Passei no vestibular!
Esse era o grito de comemoração mais querido, e ainda creio que seja de jovens estudantes. A guerra dos estudos termina com um alívio incalculável, o passaporte para a vida adulta é adquirido, agora é contigo herói, o mundo é seu! Eu me senti assim, na maior conquista palpável e reconhecida que tive, quando bem mais moço... Passei! Vamos comemorar! Disse o jovem George, antecipadamente, com a certeza do Cabral ao ver nossa terra, confiante desafiou “Hoje quem paga sou eu!”. O rapaz magro, com boas entradas na testa, era um remanescente dos amigos já universitários: Ele tinha ficado prá trás, no desejo de fazer engenharia civil, mesmo para o curso “operacional” não passava no vestibular. Na época as provas eram no Maracanã, prova verde, amarela, azul, múltipla escolha. Foi um domingo de verão que “Jorginho das bocas” adentrou o bar com essa boa notícia, devidamente aceito com orgulho pelos amigos do botequim, vamos tomar todas! Eu fiquei com a “pulga atrás da orelha”, bebia a alegria do nobre colega, futuro engenheiro, com uma leve desconfiança da convicção inabalável e tão adiantada do fato. Passou como? Acabou de fazer uma prova difícil, pela qual ele não abandonou sua vida atlético-noturna, e as praias, assíduo freqüentador diário: Uma boa vida de primeira, e mulherengo...
A mágica se fez após o sexto chope. Como você tem essa certeza meu camarada? Bicho, tu voltou do Maracá e já comemora o final do campeonato? Qual é meu irmão? Resposta: “Tenho uma certeza absoluta! Colei o gabarito da prova!" Dez, dez, nota dez! Fiquei meio sem jeito de ter perguntado, se o amigo tinha o gabarito certo que iria passar, etc. Naqueles tempos não tinha Enen e outros testes, e muito menos vasava gabarito, estávamos em plena ditadura militar, o bicho pegava feio, e o Pai da criatura (Jorginho) não era General, então como? O mistério começou a me embebedar mais que o álcool, fui ficando chato e, novamente, perguntei " George, abre o jogo, qual foi o pulo do Gato?”. Ele riu, riu muito e disse “Sentei atrás de um gênio!” Não tenho dúvidas, zerei o gabarito! No oitavo chope indaguei quem era o tal Einstein? Simplesmente um Japonês magro, olhos fundos de tanto estudar, óculos de grau, pinta de CDF, fera total, gênio! Paguei a décima rodada, estava confirmado, George estava na faculdade e triste de quem o contratasse como estagiário, só se for à companhia cervejaria Antártica, para o controle de qualidade, disso ele entendia, e de gastar pouco. O Pai tinha uma Rural Willys, coisa fina, dava para percorrer Santa Tereza com desenvoltura e pegar as meninas para umas voltas na barra da tijuca; veículo 4 x 4 , e a graça era atolar com as “gatinhas” que, sem chance de voltar,ficavam presas fáceis, então era só faturá-las ! As meninas ficavam desesperadas, com hora para voltar, ás 4 horas da manhã, carro atolado na areia frouxa e o bom Jorginho dava as ordens “Roberto, fica aqui na rural que vou pedir socorro na estrada” Era a senha, ele pegava seu cobertor de lã e levava sua vitima para os matos rasteiros da praia deserta e Eu tinha o tempo de dar conta do recado na espaçosa cabine da rural atolada... Amanhecia tempo frio, as meninas choravam, e Jorginho das bocas colocava uns gravetos nas rodas e ligava a marcha menor (segredo viu?), o carro se animava nas 4 rodas e salvos seguíamos o caminho do asfalto!
Essa figura era o rei do “ovo colorido”, não tinha tempo feio, a grana da cerveja estava garantida e o tira gosto também: Um pouco de sal e a cor preferida! Delícia! Nos acampamentos tínhamos o macarrão miojo (que nojo!), ele traçava de lamber os beiços! Gastava pouco e curtia muito a vida, bom engenheiro, tão bom que se formou e foi trabalhar na conservação das redes elétricas da cidade. Eu o vi em uma tremendo apagão no bairro de botafogo, tudo parado, engarrafamento monstruoso até eu avistar a “peça rara” ali, na boca do buraco, consertando (ou causando) o desastre. Saudades do sorriso farto e da malandragem implícita em tudo que fazia.
Ele demorou a passar no vestibular, graças á incompetência da “japa” que tirou ZERO ( passou uma semana querendo matar o nipônico, graças a Deus não achou sua vítima...), mas com esses fracassos na vida ele se formou um bom Pai, marido. Tenho a certeza de ter conhecido um gênio na arte de ser feliz, com pouco, gostando da vida dura, sem reclamar, e ainda por cima aprendi a gostar de ovo colorido ! Sempre escolhi o vermelho...
Roberto Solano
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Problema? Só 20 % ...
Problema? Só 20 % ...
Uma vez, anos atrás, estava em um momento difícil, pouca grana e sem objetivos. Sentia-me mal, fracassado, triste mesmo, e caí em depressão. Não desejo a ninguém essa tal de “depressão”, é a morte em vida! Um castigo acordar, comer, trepar, e outros desejos: Não há vontade, brochura total! Tive tratamento (caro!) e sobrevivi... Neste temporal me aparece um consultor econômico-financeiro na TV, em um desses canais pouco assistidos, via cabo. O japa era magro, feio e de óculos, perfeito para o cargo, fala lenta, português péssimo e teoria ótima. Eu ali deitado, na fossa, sofrendo, vi o cidadão nipônico falando de problemas! Parei claro. Eu cheio de problemas, na merda, e alguém joga uma corda! Atento fiquei; as frases saiam meio truncadas, lentas, dava prá entender: “Problema 100 % ?, elado!” O japa estava convicto que tinha a solução da humanidade. Prestei mais atenção “50 % de problema não é seu problema!” Opa! Já caiu pela metade, beleza, estou gostando desse xingue-lingue ! “Explico: 50 % de problema são dos outros, e não é seu ! os outros que querem te passar problema ! Tua mulher não tem dinheiro prá comprar sapato ? Problema da tua mulher ! Teu filho não estuda, problema de teu filho, dê castigo !” Já estou gostando desse consultor, cabra bom ! Aumentei o volume e observei a gravata amarela sobre um terno cinza, coisa mais desarrumada... Cientista é meio desligado mesmo... “Sobrou 50 % céto? 30 % não tem jeito” Gostei! Já contabilizo 20 %, estou ficando melhor, e, aliviado, aumento o volume, chego para perto da TV. O japa tem uma cara de bom aluno mesmo, pouco cabelo, face magra e um óculos que nem meu avô usaria, fundo de garrafa, que trazia uns olhos maiores para fora daquele rasgo horizontal do povo do Sol nascente. “30 % problema estrutural! Você é feio e quer ser bonito, né? Solução zélo! Teu filho é bulo??? Muito bulo mesmo,né ? Não pode ser engenheiro, né ? Solução zélo ! Tua sógla é chata, né ? Solução zélo” Japa inteligente, pensei. “quanto soblou ??? 20 % !” É isso, 20 % de 100 %, uma economia de 80 % de problemas a menos ! Fiquei animado demais, feliz, cheguei a esboçar um sorriso, e fui melhorando da depressão... Gradativamente fui reduzindo a minha conta de problemas. Estou devendo o Bradesco, né? Solução zélo! Liguei para o gerente e passeia a “batata quente” prá ele, sem antes perguntar se ele tinha visto o " meu consultor ", não viu? Problema é seu ! A sogra ligou, problemas mil na família, né ? Solução zélo ! Minha querida, desligue a novela e vá ver o meu ídolo na TV cultura, vale á pena, beijo no sogro ! Pai, vai rolar um show de rock MARAVILHOSO ! Ingresso R$ 250,00 ! Está de graça, né ? Solução zélo ! Filho fale com a sua mãe ela tem sempre uma solução prá tudo ! “ Amor, a Cláudia está com um vestido lindo, comprou baratíssimo, o que você acha ? " Solução zélo, pensei... Querida, o Paulinho quer um ingresso para o rock, não é hora, mas fale com ele, e aproveitem para dar uns puxões de orelha, as notas estão baixas e ele só fica ouvindo música enquanto você vai para a academia, conversem que prá tudo se dá um jeito, né ? SOLUÇÃO MIL !!!!!!!!!!!
Fiquei curado!
Roberto Solano
Uma vez, anos atrás, estava em um momento difícil, pouca grana e sem objetivos. Sentia-me mal, fracassado, triste mesmo, e caí em depressão. Não desejo a ninguém essa tal de “depressão”, é a morte em vida! Um castigo acordar, comer, trepar, e outros desejos: Não há vontade, brochura total! Tive tratamento (caro!) e sobrevivi... Neste temporal me aparece um consultor econômico-financeiro na TV, em um desses canais pouco assistidos, via cabo. O japa era magro, feio e de óculos, perfeito para o cargo, fala lenta, português péssimo e teoria ótima. Eu ali deitado, na fossa, sofrendo, vi o cidadão nipônico falando de problemas! Parei claro. Eu cheio de problemas, na merda, e alguém joga uma corda! Atento fiquei; as frases saiam meio truncadas, lentas, dava prá entender: “Problema 100 % ?, elado!” O japa estava convicto que tinha a solução da humanidade. Prestei mais atenção “50 % de problema não é seu problema!” Opa! Já caiu pela metade, beleza, estou gostando desse xingue-lingue ! “Explico: 50 % de problema são dos outros, e não é seu ! os outros que querem te passar problema ! Tua mulher não tem dinheiro prá comprar sapato ? Problema da tua mulher ! Teu filho não estuda, problema de teu filho, dê castigo !” Já estou gostando desse consultor, cabra bom ! Aumentei o volume e observei a gravata amarela sobre um terno cinza, coisa mais desarrumada... Cientista é meio desligado mesmo... “Sobrou 50 % céto? 30 % não tem jeito” Gostei! Já contabilizo 20 %, estou ficando melhor, e, aliviado, aumento o volume, chego para perto da TV. O japa tem uma cara de bom aluno mesmo, pouco cabelo, face magra e um óculos que nem meu avô usaria, fundo de garrafa, que trazia uns olhos maiores para fora daquele rasgo horizontal do povo do Sol nascente. “30 % problema estrutural! Você é feio e quer ser bonito, né? Solução zélo! Teu filho é bulo??? Muito bulo mesmo,né ? Não pode ser engenheiro, né ? Solução zélo ! Tua sógla é chata, né ? Solução zélo” Japa inteligente, pensei. “quanto soblou ??? 20 % !” É isso, 20 % de 100 %, uma economia de 80 % de problemas a menos ! Fiquei animado demais, feliz, cheguei a esboçar um sorriso, e fui melhorando da depressão... Gradativamente fui reduzindo a minha conta de problemas. Estou devendo o Bradesco, né? Solução zélo! Liguei para o gerente e passeia a “batata quente” prá ele, sem antes perguntar se ele tinha visto o " meu consultor ", não viu? Problema é seu ! A sogra ligou, problemas mil na família, né ? Solução zélo ! Minha querida, desligue a novela e vá ver o meu ídolo na TV cultura, vale á pena, beijo no sogro ! Pai, vai rolar um show de rock MARAVILHOSO ! Ingresso R$ 250,00 ! Está de graça, né ? Solução zélo ! Filho fale com a sua mãe ela tem sempre uma solução prá tudo ! “ Amor, a Cláudia está com um vestido lindo, comprou baratíssimo, o que você acha ? " Solução zélo, pensei... Querida, o Paulinho quer um ingresso para o rock, não é hora, mas fale com ele, e aproveitem para dar uns puxões de orelha, as notas estão baixas e ele só fica ouvindo música enquanto você vai para a academia, conversem que prá tudo se dá um jeito, né ? SOLUÇÃO MIL !!!!!!!!!!!
Fiquei curado!
Roberto Solano
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Feliz Natal
Feliz Natal!
Desejo comum, fim de ano, festas. Aproveito para deixar o meu carinho e a vontade de te conhecer melhor, para que eu possa errar menos. Gostaria que me visse como um “alguém” que te quer bem e te quer mal, quando você pisa na bola e perde o gol. Mas nada que eu não perdoe, nada que não se dissipe no meu coração velho de guerra, bom perdedor, acostumado aos ciclos do bem e do mal. Te quero bem, amigo ! Feliz Natal!
Peço-te que pares um pouquinho para ver o mundo com outros olhos, o da paciência, ela (grande arvore) dá frutos saborosos, te trará calma, aprenderás a esperar e pensar junto, a inteligência da calma... Sejas mais calmo e paciente com teu amigo aqui! Respingue essa água benta em todos, nos filhos, na sogra (um pouco mais!), na digníssima esposa e respire fundo. Agora peça calma e aprenda a lição de ver uma mesa plena, agradeça e encha-se de orgulho, de ser provedor e saber que a batalha da vida não te derrubou: Meus parabéns! Peça calma, quando essa mesa estiver vazia, reze. Abrace todos, peças desculpas pelo que não fez por eles, agradeça o que fizeram por ti. Tua família, união.
Coma e beba, fique feliz, abra presentes e não os valorize muito, olhe mais para os rostos das crianças, elas detêm a sinceridade, pureza. Veja os velhos como novos, trate-os como se fossem jovens, coloque uma música que os agrade, dance com eles, vibre com as piadas mil vezes repetidas pelo teu avô, ele vai gostar, vai rir de você rindo. Dê amor ao idoso, ele não quer presente, ele quer o passado! Percebeu a mágica? O passado doce, fatia-parida na mesa, ele já foi você e teu filho será você! Mostre que os que viveram estão ainda felizes, não passe a imagem da nulidez da vida cansada, ria, muito.
Só queria te dizer que eu sei perdoar e gosto de ser perdoado, não sei esperar, mas tento aprender, pouco rezo porém com muita fé, fé em ti amigo. Que os céus tragam o que a terra nunca te dará: luz. Veja o mundo com essa luz , e ilumine todos que te cercam, pedindo para ver a luz do próximo, é a festa da luz, vamos aproveitar e nos ver melhor. Que essa dança das lanternas se espalhe por aí, todos vistos como um pontinho na terra, que de longe vai se moldando; cada homem um ponto na seqüência infinita de luzes, formando uma arvore colorida de vida, de natal.
Paz, paciência, paixão, perdão.
Feliz Natal!
Desejo comum, fim de ano, festas. Aproveito para deixar o meu carinho e a vontade de te conhecer melhor, para que eu possa errar menos. Gostaria que me visse como um “alguém” que te quer bem e te quer mal, quando você pisa na bola e perde o gol. Mas nada que eu não perdoe, nada que não se dissipe no meu coração velho de guerra, bom perdedor, acostumado aos ciclos do bem e do mal. Te quero bem, amigo ! Feliz Natal!
Peço-te que pares um pouquinho para ver o mundo com outros olhos, o da paciência, ela (grande arvore) dá frutos saborosos, te trará calma, aprenderás a esperar e pensar junto, a inteligência da calma... Sejas mais calmo e paciente com teu amigo aqui! Respingue essa água benta em todos, nos filhos, na sogra (um pouco mais!), na digníssima esposa e respire fundo. Agora peça calma e aprenda a lição de ver uma mesa plena, agradeça e encha-se de orgulho, de ser provedor e saber que a batalha da vida não te derrubou: Meus parabéns! Peça calma, quando essa mesa estiver vazia, reze. Abrace todos, peças desculpas pelo que não fez por eles, agradeça o que fizeram por ti. Tua família, união.
Coma e beba, fique feliz, abra presentes e não os valorize muito, olhe mais para os rostos das crianças, elas detêm a sinceridade, pureza. Veja os velhos como novos, trate-os como se fossem jovens, coloque uma música que os agrade, dance com eles, vibre com as piadas mil vezes repetidas pelo teu avô, ele vai gostar, vai rir de você rindo. Dê amor ao idoso, ele não quer presente, ele quer o passado! Percebeu a mágica? O passado doce, fatia-parida na mesa, ele já foi você e teu filho será você! Mostre que os que viveram estão ainda felizes, não passe a imagem da nulidez da vida cansada, ria, muito.
Só queria te dizer que eu sei perdoar e gosto de ser perdoado, não sei esperar, mas tento aprender, pouco rezo porém com muita fé, fé em ti amigo. Que os céus tragam o que a terra nunca te dará: luz. Veja o mundo com essa luz , e ilumine todos que te cercam, pedindo para ver a luz do próximo, é a festa da luz, vamos aproveitar e nos ver melhor. Que essa dança das lanternas se espalhe por aí, todos vistos como um pontinho na terra, que de longe vai se moldando; cada homem um ponto na seqüência infinita de luzes, formando uma arvore colorida de vida, de natal.
Paz, paciência, paixão, perdão.
Feliz Natal!
domingo, 12 de dezembro de 2010
Mentira
Mentira
Já pensou um mundo sem mentiras? Aliás, sem o mentiroso? Eu já e não gostei do que vi. O mentiroso é, em primeiro lugar, mal entendido (nem todas as mentiras “colam”), por isso sofre demais. Quem fala só a verdade sofre muito mais, pela burrice que toda verdade traz, e pode ser muito pior conviver com esses chato de galochas, o santo da verdade pura, o certo, certíssimo! Grande filho da mãe! Nunca erra, só tem verdades. Para você só falar a verdade tens que ser um chato, estudioso, para não cometer enganos! Errar? Jamais, só a pura verdade, informação correta, na bucha, sem deslize, chato prá encrenca! E encrenca tu vais arrumar se andas com esse cidadão da confiabilidade total, ele te entrega: “Não foi bem isso que você falou!” Pronto, ferrou tudo, você já estava avançando no papo, a galera acreditando na tua manobra, a mentira virando um fato, e chega o contraditório, teu colega chaturinha, desfaz tudo... “Não acredito, prove!” De novo o intrigante vem pentelhar teu memorável fato, tua conquista, estavas agradando a menina, fazendo o perfil atlético que ela gosta, e dissestes que subiu a pedra da Gávea, 2 vezes, certo? Não acredites! Putz, que cara chato! E a facada no coração é aquela frase “Mentindo de novo!” Essa é mortal! Normalmente vêm da ala feminina, elas sempre não acreditam na tua estória e nunca há uma “mentirinha” só, uma vez só, nunca. Não! Sempre mentes “de novo”, é duro mesmo, mas, ainda assim é melhor mentir.
Mentir é uma arte! Final de ano prova você chega a casa, véspera de Natal, pedido já feito e vem à maldita pergunta “Foi bem na prova?” E aí, colega, você entrega teu pescoço? Vai dar uma de santo e se martirizar, ou confiante na revisão de prova, arrancar os pontos que te faltam? Eu sempre respondia, fui muito bem, mamãe! Olhava para o Pai, que tirou brevemente os olhos do jornal, desconfiado, eu dizia “Deu prá passar!”. A linda garota também deu prá passar! ( Ela respondeu : DEI ) Mas isso é outro artifício. Eu sabia que meus irmãos passavam por média, fato terrível de ser aceito e entendido. Pô, sempre assisti às aulas, os professores é que são exigentes demais! Colégio de São Bento, duro, e mais ainda estudar para a prova final, largando a bola e os amigos já de férias, que merda...
E você? Sempre passou por média? Disse a verdade, sabe de tudo, é um “consultor”? Nunca mentiu né? Mas teve vontade de pular a cerca... Seu frouxo ! Tua inteligência emocional é ZERO!!! É isso aí, inventaram a tal da inteligência emocional, que infelizmente não havia no meu tempo de guri. È a ONG dos mentirosos atuando no mundo intelectual, coisa de gênio preguiçoso, dá certo! Você passa a mentir e agrada todos! É comunicativo, alegre, descontraído, todos te querem, sabe prá que? Mentir, mentir muito, com classe e respeito! A nossa ONG é coisa séria!
Estamos salvos: Mentirosos unidos jamais serão vencidos! Viva a UM (Universidade da Mentira), faça seu MBA (Mentir Bem Agrada) por lá e tenha sucesso na vida! Sem a mentira não há a criatividade, a arte, e você não sobrevive nesse mundo cão! Viva o Barão de Munchhausen (Karl Friedrich Hieronymus von Münchhausen )! Nosso patrono na UM!
Roberto Solano
Já pensou um mundo sem mentiras? Aliás, sem o mentiroso? Eu já e não gostei do que vi. O mentiroso é, em primeiro lugar, mal entendido (nem todas as mentiras “colam”), por isso sofre demais. Quem fala só a verdade sofre muito mais, pela burrice que toda verdade traz, e pode ser muito pior conviver com esses chato de galochas, o santo da verdade pura, o certo, certíssimo! Grande filho da mãe! Nunca erra, só tem verdades. Para você só falar a verdade tens que ser um chato, estudioso, para não cometer enganos! Errar? Jamais, só a pura verdade, informação correta, na bucha, sem deslize, chato prá encrenca! E encrenca tu vais arrumar se andas com esse cidadão da confiabilidade total, ele te entrega: “Não foi bem isso que você falou!” Pronto, ferrou tudo, você já estava avançando no papo, a galera acreditando na tua manobra, a mentira virando um fato, e chega o contraditório, teu colega chaturinha, desfaz tudo... “Não acredito, prove!” De novo o intrigante vem pentelhar teu memorável fato, tua conquista, estavas agradando a menina, fazendo o perfil atlético que ela gosta, e dissestes que subiu a pedra da Gávea, 2 vezes, certo? Não acredites! Putz, que cara chato! E a facada no coração é aquela frase “Mentindo de novo!” Essa é mortal! Normalmente vêm da ala feminina, elas sempre não acreditam na tua estória e nunca há uma “mentirinha” só, uma vez só, nunca. Não! Sempre mentes “de novo”, é duro mesmo, mas, ainda assim é melhor mentir.
Mentir é uma arte! Final de ano prova você chega a casa, véspera de Natal, pedido já feito e vem à maldita pergunta “Foi bem na prova?” E aí, colega, você entrega teu pescoço? Vai dar uma de santo e se martirizar, ou confiante na revisão de prova, arrancar os pontos que te faltam? Eu sempre respondia, fui muito bem, mamãe! Olhava para o Pai, que tirou brevemente os olhos do jornal, desconfiado, eu dizia “Deu prá passar!”. A linda garota também deu prá passar! ( Ela respondeu : DEI ) Mas isso é outro artifício. Eu sabia que meus irmãos passavam por média, fato terrível de ser aceito e entendido. Pô, sempre assisti às aulas, os professores é que são exigentes demais! Colégio de São Bento, duro, e mais ainda estudar para a prova final, largando a bola e os amigos já de férias, que merda...
E você? Sempre passou por média? Disse a verdade, sabe de tudo, é um “consultor”? Nunca mentiu né? Mas teve vontade de pular a cerca... Seu frouxo ! Tua inteligência emocional é ZERO!!! É isso aí, inventaram a tal da inteligência emocional, que infelizmente não havia no meu tempo de guri. È a ONG dos mentirosos atuando no mundo intelectual, coisa de gênio preguiçoso, dá certo! Você passa a mentir e agrada todos! É comunicativo, alegre, descontraído, todos te querem, sabe prá que? Mentir, mentir muito, com classe e respeito! A nossa ONG é coisa séria!
Estamos salvos: Mentirosos unidos jamais serão vencidos! Viva a UM (Universidade da Mentira), faça seu MBA (Mentir Bem Agrada) por lá e tenha sucesso na vida! Sem a mentira não há a criatividade, a arte, e você não sobrevive nesse mundo cão! Viva o Barão de Munchhausen (Karl Friedrich Hieronymus von Münchhausen )! Nosso patrono na UM!
Roberto Solano
sábado, 11 de dezembro de 2010
Visão curta
Visão curta
Vi uma reportagem de um engenheiro Francês ( Guy Négre, ex-engenheiro da Fórmula 1), que desenvolveu um motor movido a ar! Piada não! Acredites se quiser, mas é verdade verdadeira. Eu vi o carro do cidadão andando e o motor eliminando ar puro! É, mais ou menos, assim: Você abastece teu carro com ar comprimido (igual ao que calibras teus pneus) e esse ar se mistura ao ar ambiente gerando calor e energia para colocar o carro em andamento. O bichinho anda até 150 km/hora e não faz feio, rodando até 300 km sem abastecimento pulmonar! Ou seja, ar no pulmão da máquina. Genial, e já será produzido para frota de taxis em Paris e outras cidades!
Visão curta, não é mesmo? Tantos engenheiros desenvolvendo motores e nunca se pensou em enchê-los com ar comprimido. Lembro-me de caçadas que fiz com uma espingarda de ar comprimido e balas de chumbinho, e dava pra matar passarinhos (hoje teria pena dos coitados...). Lembro-me da piada do “Pau-de-vento”: Um rapaz que, após casar-se por cinco anos, não engravidava a mulher, na cidade pequena, corria o apelido maldoso. Um belo dia o cidadão matou um ciclista que passava. O delegado perguntou “Porque você fez isso”?”E ele respondeu” Doutor, eu até aceito o apelido, MAS pedir o meu pingulinho para encher pneu de bicicleta é DEMAIS! “ No que o Dr. Delegado concordou !
Voltando às idéias que nos passam pela cabeça todos os dias e que são, muitas vezes, totalmente descartadas por serem simples demais e (ou) até idiotas! Fazer um motor movido a ar é uma delas! Que besteira, não é mesmo? Papo de maluco ou bêbado, um motor precisa de gasolina ou algo calórico; vento, parceiro, é prá empurrar barco à vela! E olhe que eles têm um motorzinho escondido para as calmarias.
Meu pai tinha idéias loucas, como o “ costa-cóptero “ que seria uma mochila se transformando em um helicóptero portátil , beleza não é mesmo ? O povo feito moscas de padaria flanando por aí, em enxames, daqui da barra para o Leblon seria uns 10 minutos com vento à favor, sobre a Niemayer, belo cenário... Outra maluca dele foi o “Tira-grilo” um sistema em que você levava seu carro para a oficina, colocando-o sobre esse ” tapete simulador”, com o carro parado e as rodas sendo movidas na esteira mágica, balançando e simulando as estradas os buracos que trazem aquele barulhinho infernal que habita teu carro e você não descobre de onde vem (o tal do ”grilo” que ele batizou). Visão muito louca tinha o velho, que criou muitas soluções na engenharia civil, e de quem herdei um pouco de criatividade, criando o “Remofezes”, um sistema que você coloca uma massa sobre o cocô do cachorro e enfia um palito, em minutos o tal ” creme” decanta sobre a bosta, secando-a e endurecendo, daí o nobre colega levanta gentilmente o conjunto (pasta dura + merda de cachorro) e joga fora! PATENTEI a idéia, caro leitor ! Testei e ainda vou comercializar se Deus quiser! Idéia maluca, fazer um cocô ( limpo ) por cima do outro cocô ? Não é mesmo ? Mas dá certo ! Ainda ganhei o título de ser um “ Engenheiro de Merda ! " Pura e aplicada ! De um amigo...
Então, leitor, não tenha visão curta não, acredite nas besteiras, sonhe muito e acordes com uma solução na mão, fé! Como diria os Novos Baianos “loucura pouca é bobagem” e se não acreditares nelas ouça também "Besta é tu, besta é tu... "
Roberto Solano
Vi uma reportagem de um engenheiro Francês ( Guy Négre, ex-engenheiro da Fórmula 1), que desenvolveu um motor movido a ar! Piada não! Acredites se quiser, mas é verdade verdadeira. Eu vi o carro do cidadão andando e o motor eliminando ar puro! É, mais ou menos, assim: Você abastece teu carro com ar comprimido (igual ao que calibras teus pneus) e esse ar se mistura ao ar ambiente gerando calor e energia para colocar o carro em andamento. O bichinho anda até 150 km/hora e não faz feio, rodando até 300 km sem abastecimento pulmonar! Ou seja, ar no pulmão da máquina. Genial, e já será produzido para frota de taxis em Paris e outras cidades!
Visão curta, não é mesmo? Tantos engenheiros desenvolvendo motores e nunca se pensou em enchê-los com ar comprimido. Lembro-me de caçadas que fiz com uma espingarda de ar comprimido e balas de chumbinho, e dava pra matar passarinhos (hoje teria pena dos coitados...). Lembro-me da piada do “Pau-de-vento”: Um rapaz que, após casar-se por cinco anos, não engravidava a mulher, na cidade pequena, corria o apelido maldoso. Um belo dia o cidadão matou um ciclista que passava. O delegado perguntou “Porque você fez isso”?”E ele respondeu” Doutor, eu até aceito o apelido, MAS pedir o meu pingulinho para encher pneu de bicicleta é DEMAIS! “ No que o Dr. Delegado concordou !
Voltando às idéias que nos passam pela cabeça todos os dias e que são, muitas vezes, totalmente descartadas por serem simples demais e (ou) até idiotas! Fazer um motor movido a ar é uma delas! Que besteira, não é mesmo? Papo de maluco ou bêbado, um motor precisa de gasolina ou algo calórico; vento, parceiro, é prá empurrar barco à vela! E olhe que eles têm um motorzinho escondido para as calmarias.
Meu pai tinha idéias loucas, como o “ costa-cóptero “ que seria uma mochila se transformando em um helicóptero portátil , beleza não é mesmo ? O povo feito moscas de padaria flanando por aí, em enxames, daqui da barra para o Leblon seria uns 10 minutos com vento à favor, sobre a Niemayer, belo cenário... Outra maluca dele foi o “Tira-grilo” um sistema em que você levava seu carro para a oficina, colocando-o sobre esse ” tapete simulador”, com o carro parado e as rodas sendo movidas na esteira mágica, balançando e simulando as estradas os buracos que trazem aquele barulhinho infernal que habita teu carro e você não descobre de onde vem (o tal do ”grilo” que ele batizou). Visão muito louca tinha o velho, que criou muitas soluções na engenharia civil, e de quem herdei um pouco de criatividade, criando o “Remofezes”, um sistema que você coloca uma massa sobre o cocô do cachorro e enfia um palito, em minutos o tal ” creme” decanta sobre a bosta, secando-a e endurecendo, daí o nobre colega levanta gentilmente o conjunto (pasta dura + merda de cachorro) e joga fora! PATENTEI a idéia, caro leitor ! Testei e ainda vou comercializar se Deus quiser! Idéia maluca, fazer um cocô ( limpo ) por cima do outro cocô ? Não é mesmo ? Mas dá certo ! Ainda ganhei o título de ser um “ Engenheiro de Merda ! " Pura e aplicada ! De um amigo...
Então, leitor, não tenha visão curta não, acredite nas besteiras, sonhe muito e acordes com uma solução na mão, fé! Como diria os Novos Baianos “loucura pouca é bobagem” e se não acreditares nelas ouça também "Besta é tu, besta é tu... "
Roberto Solano
A hora boba
A hora boba
Nos anos 70 havia um médico, neurologista e psiquiatra, que convivia na minha família com grande freqüência, ficando como mais um nos finais de semana, sempre. Homem culto, letrado, grande profissional e divertido em estórias contadas. Ele desenvolveu a teoria da hora boba, com a certeza de fatos ocorridos, e a delicadeza do bom uísque fornecido pelo dono da casa. Vamos à tese: O nosso cérebro tem neurônios que se comunicam por eletricidade, eles “trocam figurinhas” entre si a cada idéia que você, amigo que pensa, desenvolve. Eu nunca entendi direito como funciona, mas já levei um bom murro na cara e vi algumas “estrelas” e acho que é uma boa demonstração técnica do assunto. Há, com certeza, um tremendo tráfego de impulsos elétricos percorrendo os canais cerebrais! Deve ser tal e como a cidade de Amsterdã: Carros, bondes, bicicletas a dar no pau, gente, trem, avião e muito doidão dando cabeçada pelas ruas, no verão. Estive lá e vi como um povo lindo (realmente muito bonitos, e seios femininos fantásticos!) ficam nesse “pinball” regado a apressados moradores e desencontrados fumantes da erva do diabo. Doideira mesmo! Essa grande confusão funciona, um esbarrão aqui, um escorrego ali, uma freada mais brusca da moça do lado (vi um seio!) e um trupicão do cavalheiro que vos fala. Esqueci dos barcos, colega, os canais cheios de lanchas, barcos de turismo, e casas flutuantes, decoradas com flores! E quando o cidadão dá uma paradinha para observar os prédios antigos (a maioria) percebe que os mesmos fumaram muita maconha! Não tem um só no prumo! É uma escora aqui e me segura dali, uma dança russa, de mãos dadas vão bailando em um inexplicável equilíbrio interno, uma escora o outro, na seqüência ilógica e mágica do equilíbrio lateral. Como engenheiro estrutural fiquei abismado! O solo é muito ruim e as estacas dançam ao sabor das águas, um balé estrutural, coisa linda de se vê! Então voltemos para dentro de nossa cuca, nossa Amsterdam, loucamente confusa que no fundo, no fundo mesmo, acaba dando certo. Engano seu, o Dr. José Octávio de Freitas júnior (tem uma sala no hospital do Pinel que o homenageia), concordava com a teoria do caos e preferia Paris! A hora boba, não escaparás nunca dela, nem na cidade Luz e nem em Nossa Senhora dos Remédios (PI), muito menos em Amsterdam.
Vou esclarecer, é simples: Por um motivo eletro-químico, tua massa cinzenta sofre um colapso instantâneo (igual o Nescau no leite) e pifa, uma parada geral, apagão, Black-out em NY, pensou? Se pensou é porque ainda não ocorreu sua hora boba, aliais são três! Ele afirmava que são três! Com um gênio não discutimos, acatamos. Nunca contei três no mesmo dia, umas dois eu garanto, já sofri. Três falhas diárias e três motivos para você rezar muito (pode ser para Nossa Senhora dos Remédios) para que não passes por esta situação acordado, atravessando a rua, se não viras um pastel! A hora boba deve ser “gasta” na calada da noite, sobre teu travesseiro, dentro do sonho, no mundo virtual; aquele estrimilique que você sente dentro da noite e dá aquela babadinha na fronha, caístes do cavalo branco, naquele sonho que corrias na relva verde, galopando com a Paola Oliveira na garupa! Ela com os pequenos seios (puxa, acho que vou mudar o título da crônica para “fixação em peito de mulher nova”) duros, duríssimos, devido ao vento frio, roçando nas tuas costas másculas! E o cavalo escorrega e tomba com sua carga preciosa: Hora boba você foi premiada colega! Gastou uma, só restam duas mais! Meus sinceros parabéns!
Voltemos ao pastel: Correria, centro da cidade, calor dos infernos, Rio de Janeiro, e o executivo ali, pasta de couro legítima, rolex no pulso e celular na mão, venta, vai chover, ele corre. O sinal fecha, mas o ônibus vem “chutado”, toca o celular, a mulher dele (belos seios!) pede Nescau para os marquinhos! Pronto, bateu a hora boba, atendeu ao telefone, não viu o buzão e a cena terrível se vê: Jovem, bonito, rico, morreu atropelado na Av. Rio Branco...
Eu desenvolvi as minhas preces: Sorte no azar! Isso mesmo peço isso todos os dias, Santo Onofre está de orelhas doendo e São Judas Tadeu recebe meus e-mails diários (pedi pelo Mengão também e deu certo!). Sorte no Azar! Só, e como se diz em Passione : Punto e basta !!!! Não quero “gastar” minha sorte em loterias esportivas e outras tentações, prefiro ficar vivo, bulindo. Então sorte no azar. O pneu furou? O carro estava na garagem! Escorregou, torceu o joelho em bariloche? Não quebrou amigo, pura sorte, vá mancando para o hotel e agradeça aos Céus! Foi assaltado? Levaram tudo, rasparam teu tacho? Estou vivo, meu filho criado, já se passaram 21 anos... Dei muita sorte no azar, graças a meu bom Deus e seus afilhados na fé.
Mas bom mesmo é escorregar no sonho, cair do cavalo, sobre a linda Paola que, mesmo descabelada, se inclina suavemente sobre teu rosto suado e dá um beijo na tua boca, mostrando, evidentemente, os belos seios perfuradores sob a camisola branca, te estende à mão. Você levanta e acordas de membro duro. Vá mijar, colega ,e agradeça pela hora boba, noturna, graças a Deus...
Roberto Solano
Nos anos 70 havia um médico, neurologista e psiquiatra, que convivia na minha família com grande freqüência, ficando como mais um nos finais de semana, sempre. Homem culto, letrado, grande profissional e divertido em estórias contadas. Ele desenvolveu a teoria da hora boba, com a certeza de fatos ocorridos, e a delicadeza do bom uísque fornecido pelo dono da casa. Vamos à tese: O nosso cérebro tem neurônios que se comunicam por eletricidade, eles “trocam figurinhas” entre si a cada idéia que você, amigo que pensa, desenvolve. Eu nunca entendi direito como funciona, mas já levei um bom murro na cara e vi algumas “estrelas” e acho que é uma boa demonstração técnica do assunto. Há, com certeza, um tremendo tráfego de impulsos elétricos percorrendo os canais cerebrais! Deve ser tal e como a cidade de Amsterdã: Carros, bondes, bicicletas a dar no pau, gente, trem, avião e muito doidão dando cabeçada pelas ruas, no verão. Estive lá e vi como um povo lindo (realmente muito bonitos, e seios femininos fantásticos!) ficam nesse “pinball” regado a apressados moradores e desencontrados fumantes da erva do diabo. Doideira mesmo! Essa grande confusão funciona, um esbarrão aqui, um escorrego ali, uma freada mais brusca da moça do lado (vi um seio!) e um trupicão do cavalheiro que vos fala. Esqueci dos barcos, colega, os canais cheios de lanchas, barcos de turismo, e casas flutuantes, decoradas com flores! E quando o cidadão dá uma paradinha para observar os prédios antigos (a maioria) percebe que os mesmos fumaram muita maconha! Não tem um só no prumo! É uma escora aqui e me segura dali, uma dança russa, de mãos dadas vão bailando em um inexplicável equilíbrio interno, uma escora o outro, na seqüência ilógica e mágica do equilíbrio lateral. Como engenheiro estrutural fiquei abismado! O solo é muito ruim e as estacas dançam ao sabor das águas, um balé estrutural, coisa linda de se vê! Então voltemos para dentro de nossa cuca, nossa Amsterdam, loucamente confusa que no fundo, no fundo mesmo, acaba dando certo. Engano seu, o Dr. José Octávio de Freitas júnior (tem uma sala no hospital do Pinel que o homenageia), concordava com a teoria do caos e preferia Paris! A hora boba, não escaparás nunca dela, nem na cidade Luz e nem em Nossa Senhora dos Remédios (PI), muito menos em Amsterdam.
Vou esclarecer, é simples: Por um motivo eletro-químico, tua massa cinzenta sofre um colapso instantâneo (igual o Nescau no leite) e pifa, uma parada geral, apagão, Black-out em NY, pensou? Se pensou é porque ainda não ocorreu sua hora boba, aliais são três! Ele afirmava que são três! Com um gênio não discutimos, acatamos. Nunca contei três no mesmo dia, umas dois eu garanto, já sofri. Três falhas diárias e três motivos para você rezar muito (pode ser para Nossa Senhora dos Remédios) para que não passes por esta situação acordado, atravessando a rua, se não viras um pastel! A hora boba deve ser “gasta” na calada da noite, sobre teu travesseiro, dentro do sonho, no mundo virtual; aquele estrimilique que você sente dentro da noite e dá aquela babadinha na fronha, caístes do cavalo branco, naquele sonho que corrias na relva verde, galopando com a Paola Oliveira na garupa! Ela com os pequenos seios (puxa, acho que vou mudar o título da crônica para “fixação em peito de mulher nova”) duros, duríssimos, devido ao vento frio, roçando nas tuas costas másculas! E o cavalo escorrega e tomba com sua carga preciosa: Hora boba você foi premiada colega! Gastou uma, só restam duas mais! Meus sinceros parabéns!
Voltemos ao pastel: Correria, centro da cidade, calor dos infernos, Rio de Janeiro, e o executivo ali, pasta de couro legítima, rolex no pulso e celular na mão, venta, vai chover, ele corre. O sinal fecha, mas o ônibus vem “chutado”, toca o celular, a mulher dele (belos seios!) pede Nescau para os marquinhos! Pronto, bateu a hora boba, atendeu ao telefone, não viu o buzão e a cena terrível se vê: Jovem, bonito, rico, morreu atropelado na Av. Rio Branco...
Eu desenvolvi as minhas preces: Sorte no azar! Isso mesmo peço isso todos os dias, Santo Onofre está de orelhas doendo e São Judas Tadeu recebe meus e-mails diários (pedi pelo Mengão também e deu certo!). Sorte no Azar! Só, e como se diz em Passione : Punto e basta !!!! Não quero “gastar” minha sorte em loterias esportivas e outras tentações, prefiro ficar vivo, bulindo. Então sorte no azar. O pneu furou? O carro estava na garagem! Escorregou, torceu o joelho em bariloche? Não quebrou amigo, pura sorte, vá mancando para o hotel e agradeça aos Céus! Foi assaltado? Levaram tudo, rasparam teu tacho? Estou vivo, meu filho criado, já se passaram 21 anos... Dei muita sorte no azar, graças a meu bom Deus e seus afilhados na fé.
Mas bom mesmo é escorregar no sonho, cair do cavalo, sobre a linda Paola que, mesmo descabelada, se inclina suavemente sobre teu rosto suado e dá um beijo na tua boca, mostrando, evidentemente, os belos seios perfuradores sob a camisola branca, te estende à mão. Você levanta e acordas de membro duro. Vá mijar, colega ,e agradeça pela hora boba, noturna, graças a Deus...
Roberto Solano
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Explicando a cara de tristeza...
Explicando a cara de tristeza...
Do Panda, minha gente! Está hoje no jornal O globo (pag. 2, dia 7/12/2010) “Ameaçados de extinção, os pandas têm uma reprodução complicada: Os machos têm pênis pequeno e as fêmeas um cio de apenas 72 horas por ano. Para piorar, ambos têm baixo apetite sexual. Até filme pornô já foi tentado”
Gente, imagine a cena, um casal de Pandas sai para jantar fora, entram no restaurante vegetariano “Só Bambu”, de lá partem para um motel na floresta ” Toco cru pegando fogo” e lá se deitam na cama de relva silvestre, colocam um filme pornô para esquentar o clima ” A vida erótica do urso Balu” ou ” Os ursos comem piranhas”. Rola o clima e a fêmea tenta achar o bilau do Balu... Que tristeza, nada paupável, tenta e acha um pedaço de bambu, da cama, falhou... O nosso herói, entediado, já dorme de olho aberto para a tela e ela desiste, tadinha, estava no 69 (não é o que estás pensando, seu maldoso!) horas, horas meu amigo, e num piscar de olhos do sonolento macho ela chega nas 72 horas e acaba o cio... Que tristeza, olham-se e choram muito, pedem a conta e voltam prá casa. Mais um ano sem trepar (acho que nem em arvores!) e só resta seguir em frente, com a cara de triste que a mãe natureza lhes deu, virar um bichinho de pelúcia e desistir de continuar a espécie.
Em resumo, colega, sorria, transmita energia sexual no seu rosto, não chore e nunca abrace um panda, vai que essa brochura é contagiosa ????
Roberto Solano
Do Panda, minha gente! Está hoje no jornal O globo (pag. 2, dia 7/12/2010) “Ameaçados de extinção, os pandas têm uma reprodução complicada: Os machos têm pênis pequeno e as fêmeas um cio de apenas 72 horas por ano. Para piorar, ambos têm baixo apetite sexual. Até filme pornô já foi tentado”
Gente, imagine a cena, um casal de Pandas sai para jantar fora, entram no restaurante vegetariano “Só Bambu”, de lá partem para um motel na floresta ” Toco cru pegando fogo” e lá se deitam na cama de relva silvestre, colocam um filme pornô para esquentar o clima ” A vida erótica do urso Balu” ou ” Os ursos comem piranhas”. Rola o clima e a fêmea tenta achar o bilau do Balu... Que tristeza, nada paupável, tenta e acha um pedaço de bambu, da cama, falhou... O nosso herói, entediado, já dorme de olho aberto para a tela e ela desiste, tadinha, estava no 69 (não é o que estás pensando, seu maldoso!) horas, horas meu amigo, e num piscar de olhos do sonolento macho ela chega nas 72 horas e acaba o cio... Que tristeza, olham-se e choram muito, pedem a conta e voltam prá casa. Mais um ano sem trepar (acho que nem em arvores!) e só resta seguir em frente, com a cara de triste que a mãe natureza lhes deu, virar um bichinho de pelúcia e desistir de continuar a espécie.
Em resumo, colega, sorria, transmita energia sexual no seu rosto, não chore e nunca abrace um panda, vai que essa brochura é contagiosa ????
Roberto Solano
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