O mar esculpindo pedras
O vento cortando árvores
O planeta sem rumo
O universo marchando
O nada, o tudo
Ou tudo é nada?
Assim vivemos sem saber
O ponto final será vírgula?
A verdade maior virá?
Ou tudo ou nada
Veremos
Na vida o mais importante é o desejo, é o oxigênio das realizações. a imagem de colher a flor sempre me marcou. A flor é, e deve ser, sempre intocável, linda e viva. Sempre amei as Camélias, elas me ensinaram que a sensibilidade é algo para ser sentido e perseguido a todo momento. Não colha a flor, alimente-a, regue, reze por ela, deseje-a, faça disso uma regra, e se possível use-a para os homens!
O mar esculpindo pedras
O vento cortando árvores
O planeta sem rumo
O universo marchando
O nada, o tudo
Ou tudo é nada?
Assim vivemos sem saber
O ponto final será vírgula?
A verdade maior virá?
Ou tudo ou nada
Veremos
Tinha um amigo que auscultava meu coração
Ouvia minhas dores
Aplacava minha pressão
Não era médico do corpo
Sim da alma
Esse amigo, tão generoso, partiu
Agora meu coração pulsa sem conselhos
Minh'alma padece
A saudade floresce
Amigo que estás no além
Saibas que além de amigo
Eras irmão
O cavalo de São Jorge veio beber água
Desceu do céu a galope
Buscou a fonte mais plácida
Sorveu o líquido calmante
São Jorge lá de cima assoviou
Um estridente som invadiu a Itália
Seu cavalo voltou tão rápido que deixou a cabeça
Lá em Serraville Scrivia
Em forma de arte
A teoria da relatividade
Einstein desenvolveu a teoria da relatividade que revolucionou a física. Fantástico! Nessa onda eu vou surfar com a relatividade da verdade. A verdade é única? Só a dos fatos consumados, como a morte. A verdade dentro de sua cabeça é relativa, depende do ângulo que você a vê, depende de tantos fatores... Por isso a relatividade. Hoje sou mais feliz sem verdades absolutas, só as relativas. Eu sugiro que façam o mesmo, aceite as distorções, o outro, a outra versão. Viverás bem mais leve e, quem sabe, feliz.
A doce ilusão da aposentadoria
Somos educados pra estudar, trabalhar, progredir. Não somos para guardar dinheiro para a velhice. Na minha família se dizia " guarde 10% todo mês pra seu futuro", não se explicava o que era futuro... Assim, quem já tinha um futuro programado podia economizar e os outros elegiam o futuro como presente e não podiam guardar nada pois nada sobrava. Os mais sortudos foram funcionários públicos ou empregados de multinacional, esses hoje sorriem com uma aposentadoria vultuosa e se dão ao luxo de "torrar" o dinheiro como se não houvesse amanhã. Esse é o problema: o amanhã. Temos que fazer conta do que será o amanhã: o que vamos gastar com o que vamos ter. Nessa matemática maluca entra a inflação e seus dragões ( plano de saúde, custo de vida, etc...). Matemática financeira com várias moedas que têm seus fatores de correção monetária diferentes. Faça aí sua conta de quanto você pagava no seu plano de saúde 5 anos atrás e verás que daqui há 5 anos na frente não poderás pagar. Simples assim, vamos ficar mais pobres e mais velhos. Doce a ilusão da aposentadoria sem preocupação e gozando a vida sem culpa. Doce ilusão...
É preciso uma política educacional para preparar a população, desde a infância, para a velhice e suas mazelas econômicas. As famílias estão cada vez menores e a sobrevida maior, teremos mais idosos e menos força produtiva. O jovem de hoje será o velho de amanhã e os custos serão imensos para a sociedade. Política educacional para futuros idosos já!
Roberto Solano
A certeza do incerto
A alegria da vida é a certeza do incerto
Não saber do amanhã tempera o futuro
Pode alterar o rumo
Desfrutar o improvável
A vida certa e previsível é enfadonha
O absolutamente certo é a morte
Então vamos ser leve
Livre e solto
Como o desconhecido
Para ver o mundo diferente
Para ver o mundo diferente
Olhe o fogo e ouça o gemido da madeira
Ao ver a lua sinta a sua imensa solidão
Ao ver as rugas do velho imagine a criança que foi
Na cantiga de ninar ouça Mozart
No cantar do canarinho Vivaldi
No beijo da mãe viva a saudade de quem já a perdeu
Veja o que outros não vêem, na certeza do torto
Na absoluta vontade de ser diferente,
Como um louco ou, se Deus ajudar, poeta