A inveja
Sentimento mal explicado esse, tão mal explicado que quando olhamos com desejo para alguém e mostramos inveja, o outro retruca “Está com inveja POR QUÊ?” Já notaram? Incrível, quem tem inveja é sempre um indeciso, será um duvidoso, não sabe nunca da nossa inveja? Vamos com calma, o mal está na raiz mesmo, a inveja nasceu gêmea, e a Mãe, com preguiça, deu o mesmo nome: Maria Eduarda prá uma e Eduarda Maria prá outra, o que dá no mesmo, gera confusão! Ou seria Clédia e Clébia? Uma amiga de minha mulher tinha uma família engraçada de irmãos: Clênio, Clécio, Cléris, Clédia, Clébia e.... Renatinho. O apelido de Clédia era “Nena” e de Clébia " Neninha”, que gente criativa... Renatinho foi salvo pelos irmãos mais velhos! O Pai não conseguiu terminar a saga da família “C” “C”... Na hora do batismo o nome escolhido era Cléber, MAS os irmãos gritaram “Cléber não! CARALHO!!! Chega de " C " nessa família !” O Padre se assustou, quase cancela o batizado, mas houve consenso familiar e o Pai se contentou com o " C " do CARALHO e sapecou RENATINHO no pequeno bebê... Voltemos à INVEJA, ela tem duas vertentes (irmãs gêmeas, suba para o princípio) uma boa, saudável, construtiva e a outra ruim, venenosa e destrutiva. Eu proponho mudarmos para “Invejabem e Invejamal” ou “ Invejão e Invejinha “, sei lá, um código ou sinal, escrevamos “ Inveja+ e Inveja- “, temos que escolher com calma, aceito sugestões, tá?
Então amigo, vamos dissecar essa idéia e olhar por dentro desse sentimento universal e tão popular. Nascemos querendo tomar tudo do outro, não é mesmo? Vá nesses “ points “ de bebês, baixo bebê, bebê barra, etc... E fique ali saboreando os conflitos, metade dos moleques dormem tranqüilos e a outra está brincando. Os olhares perdidos das babás e as conversas bestas das mães, “Ontem o rodriguinho arrotou na camisa do Paulo, ele teve que trocar de roupa, perdeu a carona pro trabalho, tadinho!” Paulinha está com uma coceira na virilha, não melhora... “Dudu está chato, com febre e diarréia, você viu a promoção de fraldas das lojas americanas?” Tem troço mais chato que papo de mãe recém parida? Voltemos aos fatos, os sacaninhas já colocam a inveja na mamadeira! É tal de puxar o paninho do outro e quando pega na chupeta o pau come, aquela cara redondinha vai se intumescendo, ficando vermelha, os olhos incham, uma gotinha de lágrima anuncia o temporal! Buauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu ! E tome pernadas para o ar e o carinho balança: O filho da outra Mãe pegou a chupeta que minha Mãe me deu! Menino novo ainda não conhece a categoria de Mãe, filho da Mãe e filho da Puta... Vá tomar a “ pepeta “ do pimpolho! É guerra acústica!
Já me perdi de novo, merda! Inveja boa e a ruim, voltei. A boa é super saudável e faz o tempero do desejo, só há desejo material com inveja não é mulheres ? Aquela bolsa da Claudinha , hem ? E o biquíni de Glória (se Eu perder uns quatro kilos...)? O pajero da Patrícia não é inveja não, aquilo é sonho... A boca do Brad Pitt... Xiiii, vou parando por aqui que Ricardo, meu marido, está chegando... Todas as mulheres são invejosas! Pronto! Eu acho que até a mais remota freirinha descalça tem inveja do terço da Madre superiora!
A inveja direcionada para a conquista é ótima, mas perigosa... Esse bicho inveja é peçonhento e solta veneno, você fica rindo e mostrando alegria ao ver aquele lindo peito siliconado da amiga, já prá lá de boazuda, que tinha um peito bucal (peito bucal é o peito que cabe na boca do amado, definição, patenteada, de meu Pai, que me dizia “Filho o peito da mulher não precisa ser maior que a cavidade bucal, prá que? Eu não sou americano!), lindo, duro e com mamilos” astrônomos " sempre olhando para o Céu "! Mas ela queria entrar no clube das mulheres “ avançadas “, seios fartos para olhos gordos... E você já começa a maldar, não é mesmo? Moça bonita, mas quando ficar MAIS velha ( o mais já é prá derrubar a muito jovem parceira de academia ) vai sofrer da coluna! Vai encagalhar geral! Agora teu pensamento pegou pesado amiga! Já estás na inveja ruim, sem volta.
Temos o grupo, bem mais numeroso, das invejosas do mal! Essas são foda mesmo, seca pimenteira. Conheço várias, tenha cuidado! Se você contar uma vantagem sexual do maridão ele vai broxar na próxima! Se ela olhar teu vestido branco podes ter certeza que vai encardir; elogiou o namorado da tua filha, é bicha, queridinha, não pague prá ver, não vá à parada Gay, por favor! Essas víboras estão soltas por aí, cuidado, use avenca atrás da orelha (minha Vó dizia que funcionava), vá se benzer com Pai João, correndo! E se ela está de olho no teu marido só tem um jeito, lindinha, café pilão extra-forte cuado na cueca dele!
Sorte!
Roberto Solano
terça-feira, 30 de novembro de 2010
O complexo do Alemão
O complexo do Alemão
Vocês já viram um alemão complexado? Eu não, pouco conheço a cultura deles, mas imagino o que deve ser a vida de um alemão! Primeiro é ter que falar alemão, gente deve ser difícil, eu não passaria do primário, com certeza seria complexado por não passar de ano, Eu e alguns milhões de alemãs que tem inteligência mediana, e pronto o sujeito já fica complexado na infância. Ficar vermelho, putz é muito chato, você olha prá menina e ela pisca o olho, ficou vermelho, faces rosadas, esfogueteado. Hans, meus parabéns, você é o primeiro da nossa sala, a melhor nota do curso, favor subir no palco que a professora Elfriede vai entregar a sua medalha, uma salva de palmas para Hans! E lá vem o coitado do Hans, mais vermelho que salsicha de hot dog, suado, fumegante, tem que ficar complexado mesmo...
Klaus é um boa praça, divertido, bom de papo e de bebida, não perde um oktoberfest, mas tem uma bela barriga de chope, que já tirou sua paz várias vezes, perdeu namoradas, ficou complexado mesmo. Dizem que uma vez viram o Klaus no mictório derramando o chope direto na calha! O que é isso meu camarada, perguntou um amigo, e o Klaus se defendeu, “estou cansado de ser o intermediário!” Cansado de ser barrigudo, não ver o bilau, e prá trepar...
Wolfgang, esse é bom de garfo, traça tudo! Chucrute é seu forte, joelho de porco, delícia, mas tem um tremendo complexo de não digerir os molhos, as mostardas pretas, então ele tenta segurar a força maior, o vento interno, em vão... Dá-se o peido! Vocês sabem, em qualquer ambiente se houver um alemão e um odor desagradável, fudeu! Foi ele! Então, nosso amigo Wolfgang é mais um alemão complexado, mora no Brasil, come de tudo, em especial nossa feijoada! Caracas! Ainda bem que eles não conhecem o nosso feijão preto, com farofa de ovos, e uma caipirinha prá disfarçar os movimentos peristálticos, não há alemão que não estrague uma festa! Um perigo!
Bernhard sempre gostou de carros desde menino, corria de kart, era muito bom até conhecer o Michael, bom amigo, uma cara meio quadrada, mas legal com ele, foram crescendo e melhorando, o Bernhard era muito bom, fantástico, evoluiu até chegarem à fórmula 1, deu no que deu, mais um complexado Alemão...
Amigos são tantos exemplos, tantas estórias tristes, que esse povo complexado resolveu trabalhar duro, estudar mais, e fazer o país deles uma potência mundial! Audi, Mercedez Bens, Porsche, ferramentas precisas e autocontrole! Disciplina é tudo, ajuda a controlar flatulência, faz o gordinho ficar bonito dentro do belo conversível, e se o carro for vermelho combina com aquele rosto redondo. Parabéns a esse povo, que embora tenham tantos complexados fazem os Brasileiros ficarem envergonhados do nosso Alemão, complexo do Alemão, que Deus nos ajude!
Vocês já viram um alemão complexado? Eu não, pouco conheço a cultura deles, mas imagino o que deve ser a vida de um alemão! Primeiro é ter que falar alemão, gente deve ser difícil, eu não passaria do primário, com certeza seria complexado por não passar de ano, Eu e alguns milhões de alemãs que tem inteligência mediana, e pronto o sujeito já fica complexado na infância. Ficar vermelho, putz é muito chato, você olha prá menina e ela pisca o olho, ficou vermelho, faces rosadas, esfogueteado. Hans, meus parabéns, você é o primeiro da nossa sala, a melhor nota do curso, favor subir no palco que a professora Elfriede vai entregar a sua medalha, uma salva de palmas para Hans! E lá vem o coitado do Hans, mais vermelho que salsicha de hot dog, suado, fumegante, tem que ficar complexado mesmo...
Klaus é um boa praça, divertido, bom de papo e de bebida, não perde um oktoberfest, mas tem uma bela barriga de chope, que já tirou sua paz várias vezes, perdeu namoradas, ficou complexado mesmo. Dizem que uma vez viram o Klaus no mictório derramando o chope direto na calha! O que é isso meu camarada, perguntou um amigo, e o Klaus se defendeu, “estou cansado de ser o intermediário!” Cansado de ser barrigudo, não ver o bilau, e prá trepar...
Wolfgang, esse é bom de garfo, traça tudo! Chucrute é seu forte, joelho de porco, delícia, mas tem um tremendo complexo de não digerir os molhos, as mostardas pretas, então ele tenta segurar a força maior, o vento interno, em vão... Dá-se o peido! Vocês sabem, em qualquer ambiente se houver um alemão e um odor desagradável, fudeu! Foi ele! Então, nosso amigo Wolfgang é mais um alemão complexado, mora no Brasil, come de tudo, em especial nossa feijoada! Caracas! Ainda bem que eles não conhecem o nosso feijão preto, com farofa de ovos, e uma caipirinha prá disfarçar os movimentos peristálticos, não há alemão que não estrague uma festa! Um perigo!
Bernhard sempre gostou de carros desde menino, corria de kart, era muito bom até conhecer o Michael, bom amigo, uma cara meio quadrada, mas legal com ele, foram crescendo e melhorando, o Bernhard era muito bom, fantástico, evoluiu até chegarem à fórmula 1, deu no que deu, mais um complexado Alemão...
Amigos são tantos exemplos, tantas estórias tristes, que esse povo complexado resolveu trabalhar duro, estudar mais, e fazer o país deles uma potência mundial! Audi, Mercedez Bens, Porsche, ferramentas precisas e autocontrole! Disciplina é tudo, ajuda a controlar flatulência, faz o gordinho ficar bonito dentro do belo conversível, e se o carro for vermelho combina com aquele rosto redondo. Parabéns a esse povo, que embora tenham tantos complexados fazem os Brasileiros ficarem envergonhados do nosso Alemão, complexo do Alemão, que Deus nos ajude!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Vai casar? Então estude física!
Vai casar? Então estude física!
As leis de Newton:
"Todo corpo permanece em seu estado de repouso, ou de movimento uniforme em linha reta, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas nele"
"A mudança do movimento é proporcional à força motriz impressa e se faz segundo a linha reta pela qual se imprime essa força"
"A uma ação sempre se opõe uma reação igual, ou seja, as ações de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e se dirigem a partes contrárias”
Não se assuste, vou explicar, preste bem atenção!
A primeira lei é a que você vai sentir de cara quando casar, ou seja, você enquanto solteiro vai em linha reta e em movimento uniforme para o bar, jogar seu futebolzinho, festinhas e baladas, e quando estás bêbado podes permanecer em estado de repouso! Que maravilha, não é? Sim, mas com o advento do casamento você vai perceber que uma força vai mudar tua trajetória, a regra é clara: “a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas nele" Esse é o ponto, a tua mulher vai mudar tua trajetória, meu amigo, e como! A lei de Newton é implacável, imperiosa, definitiva, vai mudar o teu eixo de translação (ida ao bar) e de rotação (ficar bêbado), uma força misteriosa, eletro-magnética e por vezes física mesmo (aquele mico de ser levantado da mesa, puxado pelo braço, pela furiosa patroa, ouvindo o grito fatal “Vamos prá casa já”), é duro, duríssimo. Esse novo objeto gravitacional pode trazer satélites que também alteram a tua órbita, por exemplo: O satélite SOGRA, massa normalmente grande, fria, não habitada (o sogro já fugiu prá lua!) e de forte efeito gravitacional. Quando estás já se acostumando a tua nova rota ela aparece, a sogra, tua lua negra, e adentra no teu caminho embaralhando teu norte, te desviando totalmente, não é fácil...
Voltemos ás leis, a segunda:
"A mudança do movimento é proporcional à força motriz impressa e se faz segundo a linha reta pela qual se imprime essa força
A lei do empurrão fui claro? Você vai ser impelido á ir à feira, supermercado, padaria, etc... E tudo proporcional à força motriz! Cuidado com essa força, meu amigo nubente, ela por vezes vem como um direto no queixo do cidadão e te pega de surpresa. Quando acontece a tal da TPM, ou Tou Puto Mulher! Você não tem idéia desse fenômeno químico no cérebro da digníssima esposa, o bicho vai pegar! Não tem jeito não, nem adianta aplicar a terceira lei de Newton (a seguir!), o melhor é o abandono do terreno, fuga total! Você viu as imagens dos traficantes correndo dos blindados cheinhos de cordiais soldados do BOPE? Viu a carreira dos malandros? Se esconda da patroa e deixe a carteira e o cartão de crédito com ela, pode minimizar a fúria! Vem todo o mês meu amigo, e quando não vem piora... A patroa engravidou! Aí você não terá um terror explícito, mas implícito, desejos, carinhos extras, mimos, compras de tortas e chocolates na calada da noite, mas você se adapta, e se bobear até vai gostar.
Calma que o curso de física básica está acabando! Última lei:
"A uma ação sempre se opõe uma reação igual, ou seja, as ações de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e se dirigem a partes contrárias
Aí é que começa teu casamento de verdade, quando você reage! O pau come e o bicho vai pegar! Uma regra vital da física é aquela que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo! FUNDAMENTAL! Leia e releia a danada da regrinha e aplique seus conhecimentos no casamento, você vai ser feliz, vamos lá, comece pela cozinha, tenha uma geladeira de bebidas, só cerveja! Tua mulher vai colocar as maravilhosas louras junto com o chuchu, cacete ! É humilhação demais! Chegas cansado da labuta e corres para a Brastemp que ganhastes do sogro e cadê a cerva? Ali, tadinha, deitada ao lado de um chuchu! Porra, que merda é essa! Você pensa mas não diz nada, né? E ficas com raiva, pega o objeto do desejo, quente nas mãos e choras... Então, querido leitor, uma geladeira de cerveja é importante, e vai ser seu maior tesouro na casa! Compre!
Banheiro, isso é sinônimo de problema. O ideal é ter dois banheiros, sonho quase impossível de um casal. Mulher é um bicho muito carente de espelho e de luz, até acredito que elas têm células fotossensíveis. Ela vai usar pela manhã, ao chegar em casa e para se aprontar; isso mesmo, as palavras mágicas “se aprontar”. O tempo para, o relógio congela, e você meu amigo tenha paciência, e muita! Vá treinando usar o banheiro da empregada, quando ela disser “Vou me aprontar”, fudeu! Corra para seu tesouro (a geladeira de cerveja, já esqueceu?) e abra uma, fique calmo e sente, respire e aguarde o desfile de modas, lá vem ela, linda de calcinha e maquiada, batom na mão e solta a pergunta “que horas é o teatro” , você já meio calmo, diz, pela quinta vez, nove horas! Olhas o relógio e já sabes que vai dar merda, não vai ter vaga, o João não gosta de esperar,chato, chato mesmo. Olhas prá ela, linda, com aquele rabo balançando do banheiro para a sala, já nervosa, sabendo que está atrasada, coisas de mulher, você pensa. Vai lá meu amigo, toma outra gelada e tira da tua cabeça o desejo de morder aquela bunda durinha e sensual, e de passar o ferro nela, que passa, novamente, perfumosa na tua frente; mulher se arrumando é um tesão mesmo, mas se tentares atacar você vai levar porrada! (leia a segunda lei, de novo, por favor!). Aí começa o drama do vestido, da bolsa, do cinto e quando está tudo certo ela coloca o brinco que você deu,seu babaca! E diz, não combina com essa roupa... É amigo, é duro escolher roupa, combinar, estar na moda. Ela volta para trocar à indumentária e você liga pro João, vá na frente amigo, nos vemos na saída do cinema, liga não, já estou me acostumando...
Banheiro, sim um só banheiro, devia ser proibido, uma lei municipal, “suítes só com dois banheiros” e pronto, tudo resolvido! Tomar banho quente sem pressa, jogar a roupa suja no chão, etc... E ela lá, toda refletida, feliz. E cagar? Isso é um problema, cagar de porta aberta é sonho de consumo, delícia, sem cheiro, ouvindo música e contactado com o mundo! Uma maravilha, até a tua mulher descobrir, ferrou! Que nojento, assim não dá amor...
Passemos para a cama, lugar mais querido da casa, amor sexo, carinhos, no começo, depois... Tinha que ser duas também, é um tal de roncar, de puxar o cobertor, luz acesa é chato mesmo, você quer ler e ela quer ver TV. O jogo vai começar e ela tem que acordar cedo. Então amigo, dois quartos é o certo, cada qual com seu banheiro, sua cama, sua TV, maravilha de arquitetura!
Prá terminar, será que Newton era casado?
Roberto Solano
As leis de Newton:
"Todo corpo permanece em seu estado de repouso, ou de movimento uniforme em linha reta, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas nele"
"A mudança do movimento é proporcional à força motriz impressa e se faz segundo a linha reta pela qual se imprime essa força"
"A uma ação sempre se opõe uma reação igual, ou seja, as ações de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e se dirigem a partes contrárias”
Não se assuste, vou explicar, preste bem atenção!
A primeira lei é a que você vai sentir de cara quando casar, ou seja, você enquanto solteiro vai em linha reta e em movimento uniforme para o bar, jogar seu futebolzinho, festinhas e baladas, e quando estás bêbado podes permanecer em estado de repouso! Que maravilha, não é? Sim, mas com o advento do casamento você vai perceber que uma força vai mudar tua trajetória, a regra é clara: “a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas nele" Esse é o ponto, a tua mulher vai mudar tua trajetória, meu amigo, e como! A lei de Newton é implacável, imperiosa, definitiva, vai mudar o teu eixo de translação (ida ao bar) e de rotação (ficar bêbado), uma força misteriosa, eletro-magnética e por vezes física mesmo (aquele mico de ser levantado da mesa, puxado pelo braço, pela furiosa patroa, ouvindo o grito fatal “Vamos prá casa já”), é duro, duríssimo. Esse novo objeto gravitacional pode trazer satélites que também alteram a tua órbita, por exemplo: O satélite SOGRA, massa normalmente grande, fria, não habitada (o sogro já fugiu prá lua!) e de forte efeito gravitacional. Quando estás já se acostumando a tua nova rota ela aparece, a sogra, tua lua negra, e adentra no teu caminho embaralhando teu norte, te desviando totalmente, não é fácil...
Voltemos ás leis, a segunda:
"A mudança do movimento é proporcional à força motriz impressa e se faz segundo a linha reta pela qual se imprime essa força
A lei do empurrão fui claro? Você vai ser impelido á ir à feira, supermercado, padaria, etc... E tudo proporcional à força motriz! Cuidado com essa força, meu amigo nubente, ela por vezes vem como um direto no queixo do cidadão e te pega de surpresa. Quando acontece a tal da TPM, ou Tou Puto Mulher! Você não tem idéia desse fenômeno químico no cérebro da digníssima esposa, o bicho vai pegar! Não tem jeito não, nem adianta aplicar a terceira lei de Newton (a seguir!), o melhor é o abandono do terreno, fuga total! Você viu as imagens dos traficantes correndo dos blindados cheinhos de cordiais soldados do BOPE? Viu a carreira dos malandros? Se esconda da patroa e deixe a carteira e o cartão de crédito com ela, pode minimizar a fúria! Vem todo o mês meu amigo, e quando não vem piora... A patroa engravidou! Aí você não terá um terror explícito, mas implícito, desejos, carinhos extras, mimos, compras de tortas e chocolates na calada da noite, mas você se adapta, e se bobear até vai gostar.
Calma que o curso de física básica está acabando! Última lei:
"A uma ação sempre se opõe uma reação igual, ou seja, as ações de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e se dirigem a partes contrárias
Aí é que começa teu casamento de verdade, quando você reage! O pau come e o bicho vai pegar! Uma regra vital da física é aquela que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo! FUNDAMENTAL! Leia e releia a danada da regrinha e aplique seus conhecimentos no casamento, você vai ser feliz, vamos lá, comece pela cozinha, tenha uma geladeira de bebidas, só cerveja! Tua mulher vai colocar as maravilhosas louras junto com o chuchu, cacete ! É humilhação demais! Chegas cansado da labuta e corres para a Brastemp que ganhastes do sogro e cadê a cerva? Ali, tadinha, deitada ao lado de um chuchu! Porra, que merda é essa! Você pensa mas não diz nada, né? E ficas com raiva, pega o objeto do desejo, quente nas mãos e choras... Então, querido leitor, uma geladeira de cerveja é importante, e vai ser seu maior tesouro na casa! Compre!
Banheiro, isso é sinônimo de problema. O ideal é ter dois banheiros, sonho quase impossível de um casal. Mulher é um bicho muito carente de espelho e de luz, até acredito que elas têm células fotossensíveis. Ela vai usar pela manhã, ao chegar em casa e para se aprontar; isso mesmo, as palavras mágicas “se aprontar”. O tempo para, o relógio congela, e você meu amigo tenha paciência, e muita! Vá treinando usar o banheiro da empregada, quando ela disser “Vou me aprontar”, fudeu! Corra para seu tesouro (a geladeira de cerveja, já esqueceu?) e abra uma, fique calmo e sente, respire e aguarde o desfile de modas, lá vem ela, linda de calcinha e maquiada, batom na mão e solta a pergunta “que horas é o teatro” , você já meio calmo, diz, pela quinta vez, nove horas! Olhas o relógio e já sabes que vai dar merda, não vai ter vaga, o João não gosta de esperar,chato, chato mesmo. Olhas prá ela, linda, com aquele rabo balançando do banheiro para a sala, já nervosa, sabendo que está atrasada, coisas de mulher, você pensa. Vai lá meu amigo, toma outra gelada e tira da tua cabeça o desejo de morder aquela bunda durinha e sensual, e de passar o ferro nela, que passa, novamente, perfumosa na tua frente; mulher se arrumando é um tesão mesmo, mas se tentares atacar você vai levar porrada! (leia a segunda lei, de novo, por favor!). Aí começa o drama do vestido, da bolsa, do cinto e quando está tudo certo ela coloca o brinco que você deu,seu babaca! E diz, não combina com essa roupa... É amigo, é duro escolher roupa, combinar, estar na moda. Ela volta para trocar à indumentária e você liga pro João, vá na frente amigo, nos vemos na saída do cinema, liga não, já estou me acostumando...
Banheiro, sim um só banheiro, devia ser proibido, uma lei municipal, “suítes só com dois banheiros” e pronto, tudo resolvido! Tomar banho quente sem pressa, jogar a roupa suja no chão, etc... E ela lá, toda refletida, feliz. E cagar? Isso é um problema, cagar de porta aberta é sonho de consumo, delícia, sem cheiro, ouvindo música e contactado com o mundo! Uma maravilha, até a tua mulher descobrir, ferrou! Que nojento, assim não dá amor...
Passemos para a cama, lugar mais querido da casa, amor sexo, carinhos, no começo, depois... Tinha que ser duas também, é um tal de roncar, de puxar o cobertor, luz acesa é chato mesmo, você quer ler e ela quer ver TV. O jogo vai começar e ela tem que acordar cedo. Então amigo, dois quartos é o certo, cada qual com seu banheiro, sua cama, sua TV, maravilha de arquitetura!
Prá terminar, será que Newton era casado?
Roberto Solano
domingo, 28 de novembro de 2010
Quem te aponta um defeito?
Quem te aponta um defeito?
Um amigo é um bom amigo quando te elogia e te coloca prá cima, estimula, alegra e te faz feliz, não é mesmo? Será que ele é teu verdadeiro amigo? Ele já te questionou? Alguma vez te alertou e discordou? Apontou-te um erro e um defeito? Como você vê essa amizade?
Hoje tenho a certeza do poder renovador da crítica bem feita, não aquela maldosa de pessoas invejosas e recalcadas que no fundo querem te derrubar, a sincera observação é rara e vale ouro! Quem vai te apontar um erro? Se você é um chato então fica mais complicado ainda... Teu Pai, tua Mãe já fizeram o papel de te corrigir, agora estás só, meu amigo. Tua mulher será que te alerta dos reais defeitos ou aceita para não brigar mais? É duro falar duro, acusar, apontar, dedo na cara! Nascemos para o elogio, uma beleza, como engrandece o ego, meus amigos são ótimos estimuladores, e é a platéia que quero ter no teatro da vida. Você já foi vaiado? Uuuuuuuuuuuu !!! Fora !!! E se a besteira for grande vai voar uns tomates e ovos... Exagero meu, não te quero mal nem te ver sofrer meu bom amigo! Mas não tenho coragem de te dizer que quando bebes ficas inconveniente, piadas sem graças, olhas demais pras pernas das meninas, acho que éis meio tarado, e teu bafo meu velho? Tens que investigar isso, já foi num gastro ? Caramba eu sou teu amigo, não posso te falar isso, pega mal, né ? Vais ficar zangado comigo...
E assim vamos ao mundo nos enganando, trocando a roupa da falsidade pela da conveniência, e conquistando “bons” amigos. Não quero mais isso, quero a verdade nua. Sei que não terei resposta direta, nunca teremos, e vou penteando a idéia, imaginando artifícios para obter a minha imagem na tua retina, meu bom e velho amigo, sejas duro comigo! Use teu passaporte da amizade e entre no meu coração, sente na sala VIP e fale da minha companhia. O que achas do meu vôo pela tua vida, as minhas aeromoças são agradáveis, e o serviço de bordo? O piloto foi perfeito, e as malas chegaram? Pontualidade é importante! Preencha aqui esse formulário, por favor, a nossa companhia precisa melhorar a cada dia, “Fale com o presidente” dê sua mais sincera opinião e a nossa amizade vai percorrer o mundo em rotas seguras, e acumulando milhas, vamos trocá-las por críticas e conversas, sem esquecer os elogios tá? Notou como Eu emagreci?
Abração do amigo, que um dia te criticou...
Roberto Solano
Um amigo é um bom amigo quando te elogia e te coloca prá cima, estimula, alegra e te faz feliz, não é mesmo? Será que ele é teu verdadeiro amigo? Ele já te questionou? Alguma vez te alertou e discordou? Apontou-te um erro e um defeito? Como você vê essa amizade?
Hoje tenho a certeza do poder renovador da crítica bem feita, não aquela maldosa de pessoas invejosas e recalcadas que no fundo querem te derrubar, a sincera observação é rara e vale ouro! Quem vai te apontar um erro? Se você é um chato então fica mais complicado ainda... Teu Pai, tua Mãe já fizeram o papel de te corrigir, agora estás só, meu amigo. Tua mulher será que te alerta dos reais defeitos ou aceita para não brigar mais? É duro falar duro, acusar, apontar, dedo na cara! Nascemos para o elogio, uma beleza, como engrandece o ego, meus amigos são ótimos estimuladores, e é a platéia que quero ter no teatro da vida. Você já foi vaiado? Uuuuuuuuuuuu !!! Fora !!! E se a besteira for grande vai voar uns tomates e ovos... Exagero meu, não te quero mal nem te ver sofrer meu bom amigo! Mas não tenho coragem de te dizer que quando bebes ficas inconveniente, piadas sem graças, olhas demais pras pernas das meninas, acho que éis meio tarado, e teu bafo meu velho? Tens que investigar isso, já foi num gastro ? Caramba eu sou teu amigo, não posso te falar isso, pega mal, né ? Vais ficar zangado comigo...
E assim vamos ao mundo nos enganando, trocando a roupa da falsidade pela da conveniência, e conquistando “bons” amigos. Não quero mais isso, quero a verdade nua. Sei que não terei resposta direta, nunca teremos, e vou penteando a idéia, imaginando artifícios para obter a minha imagem na tua retina, meu bom e velho amigo, sejas duro comigo! Use teu passaporte da amizade e entre no meu coração, sente na sala VIP e fale da minha companhia. O que achas do meu vôo pela tua vida, as minhas aeromoças são agradáveis, e o serviço de bordo? O piloto foi perfeito, e as malas chegaram? Pontualidade é importante! Preencha aqui esse formulário, por favor, a nossa companhia precisa melhorar a cada dia, “Fale com o presidente” dê sua mais sincera opinião e a nossa amizade vai percorrer o mundo em rotas seguras, e acumulando milhas, vamos trocá-las por críticas e conversas, sem esquecer os elogios tá? Notou como Eu emagreci?
Abração do amigo, que um dia te criticou...
Roberto Solano
sábado, 27 de novembro de 2010
Tudo pela metade
Tudo pela metade
Um amigo carioca morando muitos anos na França fica impressionado como estamos acostumados com a favelização no Rio de Janeiro e com o famoso “Isso sempre foi assim, não tem jeito” dos familiares que por aqui habitam. Somos assim, brasileiros em geral e com mais malandragem os cariocas: Nada seguem com perseverança até o fim! Comecemos pelos políticos, que não sabem além do benefício partidário e pessoal, os bons programas já implantados e bem sucedidos morrem pela metade ou até menos. Idéias geniais e objetivas morrem de inanição. O Darcy Ribeiro fez um trabalho primoroso e criou os CIEPs, colocando as crianças em tempo integral nas escolas, focando na educação, alimentação e laser. Cadê essas escolas? O programa não foi seguido, deu certo enquanto gestão daqueles políticos e de resto foi abandonado. Não há solução sem educação, isso é o básico do básico. E no passado mais longe a favela do Pinto foi removida da lagoa Rodrigo de Freitas, difícil, mas deu certo e as outras que cresciam sem controle? Nada feito...
O Rio, hoje, sofre de câncer, incurável e está sofrendo uma pequena cirurgia que pode prolongar a sobrevida e até minimizar o sofrimento, mas é uma doença lenta e progressiva. Alguém aí já chegou ao Rio de avião e teve a curiosidade de olhar prá baixo procurando o Cristo ou Copacabana? Viu quantos e quantos quilômetros de casas apinhadas em ruas estreitas? Percebeu que o que sobra nos morros são a pedra dura e o abismo? O resto é gente pobre e sofrida se espalhando morro acima, que vai morrer de tiro ou da chuva, morro a baixo, tristeza. O problema é imenso, social e político, o destrato e abandono foi total, e o que se fez é sempre pela metade.
Cidade da música Veja:
“A Cidade da Música será um complexo cultural localizado na cidade do Rio de Janeiro. Seria inaugurada no dia 26 de dezembro de 2008, mas a inauguração foi adiada. [1][2]
Recentemente foi declarado que ainda não há previsão de inauguração para 2009. Todos os eventos de inauguração e a programação para 2008 e 2009 foram cancelados.
Após investimentos de R$ 518 milhões e muita polêmica, a inauguração da obra foi realizada pelo prefeito do Rio de Janeiro César Maia.[3] O investimento bancado pela Prefeitura do Rio custou quatro vezes mais do que outro grande projeto cultural de Maia: a Cidade do Samba, inaugurada em 2006 com custo de R$ 102 milhões, em valores da época.[2] Segundo a secretaria municipal das Culturas, o complexo cultural deve consumir só para manutenção – que inclui custos de água e luz, por exemplo – R$ 7 milhões por ano.[4]
“
Vamos brincar de ser rico? Primeiro mundo é ótimo! Os filhos da puta roubaram minha gente, e muito! Para fazer o inútil ser útil aos bolsos famintos desses safados! E aí, pela metade, está lá o elefante branco, parado de frente para os enormes engarrafamentos, nobre, belo, inacabado como tudo que se faz!
Vamos criar a rede de esgoto da barra da tijuca? Cadê, o emissário funciona pela metade, a elevatória também, as redes não chegam às casas e tome merda na lagoa. Não quero ser chato e menos ainda um jornalista, quem quiser pode colher os dados e perceber que o que nos faz pequeno é a nossa metade nunca atingida, não temos nada completo, acostumamo-nos ao incompleto e tocamos nossas vidas elegendo os meio-políticos, meio - cobrando, meio - aceitando.
Carioca é assim, pela metade mesmo, se faz um tempo nublado vai prá praia assim mesmo, se o chopp não está gelado toma uma cerveja, se o Mengão não ganha deixa prá lá... O salário está pouco, vai melhorar... A mulher está gorda e chata, deixa prá lá... Nada nesse mundo nada vai tirar a MINHA paz e a tranqüilidade do bom malandro carioca segue, ele sabe tão bem viver e ser feliz com tudo pela metade.
“Deixa a vida me levar, vida leva eu... Deixa a vida me levar”
Um meio abraço a você “mermão” que leu até a metade esse texto e foi fazer coisa melhor, gente boa, eu também sou carioca e vou parar por aqui, cansei, fui...
Roberto Solano
Um amigo carioca morando muitos anos na França fica impressionado como estamos acostumados com a favelização no Rio de Janeiro e com o famoso “Isso sempre foi assim, não tem jeito” dos familiares que por aqui habitam. Somos assim, brasileiros em geral e com mais malandragem os cariocas: Nada seguem com perseverança até o fim! Comecemos pelos políticos, que não sabem além do benefício partidário e pessoal, os bons programas já implantados e bem sucedidos morrem pela metade ou até menos. Idéias geniais e objetivas morrem de inanição. O Darcy Ribeiro fez um trabalho primoroso e criou os CIEPs, colocando as crianças em tempo integral nas escolas, focando na educação, alimentação e laser. Cadê essas escolas? O programa não foi seguido, deu certo enquanto gestão daqueles políticos e de resto foi abandonado. Não há solução sem educação, isso é o básico do básico. E no passado mais longe a favela do Pinto foi removida da lagoa Rodrigo de Freitas, difícil, mas deu certo e as outras que cresciam sem controle? Nada feito...
O Rio, hoje, sofre de câncer, incurável e está sofrendo uma pequena cirurgia que pode prolongar a sobrevida e até minimizar o sofrimento, mas é uma doença lenta e progressiva. Alguém aí já chegou ao Rio de avião e teve a curiosidade de olhar prá baixo procurando o Cristo ou Copacabana? Viu quantos e quantos quilômetros de casas apinhadas em ruas estreitas? Percebeu que o que sobra nos morros são a pedra dura e o abismo? O resto é gente pobre e sofrida se espalhando morro acima, que vai morrer de tiro ou da chuva, morro a baixo, tristeza. O problema é imenso, social e político, o destrato e abandono foi total, e o que se fez é sempre pela metade.
Cidade da música Veja:
“A Cidade da Música será um complexo cultural localizado na cidade do Rio de Janeiro. Seria inaugurada no dia 26 de dezembro de 2008, mas a inauguração foi adiada. [1][2]
Recentemente foi declarado que ainda não há previsão de inauguração para 2009. Todos os eventos de inauguração e a programação para 2008 e 2009 foram cancelados.
Após investimentos de R$ 518 milhões e muita polêmica, a inauguração da obra foi realizada pelo prefeito do Rio de Janeiro César Maia.[3] O investimento bancado pela Prefeitura do Rio custou quatro vezes mais do que outro grande projeto cultural de Maia: a Cidade do Samba, inaugurada em 2006 com custo de R$ 102 milhões, em valores da época.[2] Segundo a secretaria municipal das Culturas, o complexo cultural deve consumir só para manutenção – que inclui custos de água e luz, por exemplo – R$ 7 milhões por ano.[4]
“
Vamos brincar de ser rico? Primeiro mundo é ótimo! Os filhos da puta roubaram minha gente, e muito! Para fazer o inútil ser útil aos bolsos famintos desses safados! E aí, pela metade, está lá o elefante branco, parado de frente para os enormes engarrafamentos, nobre, belo, inacabado como tudo que se faz!
Vamos criar a rede de esgoto da barra da tijuca? Cadê, o emissário funciona pela metade, a elevatória também, as redes não chegam às casas e tome merda na lagoa. Não quero ser chato e menos ainda um jornalista, quem quiser pode colher os dados e perceber que o que nos faz pequeno é a nossa metade nunca atingida, não temos nada completo, acostumamo-nos ao incompleto e tocamos nossas vidas elegendo os meio-políticos, meio - cobrando, meio - aceitando.
Carioca é assim, pela metade mesmo, se faz um tempo nublado vai prá praia assim mesmo, se o chopp não está gelado toma uma cerveja, se o Mengão não ganha deixa prá lá... O salário está pouco, vai melhorar... A mulher está gorda e chata, deixa prá lá... Nada nesse mundo nada vai tirar a MINHA paz e a tranqüilidade do bom malandro carioca segue, ele sabe tão bem viver e ser feliz com tudo pela metade.
“Deixa a vida me levar, vida leva eu... Deixa a vida me levar”
Um meio abraço a você “mermão” que leu até a metade esse texto e foi fazer coisa melhor, gente boa, eu também sou carioca e vou parar por aqui, cansei, fui...
Roberto Solano
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
A digestão pelo tempo
A digestão pelo tempo
Uma noite de Natal, a mesa posta, o Peru e o pernil, farofa, arroz, castanhas e nozes. Feliz dos que tem todos à mesa, Pai e mãe, filhos e com sorte avô e avó, abrigo também para alguns solitários. Da avó a neta, uma refeição completa! Saudades de uma boa digestão, do tempo que meu coração suportava tantas alegrias, digerindo felicidades e risadas, sem a maldita azia que me persegue hoje, nesse vazio coração. A felicidade vem das crianças, isso é certo, elas não têm problema, comem de tudo, balas e sorvetes são bem vindos, nada de comida natalina, sem gosto! Mas elas têm a fome da vida e dos presentes que caem da linda árvore piscante, do canto da sala. Os sorrisos brotam a cada chegada, e Eu fico parado sem fome pensando no que já fui, sou um convidado a mais, sobrei da linda família que tive unida. Colho migalhas da felicidade alheia, não reclamo, calmo fico, vinho na mão, o coração se aquece a cada olhar, vou digerindo as emoções guardadas, um pouco anestesiadas e um olhar por vezes meio perdido. Aqui está mamãe teu presente! Ouço na alegria dos filhos, no carinho de dar a quem só dá, pouco recebe. Pai acho que vais gostar! Isso é certo, ele não é homem de carinhos, só trabalho e família, ele é o que tento ser, alvo nunca atingido. Meu estomago pede pouco, tem medo de digerir com o coração magoado, fica acanhado e triste chora seu suco gástrico. Tomo meu sal de frutas, escondido, mantendo o espírito natalino vou digerir aquele prato feito pela dona da casa, mas por educação, sou forte, como. Segue o natal noite adentro, paz, união, data única, espírito leve, alegria e penso, nos que não digerem a dor, a perda maior, o vazio total do coração doído. Penso nos que não comem, e nos que só tem uma fogueira e uma garrafa na mão, habitantes das ruas, ratos.
O próximo Natal será o melhor, sem fome, utopias vão se realizar e no meu coração o tempo vai anestesiar a dor, ele, o remédio maior, que não cura, alivia, parceirão! Teremos um mundo melhor e justo, doce ilusão que o sonhador acalenta... Só peço que o tempo me livre da culpa, do arrependimento, alivie a saudade, me embebede e traga-me o Natal dos homens de boa vontade, que eu durma mais cedo e encontre uma cama mais macia e sob ela muitos presentes para dar, só fico com um, a crença de dias melhores. Papai Noel, venha me iludir de novo, me traga muito tempo para essa digestão incômoda, Eu acredito em você, Noel, o tempo é o melhor presente da vida e o melhor digestivo da dor. Não fique triste você aí! Espero-te ano que vem, saúde, paz, amor e tempo! Feliz natal!
Uma noite de Natal, a mesa posta
Feliz dos que tem todos à mesa
Da avó a neta, uma refeição completa!
A felicidade vem das crianças,
Os sorrisos brotam a cada chegada,
O coração se aquece a cada olhar
Aqui está mamãe teu presente
Pai acho que vais gostar!
Segue o natal noite adentro
Penso nos que não comem,
O próximo Natal será o melhor
Teremos um mundo melhor e justo,
Natal dos homens de boa vontade
Muitos presentes para dar
A crença de dias melhores...
Eu acredito em você, Noel
Não fique triste
Espero-te ano que vem!
Feliz natal!
Uma noite de Natal, a mesa posta, o Peru e o pernil, farofa, arroz, castanhas e nozes. Feliz dos que tem todos à mesa, Pai e mãe, filhos e com sorte avô e avó, abrigo também para alguns solitários. Da avó a neta, uma refeição completa! Saudades de uma boa digestão, do tempo que meu coração suportava tantas alegrias, digerindo felicidades e risadas, sem a maldita azia que me persegue hoje, nesse vazio coração. A felicidade vem das crianças, isso é certo, elas não têm problema, comem de tudo, balas e sorvetes são bem vindos, nada de comida natalina, sem gosto! Mas elas têm a fome da vida e dos presentes que caem da linda árvore piscante, do canto da sala. Os sorrisos brotam a cada chegada, e Eu fico parado sem fome pensando no que já fui, sou um convidado a mais, sobrei da linda família que tive unida. Colho migalhas da felicidade alheia, não reclamo, calmo fico, vinho na mão, o coração se aquece a cada olhar, vou digerindo as emoções guardadas, um pouco anestesiadas e um olhar por vezes meio perdido. Aqui está mamãe teu presente! Ouço na alegria dos filhos, no carinho de dar a quem só dá, pouco recebe. Pai acho que vais gostar! Isso é certo, ele não é homem de carinhos, só trabalho e família, ele é o que tento ser, alvo nunca atingido. Meu estomago pede pouco, tem medo de digerir com o coração magoado, fica acanhado e triste chora seu suco gástrico. Tomo meu sal de frutas, escondido, mantendo o espírito natalino vou digerir aquele prato feito pela dona da casa, mas por educação, sou forte, como. Segue o natal noite adentro, paz, união, data única, espírito leve, alegria e penso, nos que não digerem a dor, a perda maior, o vazio total do coração doído. Penso nos que não comem, e nos que só tem uma fogueira e uma garrafa na mão, habitantes das ruas, ratos.
O próximo Natal será o melhor, sem fome, utopias vão se realizar e no meu coração o tempo vai anestesiar a dor, ele, o remédio maior, que não cura, alivia, parceirão! Teremos um mundo melhor e justo, doce ilusão que o sonhador acalenta... Só peço que o tempo me livre da culpa, do arrependimento, alivie a saudade, me embebede e traga-me o Natal dos homens de boa vontade, que eu durma mais cedo e encontre uma cama mais macia e sob ela muitos presentes para dar, só fico com um, a crença de dias melhores. Papai Noel, venha me iludir de novo, me traga muito tempo para essa digestão incômoda, Eu acredito em você, Noel, o tempo é o melhor presente da vida e o melhor digestivo da dor. Não fique triste você aí! Espero-te ano que vem, saúde, paz, amor e tempo! Feliz natal!
Uma noite de Natal, a mesa posta
Feliz dos que tem todos à mesa
Da avó a neta, uma refeição completa!
A felicidade vem das crianças,
Os sorrisos brotam a cada chegada,
O coração se aquece a cada olhar
Aqui está mamãe teu presente
Pai acho que vais gostar!
Segue o natal noite adentro
Penso nos que não comem,
O próximo Natal será o melhor
Teremos um mundo melhor e justo,
Natal dos homens de boa vontade
Muitos presentes para dar
A crença de dias melhores...
Eu acredito em você, Noel
Não fique triste
Espero-te ano que vem!
Feliz natal!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Pros que qué e pros que não qué
Pros que qué e pros que não qué
Noivado, apresentação das famílias, classe média alta, Recife, Pernambuco. A noiva estava ansiosa, a mãe tinha programado tudo com devido cuidado, um almoço de qualidade e fartura como manda a tradição local. A sala é ampla e a grande mesa está posta, louça fina, cálices de vinho de cristal (foi da Mãe da matriarca, avó da noiva), toalha bordada à mão, guardanapos de puro linho.
Chegam os convidados e sentam na bela varanda, um uísque escocês Red Label, como é de bom tom no recife, só o Red é bom e não se discute isso! Aliás, eu desconfio que foi a escócia que invadiu aquelas terras no passado, nada de holandês, um calor danado e a classe dominante só toma scotty, é o maior consumidor do mundo!
O almoço é servido após as famílias se observarem, é certo que no dia seguinte o comentário será e decote da futura sogra, mulher bem fornida, de amplas cadeiras e uma comissão de frente que já deve ter afogado os bigodes gordos do sogro. O irmão da noiva sei não, se o cardápio fosse um frango de cabidela ele não comia, a classe é unida! Em recife frango não come frango! Sorte que não era, tinha um belo cozido, muito bem feito por Maria do rosário, empregada antiga e prendada, tinha de tudo, quiabo, jiló, banana da terra, couve, carne de charque, músculo, paio dos bãos, e o detalhe gastronômico do pirão, esse era de comer rezando!
Sobremesas diversas, doces de banana, de jaca, bolo de rolo, e um queijo manteiga vindo de surubim, bem assado coberto com o verdadeiro mel de engenho. Dava prá casar na hora! A moça não sabia cozinhar mais a cozinheira podia fazer comida lá no futuro apartamento no bairro de casa forte, promessa da Mãe! O noivo acreditou...
Vamos para a sala de estar, disse o dono da casa, já meio cambaleante, mais pelos whiskys do que pela conversa chata do pai do noivo, doutor formado em recife, mas com pós em Denver ou Huston, sei lá, um desses lugares que o patrão de Maria do socorro nunca ouviu falar e nem queria saber. Maria do socorro, ou “Mary Help” era uma figuraça, vinda do interior, do sertão, boa moça, preservada e virgem, com seus 15 anos era feinha de doer, mas um doce de menina, esperta aprendeu rápido a andar de elevador (morria de medo da porta fechar e ela ficar sozinha naquela caixa de aço e espelho de rainha). Ficou feliz em conhecer a cidade grande, carros, avenida boa viagem com seus coqueiros verdes e aquela brisa suave nunca sentida na pele seca da lavoura dura de milho. Viu o mar, gostava de limpar as vidraças do patrão e ver o infindável oceano, muito maior que todos os açudes de limoeiro! Trabalhava aquele dia como uma distinta ajudante e promissora garçonete. Tinha treinado com a bandeja de prata (baixela de prata, dizia a patroa) coisa fina, para ocasiões especiais. Saiu da cozinha bem empinada (não olhe para os convidados, aprendeu, isso não é “chic”, sem saber o que queria dizer chic ela seguiu em frente), doze xícaras finamente pintadas, de porcelana chinesa (disse a patroa), e foi adentrando a sala animada. Que povo prá falar, pensava ela, rico quando come fala muito, pobre cochila e ronca de barriga cheia... O sucesso da festa se via no sorriso solto do noivo e alegria discreta da noiva, os outros homens tinham bebido bem e ela não achou justo julgá-los, embora aquele bigode do Pai estava ainda com umas lembranças do pirão entranhadas. Foi servindo, avançava com firmeza, não tremia, estava orgulhosa do serviço, era uma garçonete de classe! Na frente da patroa ficou esperando uma expressão de elogio naquele rosto fino e maquiado de “madame”, quando sentiu que não a agradou, a dona da casa não sorriu e ela percebeu algo errado, o que será? O vestido azul estava amarrotado ou o chapéu que teria ficado torto? Ela se lembra de ter prendido com vários berilos, não podia ser. Seguiu e voltou para a cozinha reabastecer a fina louça do café, com certeza aquele tio gordo ia pedir outro e acender o maldito charuto, homem fedido, volto prá lavoura e saio do emprego mas não lavo a cueca daquele porco, pensava.
A patroa estava de pé plantada, na cozinha indagou “Maria, o que é isso minha filha, você serve as xícaras com metade cheia de café e a outra sem café! Tu endoidou mulher!” Já perdendo a classe, encarou a serviçal com os olhos mais orbitais e um pouco vermelho da maquiagem excessiva. Maria não entendeu a raiva da patroa, estava tudo certo, dentro da mais perfeita ordem e harmonia, e com a certeza da confissão de domingo encarou ela como a imagem de nossa senhora da conceição, com um pouco de doçura e um pouco de pena de si mesma (será que errei?) e disse: “É pros que qué e pros que não qué” Pronto, claro como a água da nascente da fazenda, estava certíssima! Imaginem a desfeita de você não aceitar uma xícara e uma colher de prata nas mãos? Os que “não qué” tem que representar, custa nada segurar objeto tão valioso na mão e fingir que toma o café? A patroa se viu vencida e voltou prá sala pensando “Essa Maria do socorro é danada de inteligente se aprender a cozinhar vai pra casa de meu filho, esses jovens não gostam muito de café mesmo” e o sol se recolheu na tardinha do Recife.
Roberto Solano
Noivado, apresentação das famílias, classe média alta, Recife, Pernambuco. A noiva estava ansiosa, a mãe tinha programado tudo com devido cuidado, um almoço de qualidade e fartura como manda a tradição local. A sala é ampla e a grande mesa está posta, louça fina, cálices de vinho de cristal (foi da Mãe da matriarca, avó da noiva), toalha bordada à mão, guardanapos de puro linho.
Chegam os convidados e sentam na bela varanda, um uísque escocês Red Label, como é de bom tom no recife, só o Red é bom e não se discute isso! Aliás, eu desconfio que foi a escócia que invadiu aquelas terras no passado, nada de holandês, um calor danado e a classe dominante só toma scotty, é o maior consumidor do mundo!
O almoço é servido após as famílias se observarem, é certo que no dia seguinte o comentário será e decote da futura sogra, mulher bem fornida, de amplas cadeiras e uma comissão de frente que já deve ter afogado os bigodes gordos do sogro. O irmão da noiva sei não, se o cardápio fosse um frango de cabidela ele não comia, a classe é unida! Em recife frango não come frango! Sorte que não era, tinha um belo cozido, muito bem feito por Maria do rosário, empregada antiga e prendada, tinha de tudo, quiabo, jiló, banana da terra, couve, carne de charque, músculo, paio dos bãos, e o detalhe gastronômico do pirão, esse era de comer rezando!
Sobremesas diversas, doces de banana, de jaca, bolo de rolo, e um queijo manteiga vindo de surubim, bem assado coberto com o verdadeiro mel de engenho. Dava prá casar na hora! A moça não sabia cozinhar mais a cozinheira podia fazer comida lá no futuro apartamento no bairro de casa forte, promessa da Mãe! O noivo acreditou...
Vamos para a sala de estar, disse o dono da casa, já meio cambaleante, mais pelos whiskys do que pela conversa chata do pai do noivo, doutor formado em recife, mas com pós em Denver ou Huston, sei lá, um desses lugares que o patrão de Maria do socorro nunca ouviu falar e nem queria saber. Maria do socorro, ou “Mary Help” era uma figuraça, vinda do interior, do sertão, boa moça, preservada e virgem, com seus 15 anos era feinha de doer, mas um doce de menina, esperta aprendeu rápido a andar de elevador (morria de medo da porta fechar e ela ficar sozinha naquela caixa de aço e espelho de rainha). Ficou feliz em conhecer a cidade grande, carros, avenida boa viagem com seus coqueiros verdes e aquela brisa suave nunca sentida na pele seca da lavoura dura de milho. Viu o mar, gostava de limpar as vidraças do patrão e ver o infindável oceano, muito maior que todos os açudes de limoeiro! Trabalhava aquele dia como uma distinta ajudante e promissora garçonete. Tinha treinado com a bandeja de prata (baixela de prata, dizia a patroa) coisa fina, para ocasiões especiais. Saiu da cozinha bem empinada (não olhe para os convidados, aprendeu, isso não é “chic”, sem saber o que queria dizer chic ela seguiu em frente), doze xícaras finamente pintadas, de porcelana chinesa (disse a patroa), e foi adentrando a sala animada. Que povo prá falar, pensava ela, rico quando come fala muito, pobre cochila e ronca de barriga cheia... O sucesso da festa se via no sorriso solto do noivo e alegria discreta da noiva, os outros homens tinham bebido bem e ela não achou justo julgá-los, embora aquele bigode do Pai estava ainda com umas lembranças do pirão entranhadas. Foi servindo, avançava com firmeza, não tremia, estava orgulhosa do serviço, era uma garçonete de classe! Na frente da patroa ficou esperando uma expressão de elogio naquele rosto fino e maquiado de “madame”, quando sentiu que não a agradou, a dona da casa não sorriu e ela percebeu algo errado, o que será? O vestido azul estava amarrotado ou o chapéu que teria ficado torto? Ela se lembra de ter prendido com vários berilos, não podia ser. Seguiu e voltou para a cozinha reabastecer a fina louça do café, com certeza aquele tio gordo ia pedir outro e acender o maldito charuto, homem fedido, volto prá lavoura e saio do emprego mas não lavo a cueca daquele porco, pensava.
A patroa estava de pé plantada, na cozinha indagou “Maria, o que é isso minha filha, você serve as xícaras com metade cheia de café e a outra sem café! Tu endoidou mulher!” Já perdendo a classe, encarou a serviçal com os olhos mais orbitais e um pouco vermelho da maquiagem excessiva. Maria não entendeu a raiva da patroa, estava tudo certo, dentro da mais perfeita ordem e harmonia, e com a certeza da confissão de domingo encarou ela como a imagem de nossa senhora da conceição, com um pouco de doçura e um pouco de pena de si mesma (será que errei?) e disse: “É pros que qué e pros que não qué” Pronto, claro como a água da nascente da fazenda, estava certíssima! Imaginem a desfeita de você não aceitar uma xícara e uma colher de prata nas mãos? Os que “não qué” tem que representar, custa nada segurar objeto tão valioso na mão e fingir que toma o café? A patroa se viu vencida e voltou prá sala pensando “Essa Maria do socorro é danada de inteligente se aprender a cozinhar vai pra casa de meu filho, esses jovens não gostam muito de café mesmo” e o sol se recolheu na tardinha do Recife.
Roberto Solano
Assinar:
Postagens (Atom)