sexta-feira, 11 de junho de 2021

A Lua e o ipê

foto de Evaldo Itor Fernandes



 Que sabes tu Lua de mim ?

Sou um ipê florido 

Os namorados me olham

Sou linda e apaixonante


Que sabes tu Ipê de mim ?

Sou a que enfeita o céu

Os amores nascem de mim

Encanto poetas 


Então temos o amor dos homens

Somos aquilo que eles chamam


Inspiração



quinta-feira, 10 de junho de 2021

Gaivotas estelares

 



Gaivotas estelares sobre a baía de Guanabara

Elas querem escrever com asas

São escritoras no vento, poetas de nuvens 

Vão aqui, vão ali, desenhando 

De braços abertos sobre a Guanabara

Minha alma canta jobinianamente

Estou morrendo de saudades...

A grade e sua sombra

 Eu sou sua sombra

Não! Você é que é a minha


Eu sou o seu amor

Não! Você é o meu amor


Eu sou seu tudo

Qual nada!

Como nada?


A sombra sem a grade

É

A grade sem a sombra

É

A vida sem sol

É

Eu sem você



segunda-feira, 7 de junho de 2021

O tripé

 O tripé


Nosso tripé humano é o racional, o emocional e o químico. Nosso cérebro é mutável e reage ao tripé, o racional traz a inteligência e as reações delas advindas, é o melhor nesse item entre os animais. O emocional vem no DNA, é adquirido e moldado ao longo da vida, talvez a perna mais frágil do tripé. O químico, esse pode ser interno ou externo, o álcool, as drogas, a endomorfina dos atletas, a boa alimentação influencia. Então temos que usar bem as 3 pernas pra não ficarmos bípedes e, no pior dos casos, um saci Pererê, neste caso um saci perdido.

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Enfermeiro de flores

 


Sou enfermeiro de flores

Ela desmaiada ficou

Diagnóstico: excesso de beleza

Fui lá, vi seu amor

Medi seu perfume

Chequei a cor

Medicação: cuidados e carinhos

Agora

Estou voltando pra outro atendimento

Assinado:

Caracol das flores



Foto de Naty Franco



quarta-feira, 2 de junho de 2021

Arte viva de Deus


Foto de Iara Tonidandel


Não me basta voar

Quero a geometria perfeita

A asa na linha da perfeição

As cores salpicadas matematicamente


Voar, voando ao encontro

Da arte viva de Deus

Aqui na terra desenhada





O menino graveto


 

Magro graveto menino

Mãe árvore abençoa

No seco e duro chão

Caminha


O céu espia sem chorar

A vida ainda anda

No mato a desbravar 


Os mistérios do sertão

São tantos que duvido

Que mesmo o menino os

Descubrirão