quinta-feira, 23 de abril de 2015

A vantagem de ter um pinto


A vantagem de ter um pinto

 Não, não vou falar de granja, galinha e pintinhos. Falarei de pinto, o que nasce com você e, se você gostar dele vai morrer contigo! Ele sim, aquele simpático morador dos países baixos, que te faz orgulhoso (espero...) e foi seu amigo; sim, digo foi, pois pode não ser mais! Depois de certa idade “ele” quer independência ou morte! Melhor dar a independência para o rapaz! É assim mesmo, todo amigo um dia se rebela e se comporta de maneira estranha, não te dá muita atenção e cobra pelos apoios. Absurdo! Amizade tão longa (grande é o termo melhor aplicado) e verdadeira: você nunca deu muita atenção prá ele, aliás, o maltrata, muito... Senta encima, vai jogar bola e esquece que ele já tem as suas, só dá atenção quando vai usar! Triste isso. E quando ele está triste você se revolta! Nunca pode falhar??? E agora, na velhice, ele te ignora, com toda razão! Fica amigo do seu pé, pois olha todo o tempo para seus pés, candidamente.

 Vamos voltar às vantagens:

- Ter pinto é melhor que ter a “outra”;

- Você pode ser feio e ele ser bonito!

- Você pode ser incompetente e ele ser o máximo!

- Fácil de lavar;

- Não necessita de cuidados especiais e nem de visitar um médico periodicamente;

- Sempre que ele funciona é você que recebe os elogios!


 Entenderam? Outra: fazer xixi de forma rápida, higiênica e disfarçada quando preciso. Um bom menino! Pode até utilizá-lo “on the rocks” nas churrascarias, uma experiência agradável! Então, meu amigo, cuide dele, converse mais, entenda a revolta dos sessenta, aceite sua aposentadoria e tenha certeza que “ele” fez muito por você, agora faça por ele!

domingo, 19 de abril de 2015

No coração de José

 No coração de José

 No coração de José bate um amor cadenciado e vibrante
Amor feito de disciplina Beneditina, regado em ora e labora
Tão grande que se expandiu em um sorriso largo e pleno
 Maior que o próprio José que o abriga cuidadosamente

No coração de José nasceram amigos, amores e linda família
Lá dentro, no canto esquerdo vê-se barulhento grupo
São meninos atrevidos que até hoje vivem em São Bento
O menino José sabe que esse amor também é verdadeiro

O grande José se fez maior nos seus sessenta anos vividos
Cresceu em sorrisos e abraçou tantos amigos que sorriu mais
Sorriu mais e maior para viver mais seu amor maior: a família
Que Deus e seu pastor Bento te abençoe, meu irmão José!


sábado, 18 de abril de 2015

Quem é o dono da casa ?



Quem é o dono da casa?

 Amigos sinto uma dor no peito ao ver nosso país afundando, as pessoas sem esperança, a vida ficando difícil, o medo nas ruas. Os jornais só trazem dissabores, tragédias, mortes em balas perdidas, acidentes em estradas abandonadas, até água falta! As contas chegando e trazendo embutido o velho dragão-inflação, corroendo nosso dinheiro e as suadas poupanças. Os velhos, coitado deles, ficando a míngua pela corrosão da sua parca aposentadoria... Se está ruim com uma inflação de um dígito pensem com dois dígitos, estamos muito mal resolvidos. Os jovens que tem oportunidade vão estudar e fazer cursos no exterior, com um pouco de sorte podem morar por lá e tocar uma vida mais promissora; os outros ficarão “ralando” por salários baixos e sem muita chance de progresso, pois o país não cresce o suficiente para gerar renda e emprego, e os desvalidos ficam tentando a sorte no futebol ou no crime. Triste.

 Um dia um coronel lá do nosso pobre e esquecido nordeste foi procurado por um jornalista de São Paulo, rapaz bem apanhado, inteligente e vivaz. Nosso herói estava deitado na rede, à vontade, para contar seus “causos” e responder, dentro do possível, perguntas do sagaz entrevistador. A tarde estava quente, uma pinga foi servida para adoçar as bocas e soltar a língua, o correspondente da Folha de São Paulo sentiu um calorão subir no rosto: cachaça de cabeça, das boas, safra do coronel. “Coronel, posso tirar a camisa? Está muito quente...” E de impulso passou pela cabeça sua camiseta suada... “Um momento seu menino, vou lá dentro e já volto” disse o Coronel. Estavam no alpendre o jornalista, uma linda fotógrafa e motorista quando o nosso comandante retorna só de cuecas! Os bagos balançando dentro da cueca branca... “Coronel o senhor está de CUECAS!” Disse o espantado jovem sem camisa. “Sim” respondeu de pronto o Coronel que ao ver os olhos espantados da moça explicou: “É prá móde de se, por a causo, chegar uma visita saber quem é o DONO DA CASA !!!!”


 Entenderam? O dono da casa tem que ser reconhecido e, se possível respeitado e admirado. E o nosso Brasil? Quem é o dono (a) da casa? Não temos, meus queridos leitores, não temos... O Lula não sabia de nada, o PT não manda mais em nada, a “presidenta” entregou a faixa para seu vice, o PMDB sempre “comendo pelas bordas” e “mamando nas tetas”. E nós? Estamos fazendo o papel do jornalista que foi ao Coronel saber como era a vida dura no nordeste, como sobreviver na seca, com pouco dinheiro, no trabalho semiescravo, no pó e na catinga. Vamos Dilma, levante-se e volte de calcinha e sutiã! Mostre que tens personalidade e que pode mandar no país; ou, se não dá conta peça seu boné e saia de cabeça em pé! 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O jornal está chato

O jornal está chato

 Serei o único a admitir que a leitura dos jornais no Brasil está cada vez mais chata e, principalmente, triste? Notícias de uma política falida, roubos em forma de corrupções para os abastados e mortes banais entre os pobres; assaltos seguidos de traumas, a população como um gado sendo marcada com a dor da dívida, espremida em ônibus.  Uma juventude perdida. A educação colocada de lado, hospitais pedindo socorro, crimes sendo lugar comum no país do “mais esperto”. E as balas perdidas? Mortes no trânsito, nas enxurradas. O futebol horrível! A música péssima, e cachaça ainda sobrou...

 Serei o único? Sou pessimista? Vai tudo melhorar???

 Seremos sempre um povo concordado, gentil e tolo, que aceita a regra do jogo, que prefere chorar a gritar. Como mudar isso? Qual a liderança se fará presente para mudar a cabeça das pessoas? Haverá um jovem idealista com caráter irretocável para chegar lá e ao chegar se manter correto? Um Jesus Cristo virá? Um santo? Um milagre? Não creio... Estamos fadados a sofrer com uma sociedade injusta, com jovens ricos defendendo a ideologia da esquerda poética e alguns pobres esperando a liderança da força, das armas, da privação de uma democracia. O erro está no conceito e na vivência. O certo seria levarmos nossos jovens para morar em países desenvolvidos, por um período, para aprender o sentido do social, do bem comum, da vida compartilhada pelo sustento de um governo que está do seu lado, no guarda da esquina, no metrô funcionando, no jornal confiável. Podiam empresas “adotar” alguns estudantes para gerar um núcleo de opiniões, assim tentar contaminar outros jovens, em uma nova onda positiva de esperança no futuro, pois o presente já era!


domingo, 29 de março de 2015

O homem, a máquina e o cachorro





 Meu pai , um futurista, me disse " Meu filho, no futuro teremos o homem, a máquina e o cachorro: o homem alimenta o cão e o cão morde o homem se ele se aproximar da máquina " . Um gênio! Hoje temos o desafio de entender o animal que habita a cabeça do homem. Complexa missão!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Um tema difícil

Um tema difícil

 A Martha Medeiros na sua crônica “Elogia à memória” tece sua impressão sobre a morte e suas formas: “Se temos que morrer um dia que seja abraçado às nossas recordações”, é muito poético... O médico Richard Smith disse que o câncer é a melhor forma de morrer. Será? Ele tem sua visão com 62 anos de idade, e as crianças doutor? Os que não têm recursos? Não vejo dessa forma “romântica”, vejam um trecho da entrevista aqui:


 Enfim, o que ele coloca tem um sentido de quem viveu muito e viveu bem. O problema está no aviso prévio! Você prefere receber uma sentença de morte para daqui a um ano ou enfartar de vez, morte rápida, sem aviso e, de preferência dormindo daqui a um ano? A fabulosa Martha diz que gostaria de “contabilizar” erros e acertos, amores e decepções, etc... Será? Vem à pergunta na minha cabeça: além da porta da vida haverá recordações? Carregaremos bagagens dessa vida? Teremos força para entendê-las? Faz sentido isso? Acho muito complexo e até absurdo generalizar assunto tão facetado.

 E a demência, o que será? Creio que até certo ponto há um auto-entendimento dolorido do processo, tal qual a administração de um tumor; mas depois a família sofre muito com o acompanhamento da doença, muito triste para quem fica.

 Resumo, o que falta é uma medicina de pós e contras a favor do adiamento da morte, que possa dar conforto e até abreviar sofrimentos, sem romantismo e sim com muita certeza de que fez o certo e o melhor contra a dor, isso sim bastaria.


sexta-feira, 6 de março de 2015

Só resta eu


Quando se está só, só resta o eu
Nem o tu nem o vós nem o eles
Não se conjuga verbo, só solidão
A dura verdade de ser só, no resta eu

 Resta eu no que sobrou da vida
 No momento mais exato da morte
 Ou no segundo maravilhoso do ar
 Em teu pulmão, vasta imensidão, do respirar

Vou ter uma vida simples, sem meu eu, no resta eu
Vendo o mundo passar em nuvens, sol e solidão
O resta eu é uma atividade de ser só e aceitar
O só do resta eu, e o eu de ser só, isso dói...