A idade do lucro

A idade do lucro

A vida corre e muitos não contabilizam os ganhos, a juventude é um vendaval e não temos tempo para nada, ao amadurecer chegam os pensamentos mais racionais e começam as cobranças, até a idade do lucro. Essa idade ocorre após os 60 anos, é uma idade mental, pode ser um pouco antes ou depois desse marco 60. Como em uma cidade de fronteira, do alto da colina você vê o seu passado e virando a cabeça você verá do outro lado da fronteira-vida uma enorme floresta a desbravar, tenha coragem, pois nada é fácil daqui pra frente, leve sua mochila cheia de experiências e sabedorias e comece a gastá-las logo, sem pena.

Voltando aos lucros, seguem os que contabilizo:

- Pais vivos,
- Filhos criados,
- Filhos independentes,
- Saúde plena,
- Família unida,
- Reserva financeira,
- Trabalho prazeroso,
- Casa própria,
- Mulher parceira,
- Tesão pela vida,

 Então, qualquer item acima existente é sinal de lucro, no caso de TODOS os itens contemplados você é um verdadeiro CAGÃO! Um sujeito de sorte absoluta, meus parabéns!

Uma observação importante: se você ainda tem TESÃO PELA VIDA pode, a qualquer tempo, só contabilizar esse item (os outros serão superados) e tocar seu barco em frente, caso contrário aproveite os outros lucros com muito cuidado, pois eles são passíveis de mudança!

Boa sorte leitor, e se tiver muita sorte escreva sua lista para quando completar seus 70 aninhos de vida, não esqueça de me enviar, certo?


quarta-feira, 8 de março de 2017

Como matar a sua " Suegra "



Como matar a sua “ Suegra “

A crise chegou feia, a sogra é rica, o tempo que sobra para pensar (e escrever besteiras) é grande, conclusão: chamei meu amigo “Nelsito” e programamos um plano diabólico de matar a sogra sem deixar rastros e ficar com o patrimônio da velha! E ainda estaríamos beneficiando a outra vítima (genro) que declinou do convite: o cidadão é muito ocupado e tem um medo danado de ser preso (embora o filho seja Juiz!), acho que ele vai se dar bem, pois se livra “dela” e vai ficar com o dindin enquanto nosoutros , os“heróis” , apodreceremos na cadeia... Xô pensamento negativo, xô !!!!
Voltemos ao plano: convidar a dita cuja para passear em terras portenhas. A ideia é magnífica, pois as vertentes criminosas por lá são de fácil acesso, a lei branda e os Hermanos ajudam a matar brasileiros(a), sigam o raciocínio (sabendo que a candidata sofre de labirintite crônica):

- Alimentação: papas fritas com bife de chorizo podem dar uma bela congestão;

- Bebidas: um bom vinho malbec vai ajudar no item acima;

- Tango: ela adora dançar, então uma boa dança, bem rodada, após o uso dos 2 itens acima me parece infalível!

Caso não dê certo o plano seguiria (um pouco mais caro) para Bariloche:

- Passeio na beira do lago gelado: dizem os locais que basta 5 minutos para uma hipotermia definitiva e salvadora (da gente é claro) e que as pedras das praias são escorregadias, uma queda no lago é uma maneira simples e agradável de se livrar das velhas por lá;

- Passeio nas florestas: convida a mocinha para brincar de chapeuzinho vermelho e conhecer o tenro cabritinho montanhês(cordeiro patagônico ), deixa a linda por lá esperando o Lobo mal, romântico até;

- Passeio nos montes: São os “cerros” e têm vários! Com uma boa gorjeta você suborna o “Hermano” para deixar a porta aberta, o cinto frouxo, um empurrãozinho básico e... Tudo resolvido!

Obs: Nesse quesito tenho a acrescentar a nossa aventura ao “Cerro Otto”, onde descobri o nome “ Otto “ vem de Otário mesmo! A desgraça custa caro e lá em riba tem um restaurante giratório, que maravilha! Assim fizemos a nossa última tentativa de fazê-la sucumbir em terras alheias... Não deu muito certo, pois o meu companheiro (Nelsito) também passou mal e ficou abestalhado chamando “ Joel “ e deitado em uma poltrona, estatelado! A família toda passou mal... Eu, que não sou besta, não montei naquela vitrola matadora, porém fiquei sem realizar meu plano.

- Aeroporto: sim esse foi o último recurso! Fizemos uma agradável viagem de 48 horas de escalas múltiplas pela adorável Latam (Lata de M, ou de mierda mesmo) e a vítima quase se foi de secura (ela não bebe agua pra não fazer pipi) e fome (não come para não fazer pôpô), não dei certo, pero posso dizer ainda! As últimas notícias são alvissareiras e dizem que ela já se recuperou dos problemas gastrointestinais e quer viajar novamente, só que agora, vai querer ver as geleiras na terra do fogo! Vai dar certo! Um empurrãozinho bem dado e...


Beijo na SUEGRA, do fundo de mio corazõn !

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Um lindo dia de sol

Um lindo dia de Sol

O sol, descaradamente, invade minha varanda
Manhã de verão, sem brisa, emana a imensidão
Imensidão que vem do céu azul teimoso
Teimoso de ser tão azul, de ser tão verão

O convite vem dos passarinhos, da rua ainda vazia
Venha me desfrutar, venha sentir meu abraço amigo
Venha se derreter em minha saliva branca
Era o mar, descaradamente, me convidando

Fui impelido, vou tomar uma decisão: virar verão!
Soltei-me das minhas amarras, meus compromissos
Libertei-me das roupas, do peso da consciência, e
Dei-me de presente esse dia, sandálias no pé, carioca no coração

sábado, 4 de fevereiro de 2017

O erro maior

O maior erro é a falta de entendimento, não aceitar o novo , duvidar da sabedoria do velho . Poucos ouvem as palavras, outros distorcem , e o silêncio se faz presente; mudo e calado estamos num mundo de egoísmos, sem saída vamos ficando mais ignorantes , assim sozinha e triste essa nova geração vai caminhando para a solidão.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Amor feroz




Arrancou-me as roupas, arrancou-me o coração
Tirou-me o ar e trocou o meu avesso
Inverteu os valores que tinha
Tudo pelo amor prometido

Meu mundo virou, meus olhos cegaram
Minhas escolhas, meus desejos sumiram
Homem farol alto que me encandeou
Homem de minha vida

Ávido por carnes, louco em palavras
Carente como menino, brincou comigo
Brigou comigo, arrancou meu coração
Desfez-me como uma rosa ao vento

Amor feroz, morde a alma de mulher
Fez promessas, trouxe ódio
Da febre fez o calafrio contínuo
De um amor feroz agora esquecido

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Texto fantástico


A Velha Amiga (Raquel de Queiroz)

Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudade de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro.
Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim presença atual.
Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.
A vida é uma coisa que tem de passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.
Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude.
Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais?
Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.
E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.
Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade - mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais.
Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e, por isso mesmo, dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo - e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que um grama; e por essas medida, pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas.
Não sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade a que chegamos, você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos.
A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Ai, um um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído.
E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos.
Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.
(Crônica publicada no jornal "O Estado de São Paulo" - 13/01/2001)