segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Cuide do seu enfermo


 Cuide do seu enfermo

O amanhã será sempre o hoje, visto de ontem
O futuro será sempre o hoje, visto do enfermo
O amor será sempre forte visto de qualquer lado

O presente é um presente dos Deuses
O passado é um presente da memória
O futuro é um presente do acaso

O amor é sempre o hoje
Visto pelo enfermo
De qualquer lado, de qualquer forma

Vindo dos Deuses...
 Melhor ainda!

A lembrança do presente
Será o amanhã do enfermo
 Se estiver vivo por acaso...

 De qualquer forma de qualquer lado
 O amor será bem vindo no presente
 E
 Vindo dos saudáveis

  Isto é muito melhor ainda!

domingo, 11 de novembro de 2012

FLAMENGO X BOTAFOGO ou EMOCIONAL X RACIONAL


                 FLAMENGO X BOTAFOGO ou EMOCIONAL X RACIONAL

     Amigos venho de um tempo que o Botafogo (junto com o Santos) era um time imbatível! Com raríssimas exceções podia-se ganhar uma partida do escrete abaixo:

Campeões do Torneio Rio-São Paulo 1964: Manga, Joel, Zé Carlos, Paulistinha e Rildo; Élton e Gérson; Garrincha, Jairzinho, Arlindo e Zagallo.

     Entenderam? Ele ganhava do Santos de Pelé! Não dava para competir...
     Aí, hoje, me vem a maturidade cochichar nos meus ouvidos (“tu era um babaca mesmo”) e completa sua constatação , porque você não torcia pelo alvi-branco? Babaca mesmo... E meu coração, que doía, vem ser consolado pelo meu racional que entende o valor daquelas partidas no Maracanã, elas representaram para a minha cabeça cansada a minha primeira TERAPIA! Vou explicar-me:
     Quando garoto eu morava no Alto da Boa Vista, isolado do mundo e o “meu mundo” era o Colégio São Bento, minha família e o futebol! Gostava mais do último... Isso é outro papo. Meu Tio Lula (não era presidente de porra nenhuma!) tinha o Botafogo no coração e sabia que o Flamengo era freguês. O trouxa aqui ia todo feliz ver os embates com a emoção de um garoto de 12 anos, na esperança que minha devoção pelo mais querido fosse ganhar da máquina de fazer gols que atropelava todos os times: o Fogão! Vejam o time que o rubro-negro tinha:
  Marcial, Murilo, Joubert, Luís Carlos, Paulo Henrique, Carlinhos, Nelsinho(Nelson), Espanhol, Paulo Alves(Foguete), Airton e Oswaldo II(Fefeu)
     Dava prá brigar? Claro que não, mas o coração falava mais forte que a razão. Meu tio fazia a campanha para eu mudar de time... Aonde já se viu isto? Vira-casaca??? Não, deixa sofrer... E sofri, muito, por várias vezes. Na ida era só alegria, sentado no banco da frente de um Jeep de guerra e na volta no duro assento metálico; com o coração e o rabo doendo eu ia dormir sonhando com uma futura solução para aquele problema, um anjo, quem sabe? E veio Zico, anos mais tarde para que eu pudesse dar o troco no meu Tio que, calado , aceitava o argumento: o Flamengo era o maior time do planeta! Garrincha já tinha se entregue à bebida, o Manga já tinha caído da mangueira, Gerson não era o mesmo: fumava e fazia propaganda! Minhas rezas tinham dado certo, São Judas Tadeu bate um bolão! Nossa Senhora da Conceição (padroeira do Botafogo) se distraiu e perdeu a mão com o time dela, tadinha, com tantos pedidos...

     Bem, vamos à terapia: Aprendi a sofrer calado, vi meu mundo desabar e rezei para um futuro melhor, fui feliz em não trocar o meu emocional pelo racional. Hoje os dois times vão mal das pernas, o Flamengo com políticas erradas e o Botafogo sem um “perna torta” para desentortar o time. O futebol mudou, é comércio dentro de um poço de interesses; lá no passado os times tinham coração e jogadores fiéis, sem tanto dinheiro... Aliás, aprendi também que dinheiro estraga as verdadeiras emoções... Terapia colega, terapia...
      Obrigado meu Deus por eu ter visto os gênios do futebol maior, o festival da canção com meus ídolos musicais, os Rolling Stones, Led Zepelin, Pink Floyd, etc... Vou parando para não humilhar o jovem leitor que acredita no Seedorf.
 Abraços Rubro-negros!

Roberto Solano

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Queria tanto...

http://www.youtube.com/watch?v=L3UzgFIWlN0&feature=related


 Queria tanto entender a rosa

 Sua beleza e seus espinhos


 Queria tanto entender o amor

 Seus desejos e sua doída dor


 Queria tanto saber viver com a Rosa

 Queria tanto saber viver com a Clarice

 Queria tanto, mas tanto, que vivo só


 Só espinhos

 Só solidão

 Sem rosa, sem flor

 Sem perdão.

Os pais que matam seus filhos


                                Os pais que matam seus filhos

      O título é terrível para um tema mais ainda. A morte de crianças pequenas pelo descuido de pais modernos. Sim, escolhi o termo moderno para culpar a nossa falta de tempo e as pressões do mundo moderno sobre a máquina humana, que respira, come e é falível! Hoje leio estarrecido: “Um bebê de 10 meses morreu asfixiado ontem em Volta Redonda, após ser esquecido pelo pai por horas dentro do carro”; outro fato” No ano passado uma menina de cinco meses morreu dentro do carro em São Paulo, após sua mãe deixá-la trancada por cerca de cinco horas” e essa morreu queimada... (O Globo, sexta-feira 9.11.2012 pag 16) Meu Deus.
    Penso e repenso onde está o erro? Esse rapaz é um louco ou um totalmente abestalhado, quem sabe uma vítima da imaturidade? O que ele vai escolher como sua cruz eterna? Que culpa vai carregar para o resto da vida? Essa mãe nunca irá entender, nem eu e nem você! Que castigo! Meu Deus... A culpa é uma cicatriz no rosto, nunca vamos esquecê-la, ela pode ser disfarçada e até não vista por terceiros, mas tu não a esquecerá jamais, enquanto houver um espelho. Não queria estar na pele dessa gente que errou pouco e vai pagar muito! Errou pouco? O leitor agora acha que o louco sou eu! Vou tentar explicar o erro “bobo” da modernidade: nós somos carregados pelos vícios e facilidades do mundo rápido e moderno. São carros velozes, aviões (esses seguros mesmo!), ruas, celulares, compromissos e filhos. Os filhos, enquanto pequenos objetos móveis são frágeis. Nossas avós não deixavam os bebês saírem de casa, todo o cuidado era pouco para evitar o sol, o vento e o toque de pessoas desconhecidas. Havia as doenças sem cura e a criança “não vingava” e morria; sem muita explicação, um” golpe de ar” era suficiente para trazer a” velha da foice” montada em uma bela pneumonia fatal. Hoje não! Tudo tem cura! Os carros são modernos estão refrigerados, confortáveis, uma continuidade do lar... porém sem a tua Avó! Aí vem a certeza de que tudo se resolve. Esse é o problema: tudo se resolve com a medicina e a tecnologia da comunicação aliada ao conforto. É fácil deixar o pimpolho dormindo do carro ou na praia dentro do bebê-conforto, se ele chorar é só um pouquinho, eu volto já...

 Outro dia vi na praia um bebê dormindo com uma pele na famosa cor “rosa bebê”, entendi o nome da cor e imaginei como a pequena criaturinha iria sobreviver à noite... Se não houver maiores sequelas e a vóvó ficar sem dormir cuidado do pequeno torresminho humano. Os pais são jovens e dinâmicos, sarados, surfistas e artistas (quem sabe?). Uns bundões! Deveriam ficar com a bunda no sol em praia de nudismo para depois saberem o mal que fizeram ao seu próprio traseiro! Fiquei revoltado e calado, não sou o avô! Graças à meu bom Deus.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012



 PHD ou DHP ???



   Amigos acho que estou ficando chato, ou mais chato do que já me acostumei. Procuro sempre fazer-me uma autocrítica tentando corrigir meus excessos, minhas afirmações e minha certeza. Pois é, isso não acontece com a turma mais estudiosa e letrada! Os “ PHDs” : os que se formaram e continuaram estudando até o topo, o Everest do conhecimento e tornaram-se doutores. Isso é a glória, sem dúvida, porém pode ser um adicional à sua chatice, colega. Atenção! Saber mais não te faz o “dono da verdade”. O grande Millor disse “Com muita sabedoria, estudando muito, pensando muito, procurando compreender tudo e todos, um homem consegue, depois de mais ou menos quarenta anos de vida, aprender a ficar calado. Não era um gênio?    
   E agora? Não vamos radicalizar e sim ter a convicção que podemos (devemos) aprender com quem sabe menos e faz mais. Um operário, um mero servidor, um técnico pode ter uma solução melhor que a tua, caro “PHD” e não falar por medo de levar um fora! Se você é muito preparado observe se fazem perguntas a ti ou a turma só balança a cabeça afirmativamente. O PHD pode virar um DHP (Daí-me Hora Paciência), ou o popular chato de galocha!
   Tenho uma amiga que é muito competente no que faz e entende, porém virou DHP. Se os amigos dela (me inside) precisam de uma “dica” não perguntam, pois ela vai tecer um rosário de explicações para passar um curativo para a tua pereba (ela é doutora em enfermagem); desde que inventou o mercúrio cromo até a fórmula química do plástico que existe no Band-aid, sacou? Se o doente tiver algo mais complexo, como uma “leve esquemia” ou um alemão correndo atrás FERROU! Ela vai te dar uma aula de neurologia simples e aplicada, desde IVAN PAVLOV até o nosso grande Paulo Niemayer, quando o caso é de “gaguice” mesmo... Triste termos bons amigos que não sabem simplificar o simples e sim complicar. O velho chacrinha dizia “Eu não vim aqui para explicar e sim para confundir!” Esse sim era o mestre dos mestres, o maior comunicador que conheci! Um PHD na vida. Quantos cursos o rapaz tinha? Sei não...
   Amigos, vamos estudar e desconfiar? Vamos ser mais humildes? Vamos admitir que o certo tem uma pontinha do errado e que o errado pode ser a porta para acharmos o certo? Certo? Papai Google está aí para nos ajudar a cada vez saber mais de menos... Que tal antes de afirmar dar uma olhada para a plateia e observar melhor? Os meus melhores professores não tinham tanta certeza do que ensinavam, pois achavam que muito temos que evoluir e que seus alunos, um dia, serão seus professores.
   E assim segue a modernidade no rumo da prosperidade, e se possível for que ela use as sandálias da humildade e não o famoso tênis do orgulho!


Roberto Solano

domingo, 4 de novembro de 2012

Corrida de submarino




                              
                                               Corrida de submarino


     A turma com mais de 50 anos vai se lembrar do termo. Os mais novos, se quiserem podem continuar a leitura para adquirir a famosa “cultura de botequim”, coisa dos mais velhos também.
     Vamos lá: no passado os jovens não podiam transar! É verdade, meninos(as)! Incrível isso! Casar virgem então era um sonho (pouco realizado é claro...), mas contava pontos a favor da mocinha. Não acreditas? Pergunte a tua mãe que ela dirá que casou virgem! Uma grande mentira, mas com um belo perdão: ela deu para teu pai antes do casamento, isso é possível sim, e ele vai confirmar a veracidade da pureza materna. As coisas eram difíceis, os pais faziam jogo duro ou disfarçavam bem. Sexo era tabu para teus avós, depois virou pecado venial e hoje é banal. Transar é fácil, na tua ou na minha casa (do teu ou do meu pai?), melhor ainda: com a maioria dos pais separados você, querido (a) jovem leitor (a), tem a solução dobrada! Na casa do teu pai ou da tua mãe, na casa da tua “futura sogra” ou sogro? Se tua Mãe é separada e namoradeira, quem sabe não vais se divertir em Búzios com o Marcelo? Ricardo tem casa em Araras e pode rolar um convite para curtir uma lareira com uma belo fondue ao lado da mamãe gostosa (com todo o respeito, tá?). Namorar ou ficar? Transar é certo! E no conforto! Que beleza...
     Só para efeito de registro. Já transou escondido na escada do prédio? De pé mesmo, com as “antenas ligadas” para uma fuga rápida? Na praia, com areia para arranhar os possuídos? Na casa de máquinas? Na sauna do prédio? São tantas emoções que você perdeu, meu jovem garanhão, tantas que vou para por aqui para não deixá-lo mais triste ainda já que não vistes aparecer o rock progressivo, o Led Zeppelin, Chico e Caetano, Mutantes, etc... Hoje falta boa música e sobra boa cama, é a vida. Porém tínhamos o fusca! E quem sabe um Dodge Dart! Não como um carro, meu amigo, como uma cama mesmo! E sempre com vista panorâmica para porra nenhuma! Era a corrida de submarino. Pergunte a teu pai se ele já comeu tua mãe em um drive-in ou na beira da praia olhando as ondas (nos dias de lua cheia), ou quem sabe nos parques cheios da cidade. Não tinha ladrão não! Ufa... Tinha era a polícia querendo te dar um flagra para faturar uma graninha. Não dava prá ficar peladão não! A transa era por etapas, comida a kilo, do tipo bufê: primeiro as saladas (beijos, mão naquilo, etc...); um segundo prato de proteína (dentro de lá ou de cá); sobremesa não tinha não! No máximo ficar curtindo um bom som no toca-fitas e jurando amor eterno com o vidro semiaberto para aliviar a sauna. Isso mesmo, se comia pouco a pouco, dentro de uma sauna e com malabarismo, você ficava em forma, uma academia sexual! Saúde em primeiro lugar! Depois, meu amigo, você tinha direito a encarar um belo cachorro quente no Geneal ou na Tia Augusta, se lambuzava todo e encontrava outros amigos também desarrumados e com sorriso de santo no rosto, com a cara mais cínica do mundo, rapazes fortes e meninas virgens, ninguém comeu ninguém, era o pacto. Virgens sim! E nada dessas dietas chatas e (ou) frequentar academias diariamente! Elas eram muito mais felizes, comendo bem e sendo mal comidas, todas mais felizes, casando virgens como santas... Do pau ôco! Mas casavam... Hoje nem isso... Dá muito trabalho!


 Roberto Solano

sábado, 3 de novembro de 2012

Um colégio no coração


 Um colégio no coração

 Quando menino eu ia para a Praça Mauá
Estudar e conhecer amigos para o sempre
Jogar bola, contar mentiras e ver heróis
Meus amigos eram sempre meus heróis

Tinham professores bons, velhos e chatos
Havia disciplina, calor, lacerdinhas e o mar
Poeira, futebol, brigas e bons lanches, recreios
Meus amigos sempre meus companheiros

Na rua as putas com marinheiros
Homens engravatados que corriam
A salada carioca e seu Sundae de morango
Pão canoa com geleia com amigos no balcão

Os padres eram curiosos em seu dever
Ora amorosos e compreensivos com os meninos
Ora duros como as pedras que escalavam
Padres, religião e missa junto de meus amigos

A vida era leve na certeza absoluta do sucesso
Quem era aluno do São Bento não tinha medo
Nem dos adversários do futebol
Nem do maior inimigo: o vestibular

Meus amigos passaram todos
Uns bens, outros ajudados por todos os santos
Todos juntos ficaram no coração
Na memória de um colégio
Junto ao mar
Perto de navios
Navegando a vida...

Hoje posso sorrir e lembrar-me das besteiras que fiz
Das notas baixas e do rigor de professores geniais
E com duas certezas vou levando a vida:
Paulo Armando foi o melhor professor!
E
Os amigos que fiz são os melhores do mundo!

Ora ET labora