quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O fabuloso Nabokov


O fabuloso Nabokov

Anos 60, casal jovem, recém casado, foi para a Holanda, Amsterdam. Delícia de lua de mel, embora o frio colaborasse mais para o sexo-maconha-rock and roll. Uma noite foram ao bairro do sexo: Red light e avistaram uma fila enorme para o espetáculo “O fabuloso Nabokov”. A curiosidade bate forte e se viram sentados de frente para uma enorme cortina vermelha que abriu ao rufar dos tambores. Sentado, em posição de Yoga e nosso herói era um magro (porém atlético e bem definido) homem com seus 30 anos aproximadamente. A luz aumentava e uma música suave e envolvente aquecia o palco com um robusto membro sexual do ator principal, até que o “elemento se mostrava duro e na vertical” para um concentrado público. Luzes, ação! 10 lindas loiras se portavam, cada qual em uma posição diferente e atrativa para que Nabokov “passasse a vara” nas mesmas! Elas urravam de prazer e Nabokov, concentradíssimo, as agradavam, sexo puro, lindo e de qualidade para uma meia hora de performance. Show! Palmas, muita palmas, apagam-se as luzes e, após breve intervalo, volta o nosso herói novamente: mesma posição, concentração e o pau ficando duro, duríssimo, tal qual adolescente se masturbando, porém o nosso herói não o tocava. A serpente, como uma ninja, já estava de pé, perigosa... Um anão vinha com um banquinho pequeno e 10 nozes. As luzes focavam para o pênis duro que Nabokov manobrava como um chicote. Dez porradas na madeira e 10 nozes devidamente quebradas! Espanto, urros de bravo, palmas e mais palmas, esse era o fabuloso Nabokov, duvidas?
Ano de 2010, casal festejando bodas de ouro! Que tal voltarmos ao local de nossas noites sem fim de sexo e alegrias? Amsterdam, delícia! Seguem felizes. O passeio foi mais simbólico do que sensual, muitos museus, uma passadinha em Paris antes, etc... Lá, a mulher lembrou “Será que o Nabokov ainda existe?” Aquilo mexeu com a curiosidade dos velhinhos que, após um bom vinho, seguiram rumo ao Red light. Mesma rua, mesma fila enorme e o mesmíssimo dizer em luzes de neon “O fabuloso Nabokov”. Amigos, para não esticar muito essa estória, vamos pular direto para o quadro final, aonde o nosso herói já tinha “faturado” as loiras e esperava o anão (agora calvo) e o mesmo tamborete de madeira. Nabokov firme, pau duro na mão, pronto para o ataque! Um coco amigos! Um enorme coco é posto sobre o banquinho e devidamente rompido com uma única cacetada! Palmas, urros de delírio, bravo!!!! Bravíssimo !!! Isto tudo para o nosso herói de cabelos brancos: O fabuloso Nabokov!
Nosso casal foi cumprimentá-los, é claro! Afinal, 50 anos depois, o mesmo sucesso, a mesma eficiência sexual! Incrível! Fantástico!
A mulher teceu elogios e o marido tentou perguntar qual o segredo da virilidade daquele homem magro e com excelente aspecto para uma idade já avançada... Como pode... E a pergunta veio forte e direta: “porque o senhor não quebra mais as nozes, porque o coco????”
Nabokov foi tranqüilo e direto: “Com a idade a vista fica cansada...”

Fecham-se as cortinas, obrigado pela atenção!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ano novo


Ano novo

Ano novo vida nova! Não acredito. Só acredito no que eu acredito. Todos acreditam, não é verdade? Tudo vai mudar para melhor! É sempre assim...
Continuo chato mesmo... Não creio que os astros vão mexer suas pedrinhas e com uma varinha celestial tocar a minha cabeça dizendo “você vai realizar todos os seus desejos”. É furada das grandes. Ouço muito pessoas dizerem “o Universo conspira a meu favor!”, que maravilha crer nisso! Comprar o livro “o segredo” e colocar na cabeceira da cama, ler e reler as fórmulas mágicas de um sábio que descobriu a receita de tudo, de todos os problemas; e de braços dados com o Universo seguir rumo ao sucesso! E tem mais: Não tem erro amigo! É demais para a minha mente quase infantil... Prefiro o Peter pan, a Emília, o Popeye como amigo e até acreditar no Pateta (gente boa). Meus super heróis estão aposentados, mas foram valentes e ensinaram-me muito! Agora tenho o Google, grande figura que sabe tudo e é rápido como o The Flash. Sou feliz com ele. Se falhar vou ao Wikipédia pedir socorro, mas não conto com o Universo a meu favor. Gonzaguinha já dizia “Somos nós que fazemos a vida como der ou puder e vier...” Então, concluindo, estou chato mesmo!
E para terminar, vou colocar-me á disposição de vocês para ler a mão, jogar búzios, encontrar o amor perdido, curar dor de corno e se vingar do filho da puta do teu sócio ladrão. Ofereço também apoio psicológico com o pagamento adiantado. Não sou o Universo, MAS tenho bons amigos que habitam lá por cima e trocam figurinhas com Deus. Aviso: Deus anda muito ocupado, sério! Cuidando de salvar a terra dos malucos que estão destruindo tudo com lixos e cobiça. Alguns foram meus clientes, pediram a minha ajuda e viram sua conta bancária explodir, lucros, mulheres e carros de luxo, fábricas criaram e poluem o nosso mundo. Hoje tenho raiva de mim mesmo: porque fui resolver a vida dos outros ganhando meu dinheirinho em previsões, usando os meus Santos, meus Babalorixás para enricar o cliente. Porque tanto erro?
Assim termino chato de novo, sem acreditar em nada que caia do céu (fora côcô de passarinho) e tento fazer você acreditar em você mesmo, meu querido leitor. Se arme, seja criativo e confiante, trabalhe muito, conquiste a vida em pequenos pedaços que se somem. Cuidado com as mulheres, a cachaça e sócios: são danosos por demais... E, principalmente, cuidado com as pessoas que nada fazem e prometem tudo, estão cheios delas por aí, na Internet principalmente...
Do antigo “Pai João” aposentado segue a desejo abaixo:

Feliz ano novo cheio de trabalho e pés no chão!

Roberto Solano

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Tesão, ambição e preguiça


Tesão, ambição e preguiça

Os três pilares do nosso mundo aqui na terra. Tudo se resume aos três pontos de equilíbrio que eu, você, teus amigos, temos que entender e saber explorar para uma vida melhor e de sucesso.

Palavras, sempre as malditas palavras tentando explicar o inexplicável: o mundo. Mistérios divinos sempre existirão, os sábios estão aí estudando a razão dessa vida terrena e a que virá lá na frente, coisas de Deus e seus santos, não vou “futucar” nisso não...

Voltemos ao tripé TAP, não para voar para Lisboa e sim voar em pensamentos, ajudem-me!

Tesão: sempre! Desejos, vontades, sexo, reproduzir, comer, criar, etc... Posso ficar um dia todo falando desse pilar fundamental da obra que agora começo a construir (papo de engenheiro). Esse pilar tem que ter a maior fundação do prédio e ser o componente estrutural principal para absorver todas as cargas verticais (idade, doenças, etc...) e as horizontais de ventos e terremotos (perdas e mortes). Pilar central, bem firme, vertical e, se possível, estaiado em amigos e família. Remédios para a firmeza do bicho: antidepressivos e Viagras farão que ele cresça forte, rumo ao céu.

Ambição: Por falar em céu, olha ele aqui, como limite! Ou seja, teu prédio vai crescer até o infinito, sem parar. Vide o grande Oscar Niemayer com seus incontáveis anos e sem pensar em parar seu prédio já enorme, 104 andares amigos! Fantástico! É a ambição... Pode estar no dinheiro, nas mulheres, nos carros e coleções, viagens mil: poder sempre no querer mais e mais. Infinito não basta. Tudo é pouco. Não há ponto final nessa trilha que vai construindo tua edificação, apoiada no pilar tesão. O ser humano tem essa qualidade-defeito chamada de ambição. Digo isso, pois é sempre bom tê-la e saber que ela machuca muito quando mal administrada. Vem a inveja, os ciúmes, os ladrões, sempre corroendo teus pilares, enferrujando as armações, trincando vigas e paredes, querendo te derrubar.

Preguiça: Fazer o prédio prá que? Lá dentro deves abrigar toda a melhor tecnologia de conforto: elevadores rápidos, ar condicionados perfeitos, restaurantes maravilhosos, piscinas térmicas, salas de musculação e massagens, tudo funcionando para que a tua vida (prédio) tenha sentido. O prazer. O desfrute. Isso é que devemos colher nesse pilar quase ornamental e arquitetonicamente perfeito, bem no meio da fachada! Viver com o bom da vida, com Paris no coração, fantásticos vinhos sobre tua mesa. Viajar... Tudo para ficar de papo pro ar gozando a vida. Como dizia um Tio “tem que ter embocadura para saber viver...”! Verdade. Saber viver é para poucos, para os que sabem o real valor da preguiça e dos confortos do mundo material.

Amigos. Façam suas perguntas. Não sou dono da verdade e posso até viajar pela Air France; porém a TAP é a melhor companhia aérea para viajar nos teus pensamentos e refletir sobre as nuvens que cobrem o nosso mundo. Veja teu imponente prédio lá de cima, crescendo, juntos com os outros. Tenha orgulho do que já fizestes e pense grande. Deixem perguntas e respostas lá na caixa dos correios do meu prédio: Av. Sorte Grande 69, esquina com a rua da amizade, bairro da saúde (antigo encantado), Rio de Janeiro (cidade maravilhosa), Brasil.

Sejas feliz!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Contando os anos

Contando os anos

Fazemos no fim do ano e nos aniversários. Passamos na matemática da vida com mais um ano. Bom. Muito bom, mas o que nos serve essa lógica anual? Porque não contamos dias e talvez horas? Simples: nunca achamos que o fim pode chegar... Só o fim do ano! Maravilha, promessas, pensamentos positivos, sete pedidos, pulando ondas. Não tenho muito desejo de ver essa contagem programada pela mídia, pelos homens normais, não gosto, fiquei chato. Talvez triste...

Do outro lado vejo infinitas formas de acumularmos vitórias, estórias e fracassos. Que tal contarmos cervejas? Tomou quantas esse mês? Piadas? Riu muito essa semana? E sexo? Legal essa conta, bem interessante. Tenho a teoria da milésima trepada, você já deu? Vamos lá. Começou o filme quando tinhas 15 anos, lento. Até os 20 anos computaremos 5 anos x 1 por semana x 4 x 12 = 240 cópulas... Daí você se apaixonou passou a ter a namorada na belíssima conta de um dia sim e outro não em mais 2 apaixonantes anos: 2 x 3,5 x 4 x 12= 336 transas. Um total de 240 + 336= 576 relações sexuais! Mais da metade do caminho foi percorrido! Que sucesso, rumo à milésima!!!

Então, vamos casar? Que tal passar o primeiro ano dando uma todo dia? A mulher é linda e o pinto é jovem! 1 x 7 x 4 x 12= 336 “totadinhas”!!!! Chegamos então nas 912 trepadas colega! Show de bola e você só tem 23 anos! Casado e com a vida pela frente, delícia! Agora estamos próximo do gol 1000 ! Tudo certo com a vida e você já pode se declarar um “amante latino”! Sim, aquele que faz a mulher subir pelas paredes com uma mordiscadinha na orelha!!! Cabra bom !!!

Contar milhões pensou? Tem gente que estoura champagne no primeiro milhão de dólares (só vale dólar, certo?) e segue ganhando dinheiro e talvez problemas (esses não dão prá contar). E amigos? Já contou? Notou que você tem muito mais dedos que amigos? Olha a sinceridade colega! Não valem os amigos das vacas gordas no pasto não! Tem que contar na seca braba mesmo. Você vai descobrir que nessa conta se diminui mais do que se soma, a máquina da vida é severa e quando observas os amigos são falsos ou corredores. Cuidado...

Pois é, tudo é convenção. Eu gosto é de contar estórias e observar passarinhos no céu, sem a maldita matemática dos anos com os cabelos brancos. Como diz o ditado “um dia de cada vez”, isto me basta!

Vamos contar estrelas no céu?

Feliz ano novo, só para não ser mais chato com o amigo leitor.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Vai uma Lagosta aí ???????

Nordeste, Porto de Galinhas, e o melhor " Mar e bar " do Mundo !!!!

Porto de Galinhas




Queria dizer


Um pouco da vida já vivida, esqueço

Da saudade crucial dos que se foram, saudades

Do calor ainda abrasador dos que ainda estão

Na vida, curta ou não, com o sem dor, mas nua.


Palavras são bolhinhas de sabão ao vento

Dizer para falar o que ? Se o todo está preso no coração

Talvez chorar, chorar muito, como protesto, em forma de alegria

Sorrisos em lágrimas marítimas, revendo família, contando tesouros

Como a vida ainda me quer, marinheiro e aprendiz.


Agora sou Recife, pedra dura, parte sargaço

Outra ouriço de tantas algas perdidas do mar

O mar de Porto de galinhas me abre o coração

E vendo-o azul conforta minhas dores pulsantes...


Agora estou família, sou Novaes, forte em olhos calmos

Vendo o horizonte lá longe misturado com jangadas

Acreditando no impossível, no sonhar como arma única

Armando meu coração para crer mais e mais no que vi


E agora, no Recife dos fortes, ainda sentir o beijo do Pai

Com o calor da Mãe colocar tudo no colo e pensar...


Pensar em Porto, dentro dos meus quase sessenta anos

Em primos, tios e amigos que viram essa soma se formar

Em uma união única, sólida e misteriosa como o mar

Rever para crer, crer para sonhar, no mar sem fim de lá

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Loteria

Loteria

Nunca acreditei em loteria e ganhos fáceis. Meu Pai dizia “jogue sempre um pouquinho: sem jogar a chance é ZERO!”, uma teoria correta. Não tenho jogado em nada, nem conversa fora, estou pouco otimista. Enfim, a vida é um grande jogo, preste bem sua atenção e use a sorte para outras coisas, decline das loterias, eu desisti.

Um pouco de sorte em tudo, isso é bom, isso te salva. Hoje mesmo, quase atropelei uma criança descuidada. Ontem quase bateram no meu carro, que susto! Quase o meu amigo escorregou na porta da Igreja, casamento quase adiado... Eu quase fali... Quase recebi um piscar de olhos da Grasi massafera, quase... E a vida segue com as coisas eternamente incompletas, ou completas, depende do teu ângulo de vista e das pitadinhas de sorte.

A sorte. Como defini-la? O acaso vestido de azul? Anjos te empurrando no caminho da felicidade? Papai do Céu que, em breve momento, deixou de atender sua lista infinda de pedidos, caridades, etc.. E, por bondade divina (dele mesmo) afastou umas nuvens chatas e te deu uma dedada! Sim dedada de Deus, maravilha! Tudo se resolve e ele nem olha prá você, já notou nos quadros de Leonardo da Vinci? O soberano e todo poderoso faz seus milagres sem muito esforço, assim meio sem achar graça, sem te dar atenção. Diz a bíblia “Senhor, eu não sou digno que entreis na minha casa, mas dizei uma só palavra que minha alma será salva”... Verdade, Deus é muito ocupado com aqueles que não tiveram sorte, os que foram “fisgados” pela teoria do quase: não deram sorte, sem loteria da vida: os que moram do outro lado do mundo, o do azar. Merda. Merda pura, esse tal de não dar certo, do azar... Explica muita coisa triste, mas não explica um filho nascendo cego, uma perda pré matura de uma Mãe calorosa, um Pai alcoólatra que bate em todos, os maremotos e vulcões que assombram a nossa vida.

Não creio na sorte e menos ainda no azar: tudo é falho, tudo é volátil e breve, o ar que se respira pode te levar para o tudo ou para o nada. Não duvido da fé, senhora poderosa, ela é confiante em seu taco e vai, por aí, mudando rumos, trazendo o mal para o bem, confundindo o capeta, driblando o azar e sempre plantando a vida, passo a passo, no credo de viver melhor, sem loteria.

Meu Pai, homem de coração, pagou a cirurgia de um desconhecido que estava ao lado dele em BH para curar a vista. O velho pai, com um coração mole, se envolveu na estória de um rapaz que já cego de um olho e tinha um espinho encravado na outra vista aguardando na fila da caridade no mesmo hospital de ponta. Pagou e ficou feliz pela recuperação da vista dele próprio e do pobre desvalido camponês de Minas Gerais. Meu Pai era especial, manobrava a sorte e trocava figurinhas com azar. Bom coração e fé no sempre “dar certo”. Obrigado meu Pai.

Hoje, vou rezando na sorte e suplicando para que o a azar venha casadinho com ela. Sorte no azar. Basta-me. Sem loterias, sem milagres, com fé na sorte cobertor, cobrindo o frio do azar. As minhas noites bem dormidas é o que peço para meu bom Deus, todos os dias. E não atravessar essa vida dependente da sorte e lamentando do azar, esses dois irmãos do nada, da nossa cabeça simplista e comum, da loteria idiota da vida.

Roberto Solano