domingo, 14 de abril de 2013

Desenhando a felicidade





Desenhando a felicidade

 O amor aprendi a desenhar com um coração
A tristeza veio em forma de uma gota de lágrima
E agora? O que fazer para ter minha felicidade no papel?
Borboletas soltas? O sol se abrindo com girassóis acompanhando?
Beijo de mãe vale? Aliança da eterna felicidade? Batom no guardanapo?

Um maracanã lotado de emoções? O rosto da eterna namorada?
Uma mesa de bar, uma festa, uma arvore de Natal?

Nada me vem à cabeça, talvez o mais puro sorriso infantil...
Deixo aqui de lado o papel e o lápis, minha vocação menor
Paro para escrever a minha dificuldade e concluir
A felicidade é tão etérea que se esconde e foge...

Não ficarei triste por não prendê-la, nem no papel
Nunca tentarei mais, não sou louco e ela passarinho solto, voando...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Ando, olho e ouço




Ando, olho e ouço

Parado não ando olho e ouço
Andando não paro e ouço
Ouvindo não olho e não ouço
Um pobre

Andando só vejo e não ouço
No chamado da clemência, abstraio
Ouvindo não olho, tenho medo
Da dor

Olhando o olhar do outro me cega
A dor da vida impossível aflora
O coração fica parado, mudo
Eu resisto

Eu ando olho e escuto o clamor
Da rua crua, dos meninos soltos, crueldade
Olho, choro e não me entendo, porque?
Burguês, paralítico, cego e surdo

Acorda!!!!!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Estatística da humilhação




Estatística da humilhação

 Deparo-me no jornal O Globo, pagina 32, de 09-04-2013, com o título “Tamanho é documento” e a chamada” Mulheres consideram homens com pênis maiores mais atraentes”. E aí? O que eu tenho com isso? Nada... E você leitor? Interessou o assunto? Claro que sim! Eu também tenho curiosidade “científica” de saber se estou bem nos números. Diz lá “As mulheres entrevistadas demonstraram uma maior preferência pelos homens mais altos e com maiores pênis”. Pergunto-me: por que elas querem tanto? Que exagero! Os baixinhos bem providos não têm chance? Um jogador de basquete com 2 metros e um pintinho, serve? Não! Tem que ser tudo grande! E a conta bancária???? Exageradas...
 Continuemos que a tabela é mortal!!!!
Congo...................................................... 17,93 cm ( mole)
Equador................................................. 17,77 cm( duro, só pode ser!)
Gana.................................................. 17,31cm( meia bomba)
Brasil..... 16,1 cm! Em 14º lugar! (duríssimo!)
 Não mostram os japoneses... Não entendi a posição privilegiada do Equador! Passou á frente de Gana! Líbano (6º lugar) e, acreditem Bolívia (16,51 cm! Em honroso 8º lugar). Venezuela não fica atrás com seu 5º lugar! E o Brasil...
 Enfim, não estamos tão bem dotados assim, no futebol vamos mal, e no “pinto” não ficamos nem para as oitavas de final! Só resta acreditar que “tamanho não é documento” e curtir que a Argentina nem aparece na lista! Eheheh !!!!
 Estás na média?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Entre o grito e o estilhaço





Entre o grito e o estilhaço

Roubo do Paulo Vanzollini a ideia
Na ideia que do nada se fez o tudo
No calor de realizar o impossível
De amar mais que pode o coração

Entre o grito e o estilhaço
Cabe outra vida na vida
Sabe dizer na poesia pura
O que nunca se diz, sem espaço

Não há espaço e muito menos tempo
Entre o grito e o estilhaço cabe
O que não cabe em nenhum lugar
Só na alma de quem ama e acredita

Não há razão no querer, sem amar
Não há pecado no amar por querer
Só há a certeza da vida outra, oculta
Entre o grito e o estilhaço

Só cabe você!

E me calo com a boca de feijão


E me calo com a boca de feijão

 Todos os dias temos que sonhar, é regra, é saudável. Todos os dias temos que admitir que somos fracos ou não fortes o bastante para realizar tudo que queremos, constatação. Sonhar e pisar na terra firme, viver com o que temos, e ser feliz! Difícil? Talvez...
 E agora, em que sonhar? Em não sonhar? Essa é a pior das soluções, abandonar o barco, deixar de remar, ficar triste no viver. Tem tanta gente que não sonha, ou não sabe, ou não entendeu o verbo “sonhar” na sua mais pura verdade: ser irreal! Sempre devemos sonhar com o impossível, como o som do mais louco rock da tua juventude, nas alturas; depois vir a baixar o volume devagar, trocando o foco, passando para um James Taylor ou um Cat Steven; e ainda mais se deixar levar por um bolero, corpo mole, sonhando... E acordar na realidade dura da tua escrita, tua vida limitada em ti mesmo, teu teto de vidro (todos temos), comer teu feijão diário.
 A vida se faz de pequenos momentos que geram grandes emoções, sem nunca perdermos o foco das coisas mais simples, no arroz com feijão, no ovo frito, na média com café quente, cerveja gelada, e alegrias tolas. Sempre com a mente aberta em ver o que não vemos nunca: o poste, o passarinho depositado no fio esperançoso, a mulher grávida alisando a barriga, o velho que passa em passos decorados rumo à padaria, o gato no muro e o cachorrinho da porta velha, a dormir e sonhar... Sonhar requer espaço! Na tua cabeça, meu rapaz, na tua alma ingênua. Viver do nada para o tudo, desafios nas mãos guerreiras, calos virão.
 E agora? Vamos dividir? Vamos somar? Qual a melhor matemática para a tua felicidade? Amar é um bom caminho, e desejar o que não tens é bom! Cuidado com teus pés, tua base de tudo pode escorregar nos teus pulos, tuas arrogâncias, tua fome do hoje. Pare e pense. O dever de sonhar é alimentado pelo feijão de cada dia, feito na melhor das panelas, na certa pressão. Apimente teu paladar e crie teu horizonte, viva a graça do cotidiano, seja um pouco peão e um pouco doutor, com Chico e em Chico, Buarque-se!

domingo, 7 de abril de 2013

Edifício vida



Edifício vida

Nas paredes ríspidas do edifício vida encontrei verdades
Muitas, claras ou escuras, todas duras no viver
Sem tantas esperanças subi suas escadas
Com tantas dúvidas fui até seu subsolo ver a escuridão

No edifício vida fui de elevador ao terraço” felicidade”
De lá a vista é longa e a vida fica doce como ventos de verão
Hoje não há mais elevador e a escadaria é longa, pesada
Tenho só um pensamento: para aonde vou me mudar?

Entrei pela porta da frente, sem convite nas mãos
Vou vivendo como um eterno inquilino, mentindo a mim mesmo
Não há mais vagas, sobe tanto o aluguel que me assusta
A transferência virá em forma de pedra e pó, sem carpintaria

Os dias são longos e o aluguel sobe, na minha parca renda
Vivo aqui por falta de opção e, sinceramente, gosto
Ou me acostumei? Sou um bom pagador, em promessas
E agora? As paredes estão cinza, e molhadas de suor

Vou para onde? Outro bairro? Bela vista? Tem jardim?
Sou eu quem procura abrigo, amigo, irmão, vizinho
Têm tantos prédios, tantas vidas, tantas sólidas edificações...
Só quero uma casa no campo, onde eu possa tocar muitos rocks rurais...

É só

Tamô Fu


Tamô Fu

 Não é lutador de Judô e nem mesmo dono de pastelaria, é uma forma “delicada” de dizer que estamos lascasdos mesmo! Vamos aos fatos:

 Hoje, lendo o jornal, deparo-me com linda foto de um mais lindo ainda por de sol, nas páginas policias, com o título “Do amor ao Rio ao inferno da violência”. Já sabia do fato, mas ao ler tenho sensação de desespero e muita vergonha de morar no Rio de Janeiro, e mais ainda de ser brasileiro. Um casal de jovens é barbaramente atacado na noite, dentro de um van, a caminho da alegre e descontraída Lapa. Trajeto: Copacabana-Lapa, dentro do eixo mais turístico da capital mundial dos grandes futuros eventos esportivos. A moça linda e americana, já falando bem o Português; o rapaz francês e muito jovem (22 anos) e o filme de terror começa. São torturados mentalmente, sofrendo violência física e sexual, roubados, humilhados, dentro do sonho de morar no Rio. A garota foi seguidamente estuprada por vários e eles ficaram 6 horas nas mãos do bando... Ela chegou a pedir “não façam isso comigo...” enquanto tiravam sua roupa. O rapaz a tudo assistiu...

 E agora? Aparecem outras vítimas do mesmo golpe. E depois? Quem garante a nossa segurança? Se fosse em Paris? Lá na perto do Sena a caminho da Champs Elysées? O que seria da imagem da mais visitada cidade do mundo? E o Brasil fica como? O Engenhão caindo, a vida seguindo normalmente, a nossa incapacidade de reagir sendo a mesma.

 Acho que seremos uma vergonha exposta ao mundo. Tudo que depende das mãos do governo é falho e com segundas intenções. A nossa seleção de futebol segue o mesmo caminho e sorrimos... A economia então...

 Então Tamô Fu, estou certo?