Que sabes tu Lua de mim ?
Sou um ipê florido
Os namorados me olham
Sou linda e apaixonante
Que sabes tu Ipê de mim ?
Sou a que enfeita o céu
Os amores nascem de mim
Encanto poetas
Então temos o amor dos homens
Somos aquilo que eles chamam
Inspiração
Na vida o mais importante é o desejo, é o oxigênio das realizações. a imagem de colher a flor sempre me marcou. A flor é, e deve ser, sempre intocável, linda e viva. Sempre amei as Camélias, elas me ensinaram que a sensibilidade é algo para ser sentido e perseguido a todo momento. Não colha a flor, alimente-a, regue, reze por ela, deseje-a, faça disso uma regra, e se possível use-a para os homens!
Que sabes tu Lua de mim ?
Sou um ipê florido
Os namorados me olham
Sou linda e apaixonante
Que sabes tu Ipê de mim ?
Sou a que enfeita o céu
Os amores nascem de mim
Encanto poetas
Então temos o amor dos homens
Somos aquilo que eles chamam
Inspiração
Eu sou sua sombra
Não! Você é que é a minha
Eu sou o seu amor
Não! Você é o meu amor
Eu sou seu tudo
Qual nada!
Como nada?
A sombra sem a grade
É
A grade sem a sombra
É
A vida sem sol
É
Eu sem você
O tripé
Nosso tripé humano é o racional, o emocional e o químico. Nosso cérebro é mutável e reage ao tripé, o racional traz a inteligência e as reações delas advindas, é o melhor nesse item entre os animais. O emocional vem no DNA, é adquirido e moldado ao longo da vida, talvez a perna mais frágil do tripé. O químico, esse pode ser interno ou externo, o álcool, as drogas, a endomorfina dos atletas, a boa alimentação influencia. Então temos que usar bem as 3 pernas pra não ficarmos bípedes e, no pior dos casos, um saci Pererê, neste caso um saci perdido.
Sou enfermeiro de flores
Ela desmaiada ficou
Diagnóstico: excesso de beleza
Fui lá, vi seu amor
Medi seu perfume
Chequei a cor
Medicação: cuidados e carinhos
Agora
Estou voltando pra outro atendimento
Assinado:
Caracol das flores
Foto de Naty Franco
Foto de Iara Tonidandel
Não me basta voar
Quero a geometria perfeita
A asa na linha da perfeição
As cores salpicadas matematicamente
Voar, voando ao encontro
Da arte viva de Deus
Aqui na terra desenhada
Magro graveto menino
Mãe árvore abençoa
No seco e duro chão
Caminha
O céu espia sem chorar
A vida ainda anda
No mato a desbravar
Os mistérios do sertão
São tantos que duvido
Que mesmo o menino os
Descubrirão