quinta-feira, 9 de abril de 2015

O jornal está chato

O jornal está chato

 Serei o único a admitir que a leitura dos jornais no Brasil está cada vez mais chata e, principalmente, triste? Notícias de uma política falida, roubos em forma de corrupções para os abastados e mortes banais entre os pobres; assaltos seguidos de traumas, a população como um gado sendo marcada com a dor da dívida, espremida em ônibus.  Uma juventude perdida. A educação colocada de lado, hospitais pedindo socorro, crimes sendo lugar comum no país do “mais esperto”. E as balas perdidas? Mortes no trânsito, nas enxurradas. O futebol horrível! A música péssima, e cachaça ainda sobrou...

 Serei o único? Sou pessimista? Vai tudo melhorar???

 Seremos sempre um povo concordado, gentil e tolo, que aceita a regra do jogo, que prefere chorar a gritar. Como mudar isso? Qual a liderança se fará presente para mudar a cabeça das pessoas? Haverá um jovem idealista com caráter irretocável para chegar lá e ao chegar se manter correto? Um Jesus Cristo virá? Um santo? Um milagre? Não creio... Estamos fadados a sofrer com uma sociedade injusta, com jovens ricos defendendo a ideologia da esquerda poética e alguns pobres esperando a liderança da força, das armas, da privação de uma democracia. O erro está no conceito e na vivência. O certo seria levarmos nossos jovens para morar em países desenvolvidos, por um período, para aprender o sentido do social, do bem comum, da vida compartilhada pelo sustento de um governo que está do seu lado, no guarda da esquina, no metrô funcionando, no jornal confiável. Podiam empresas “adotar” alguns estudantes para gerar um núcleo de opiniões, assim tentar contaminar outros jovens, em uma nova onda positiva de esperança no futuro, pois o presente já era!


domingo, 29 de março de 2015

O homem, a máquina e o cachorro





 Meu pai , um futurista, me disse " Meu filho, no futuro teremos o homem, a máquina e o cachorro: o homem alimenta o cão e o cão morde o homem se ele se aproximar da máquina " . Um gênio! Hoje temos o desafio de entender o animal que habita a cabeça do homem. Complexa missão!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Um tema difícil

Um tema difícil

 A Martha Medeiros na sua crônica “Elogia à memória” tece sua impressão sobre a morte e suas formas: “Se temos que morrer um dia que seja abraçado às nossas recordações”, é muito poético... O médico Richard Smith disse que o câncer é a melhor forma de morrer. Será? Ele tem sua visão com 62 anos de idade, e as crianças doutor? Os que não têm recursos? Não vejo dessa forma “romântica”, vejam um trecho da entrevista aqui:


 Enfim, o que ele coloca tem um sentido de quem viveu muito e viveu bem. O problema está no aviso prévio! Você prefere receber uma sentença de morte para daqui a um ano ou enfartar de vez, morte rápida, sem aviso e, de preferência dormindo daqui a um ano? A fabulosa Martha diz que gostaria de “contabilizar” erros e acertos, amores e decepções, etc... Será? Vem à pergunta na minha cabeça: além da porta da vida haverá recordações? Carregaremos bagagens dessa vida? Teremos força para entendê-las? Faz sentido isso? Acho muito complexo e até absurdo generalizar assunto tão facetado.

 E a demência, o que será? Creio que até certo ponto há um auto-entendimento dolorido do processo, tal qual a administração de um tumor; mas depois a família sofre muito com o acompanhamento da doença, muito triste para quem fica.

 Resumo, o que falta é uma medicina de pós e contras a favor do adiamento da morte, que possa dar conforto e até abreviar sofrimentos, sem romantismo e sim com muita certeza de que fez o certo e o melhor contra a dor, isso sim bastaria.


sexta-feira, 6 de março de 2015

Só resta eu


Quando se está só, só resta o eu
Nem o tu nem o vós nem o eles
Não se conjuga verbo, só solidão
A dura verdade de ser só, no resta eu

 Resta eu no que sobrou da vida
 No momento mais exato da morte
 Ou no segundo maravilhoso do ar
 Em teu pulmão, vasta imensidão, do respirar

Vou ter uma vida simples, sem meu eu, no resta eu
Vendo o mundo passar em nuvens, sol e solidão
O resta eu é uma atividade de ser só e aceitar
O só do resta eu, e o eu de ser só, isso dói...


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Reciclar

Reciclar
 Essa palavra é tão importante quanto ser feliz, amar, ter sucesso, etc... Ela envolve um conceito maior: o querer reciclar. Alguns lixos indicam, aqui plástico, ali lata, acolá detritos orgânicos, acho bacana e racional no mundo em que jogamos tudo fora. Basta querer e fazer no tempo certo a reciclagem da vida. Sim. A vida é uma eterna reciclagem, para aprender ou rever conceitos, quem sabe resgatar amigos do passado. Nada será como antes, nem você se esforçando muito; sua bunda vai cair, cabelos brancos virão, uma dor aqui, uma depressão, um novo amor! Basta reciclar para entender que não dá mais para correr no mesmo pique, que a ressaca vai se tornando mais cruel a cada dia, que Pelé foi o maior e hoje não vale mais. Que merda é perder os ídolos! Eles se vão (menos o Keith Richards, claro) e outros ficam por falta de um melhor, na música é assim, tão ruim que a garotada gosta de Pink Floyd e Led Zeppelin como se fosse eu na juventude. No carnaval a coisa fica crítica! Não “rola” uma marchinha bacana e os sambas estão fracos, então só resta cantar “me dá um dinheiro aí” ou “quem não chora não mama”, o jeito é reciclar!

 Uma coisa não se recicla: a maldade humana! Estão queimando gente viva como no passado, cortando cabeças, matando em nome de Deus! Outra que nunca mudou é a solidão... Hoje ela vem disfarçada em aparelhos celulares e facebooks, pensamos que temos amigos “virtuais” e ficamos horas na frente da telinha se sentindo querido; no futuro teremos enterros virtuais! O parente vem a falecer e a família manda “on line” a cerimônia fúnebre para todos, sem desgastes e com possibilidade de condolências em vídeo conferência, vai ser bacana. Casamento não terá mais, talvez uma festinha para os pais, o resto é despesa e aporrinhação. Formatura já deveria ter acabado há muito, coisa chata e enfadonha, é bom reciclar esse conceito já! E o Brasil? Vai reciclar? Negócio complicado... Vamos falar de carnaval, das bundas pneumáticas e do pau de Selfie, pois reciclar dá muito trabalho!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

O sol viu as meninas


O sol viu as meninas que não se importavam
O sol admirou uma natureza que floria no mar
Duas rosas, ou margaridas, ou meninas mesmo !
O sol sorriu, gargalhou em cores mil e... Foi dormir feliz.

O azul me basta




A linha azul cortava o céu impiedosamente na horizontal

 A areia teimava em ser macia e perigosa, havia pedra

 Os cascalhos conversavam sobre o destino perdido do mar

 Nuvens olhavam caladas, e o sol dominante roubava cores


 No mar, seus segredos e sagas, náufragos e peixes soltos

 Tudo passa e se desfaz na vista do valente marinheiro

 Na minha trôpega memória só fica o azul

 Que me basta !