Só sabe quem mora na Barra da Tijuca
Sim, essa sensação de ver passarinhos de manhã, um sol meio escondido atrás da pedra da Gàvea, a possibilidade do Mar... O Mar aqui se estabeleceu, o maior bairro oceânico do mundo ( dizia meu Pai ! ) e uma lagoa esquecida pelo trânsito. Os que passam não sabem da beleza perdida atrás dos prédios, das montanhas de concreto. Eu fui um previlegiado, aqui aprendi a morar, a ser esquecido, suburbano sem trem, mas com muito mar! Aqui aprendi a nadar, com salva-vidas atléticos e heróis, sem opções de ferramentas auxiliares, sem helicópteros, sem rádios, sem nada ! Era o braço, a coragem, e o pé de pato ! E os camarões, quem lembra ? Era só colocar a rede debaixo da ponte e ir dormir... As ostras ??? Uma loucura, frescas, disponíveis a toda hora, eu comi 12 dúzias ! Façam as contas ! A Olegário Maciel, a rua, única, asfaltada, um luxo ! O resto era terra e mais terra, e felicidade, sim só felicidade... O Carrefour! Lembras ??? Só ele, o monstro francês pousou em terras extranhas, só e só lá, na Barra ! Era moda, vamos viajar até o Carrefour ? Comprar tudo, de tudo, moderno, francês ! E vinham as caravanas da zona sul e norte, não tinha linha amarela, não tinha linha, só de pescar ! E nós aqui, firme e forte, na Barra ! Somos uns verdadeiros heróis, vivemos no melhor lugar que existe, e Eu no melhor do melhor : Jardim Oceânico ! Podem ter inveja, e chorar, é verdade! Tudo posso á pé, a cidade cresceu, e a a Olegário se dignificou, ficou prestativa, linda, o único caminho direto de Deus para o Mar, ele sabe escolher esses caminhos divinos, ele é um fã da Barra da Tijuca!
Roberto
Solano
sábado, 15 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Uma manhã de Maio
Uma manhã de Maio
Acordo às 6 horas da manhã, “reveillez-vous?”, lembro do curso de francês, e vou para a cozinha, água no fogo e ao olhar à frente vejo o céu. Um azul mais forte, meio roxo, querendo morder o céu, parei. O tempo passa lento como a água no fogo, faz um frio agradável, sem vento, tudo parado, o sol se mostrando em forma de luz, atrás da pedra da gávea, solitário. A rua morta, não há movimento, meio escura, e o show começa! Um espetáculo difícil de se ver, impossível de gravar, são espectros de cores azuis, violetas, que vão mudando segundo após segundo, o azul perde força a claridade domina, o sol avança. Fico ali meu bobo, com resquícios de sono, mas de olho aberto, estarrecido. Continuo a sentir o azul ficar claro, na linha do horizonte quase uma lanterna de luz, o calor querendo chegar, mas o ar límpido da manhã se impõe!
Agora o café, trocar de roupa, mais um dia de trabalho. Vou á rua e vejo o céu portenho me incomodando, chega de azul, está demais, uma nuvem branca vem dizer que ela existe, só para me distrair. E ele está lá, mais alto que nunca, mais amplo, abraçando a terra, trazendo a alegria única de uma manhã de Maio. Lembro do Tom Jobim que dizia ser o mês mais lindo e mais agradável na cidade Maravilhosa. A cidade pode ser maravilhosa e com o céu de Maio fica esplendorosamente linda! Venham ver e viver, prestem atenção, é só uma vez por ano, no mês de Maio, e aproveitem para comer um caqui.
Roberto Solano
Acordo às 6 horas da manhã, “reveillez-vous?”, lembro do curso de francês, e vou para a cozinha, água no fogo e ao olhar à frente vejo o céu. Um azul mais forte, meio roxo, querendo morder o céu, parei. O tempo passa lento como a água no fogo, faz um frio agradável, sem vento, tudo parado, o sol se mostrando em forma de luz, atrás da pedra da gávea, solitário. A rua morta, não há movimento, meio escura, e o show começa! Um espetáculo difícil de se ver, impossível de gravar, são espectros de cores azuis, violetas, que vão mudando segundo após segundo, o azul perde força a claridade domina, o sol avança. Fico ali meu bobo, com resquícios de sono, mas de olho aberto, estarrecido. Continuo a sentir o azul ficar claro, na linha do horizonte quase uma lanterna de luz, o calor querendo chegar, mas o ar límpido da manhã se impõe!
Agora o café, trocar de roupa, mais um dia de trabalho. Vou á rua e vejo o céu portenho me incomodando, chega de azul, está demais, uma nuvem branca vem dizer que ela existe, só para me distrair. E ele está lá, mais alto que nunca, mais amplo, abraçando a terra, trazendo a alegria única de uma manhã de Maio. Lembro do Tom Jobim que dizia ser o mês mais lindo e mais agradável na cidade Maravilhosa. A cidade pode ser maravilhosa e com o céu de Maio fica esplendorosamente linda! Venham ver e viver, prestem atenção, é só uma vez por ano, no mês de Maio, e aproveitem para comer um caqui.
Roberto Solano
domingo, 2 de maio de 2010
A vantagem de ser Engenheiro
A vantagem de ser Engenheiro
Sim há uma vantagem fundamental: Ser engenheiro é PODER não ser matemático! A matemática é como a poesia, não tem limites, se encontra e se desencontra em infinitas curvas. Os grandes matemáticos abriram a barreira do impossível, abraçaram essa causa tão estranha de pensar no nada, no tudo, no vazio do tudo, no tudo do nada! E nós engenheiros somos os operários dos matemáticos, fazemos acontecer, como os escravos, obedecemos à razão, a força, os vetores. O matemático sonha os mais belos sonhos, os sonhos dos loucos varridos, dos bêbados das esquinas, das putas da zona, dos desesperados! Eles são corretamente desesperados, em busca da linguagem torta, da reta curva, dos teoremas improváveis e absurdamente lindos. Os axiomas não interessam mais, são completos em si só, simples. O simples é a arma do engenheiro, não do matemático. Como o velho Chacrinha dizia: “Eu não vim aqui para explicar, vim aqui para CONFUNDIR”!!! E isso é a vida do matemático, confundir para mais. Gauss disse :
"
Eu protesto contra o uso de uma quantidade infinita como qualquer coisa completa, o que não é nunca possível em Matemática. O infinito é meramente uma maneira de falar, significando em verdade um limite do qual certas razões se aproximam indefinidamente perto.
"
O grande Cantor, o mestre incompreendido na sua época, viu um mundo infinito cabendo em outro, a unidade do infinito não foi entendida. Hoje a idéia dos conjuntos possibilitou a matemática moderna e no seu rastro tudo que hoje usamos. Os computadores fazem o serviço " sujo ", os matemáticos já fizeram a sua parte, são agora os verdadeiros poetas da ciência, são compreendidos, pois têm as máquinas, as provas são feitas nos números, nas contas infindas, no hoje. E agora, os engenheiros podem ser as máquinas humanas da simplificação, trazendo o óbvio á tona, pensando curto e grosso, dando seu poderoso direto de direita no mundo moderno. Sou um feliz lutador, em busca do caminho simples e fácil, sou engenheiro, um total escravo das tecnologias, mas por uma vingança divina posso não ser matemático e posar de inteligente!
Roberto Solano.
Sim há uma vantagem fundamental: Ser engenheiro é PODER não ser matemático! A matemática é como a poesia, não tem limites, se encontra e se desencontra em infinitas curvas. Os grandes matemáticos abriram a barreira do impossível, abraçaram essa causa tão estranha de pensar no nada, no tudo, no vazio do tudo, no tudo do nada! E nós engenheiros somos os operários dos matemáticos, fazemos acontecer, como os escravos, obedecemos à razão, a força, os vetores. O matemático sonha os mais belos sonhos, os sonhos dos loucos varridos, dos bêbados das esquinas, das putas da zona, dos desesperados! Eles são corretamente desesperados, em busca da linguagem torta, da reta curva, dos teoremas improváveis e absurdamente lindos. Os axiomas não interessam mais, são completos em si só, simples. O simples é a arma do engenheiro, não do matemático. Como o velho Chacrinha dizia: “Eu não vim aqui para explicar, vim aqui para CONFUNDIR”!!! E isso é a vida do matemático, confundir para mais. Gauss disse :
"
Eu protesto contra o uso de uma quantidade infinita como qualquer coisa completa, o que não é nunca possível em Matemática. O infinito é meramente uma maneira de falar, significando em verdade um limite do qual certas razões se aproximam indefinidamente perto.
"
O grande Cantor, o mestre incompreendido na sua época, viu um mundo infinito cabendo em outro, a unidade do infinito não foi entendida. Hoje a idéia dos conjuntos possibilitou a matemática moderna e no seu rastro tudo que hoje usamos. Os computadores fazem o serviço " sujo ", os matemáticos já fizeram a sua parte, são agora os verdadeiros poetas da ciência, são compreendidos, pois têm as máquinas, as provas são feitas nos números, nas contas infindas, no hoje. E agora, os engenheiros podem ser as máquinas humanas da simplificação, trazendo o óbvio á tona, pensando curto e grosso, dando seu poderoso direto de direita no mundo moderno. Sou um feliz lutador, em busca do caminho simples e fácil, sou engenheiro, um total escravo das tecnologias, mas por uma vingança divina posso não ser matemático e posar de inteligente!
Roberto Solano.
Vamos tirar férias ?
Vamos tirar férias ?
Sim, uma bela idéia ! Mas lugar comum... Estou falando de tirar férias de você mesmo ! É isso, você merece se separar de você ! Porque ??? Você é chato, ou mais ousado, ou não é você mesmo. Será ? Agora a vida te pergunta : Vais tirar férias ? Dá um descanso prá pensar da tua chatice , da tua ignorãncia, de não te conhecer a si mesmo. Eu preciso dessas férias, preciso ficar calado, como um figurante de MEU filme, assistir de dentro, analisar comportamentos e atitudes, deixar de ser o foco para ser o todo. Sim é isso ! ser o todo ! Não ser você que te interessa, ser o outro ser mais um, mais dois, mais tudo ! Pense no outro, mas não muito, pense em todos, num conjunto de somas infinitas, você pode virar parte do todo. É um papo de maluco, uma mecânica quântica, uma teoria do matemático Cantor, um Aleph ! Podemos ter vários infinitos no infinito! E isso não é besteira não , nem maluquice da minha cabeça pseudo-matemática, é verdade! I am sure ! Agora tente você aí se colocar nesse jogo: Você é a unidade? Você é o infinito ? A unidade é o infinito ? Ou o infinito é a unidade ( esse é o papo político da esquerda, dos comunistas ! ). Parando por aqui...
Voltemos ás férias : Vou sair de férias internas, ficar calado, mover menos, observar, sem sair do filme ! Mas me obrigando a essa lenta observação de minh'alma. O ator principal pode ser o figurante do seu próprio filme ? Alôooo galera que vê filmes e entende, já houve isso ? Qual o filme ? É urgente saber ! Quero ver e rever a película para aprender a ser ator e figurante, unidade e infinito, tudo junto, mascado, moído, um molho infernal de minha verdade. Vou sobreviver ? Sim, tenho que penser mais nessas férias, não é uma temporada de esqui em Bariloche ( com certesa quebrarei as pernas ! ), não é um passeio na beira do Sena, nem um safari, é o meu filme-verdade, em forma de férias. Tenho mêdo, muito mêdo de não sair desse filme como entrei, de perder-me no papel principal e ser demitido como figurante, e o pior : Um fracasso de bileteria ! Meu terapêuta vai gostar, vai faturar muito encima do maluco-beleza que vai surgir da película. Por isso peço ajuda, você que leu o texto até agora, já tirou férias ? Prá onde você foi / Se encontrou ? Desencontrou ? Um mais dois é cinco ?
É complicou.... SOCORRO !!!!!
Sim, uma bela idéia ! Mas lugar comum... Estou falando de tirar férias de você mesmo ! É isso, você merece se separar de você ! Porque ??? Você é chato, ou mais ousado, ou não é você mesmo. Será ? Agora a vida te pergunta : Vais tirar férias ? Dá um descanso prá pensar da tua chatice , da tua ignorãncia, de não te conhecer a si mesmo. Eu preciso dessas férias, preciso ficar calado, como um figurante de MEU filme, assistir de dentro, analisar comportamentos e atitudes, deixar de ser o foco para ser o todo. Sim é isso ! ser o todo ! Não ser você que te interessa, ser o outro ser mais um, mais dois, mais tudo ! Pense no outro, mas não muito, pense em todos, num conjunto de somas infinitas, você pode virar parte do todo. É um papo de maluco, uma mecânica quântica, uma teoria do matemático Cantor, um Aleph ! Podemos ter vários infinitos no infinito! E isso não é besteira não , nem maluquice da minha cabeça pseudo-matemática, é verdade! I am sure ! Agora tente você aí se colocar nesse jogo: Você é a unidade? Você é o infinito ? A unidade é o infinito ? Ou o infinito é a unidade ( esse é o papo político da esquerda, dos comunistas ! ). Parando por aqui...
Voltemos ás férias : Vou sair de férias internas, ficar calado, mover menos, observar, sem sair do filme ! Mas me obrigando a essa lenta observação de minh'alma. O ator principal pode ser o figurante do seu próprio filme ? Alôooo galera que vê filmes e entende, já houve isso ? Qual o filme ? É urgente saber ! Quero ver e rever a película para aprender a ser ator e figurante, unidade e infinito, tudo junto, mascado, moído, um molho infernal de minha verdade. Vou sobreviver ? Sim, tenho que penser mais nessas férias, não é uma temporada de esqui em Bariloche ( com certesa quebrarei as pernas ! ), não é um passeio na beira do Sena, nem um safari, é o meu filme-verdade, em forma de férias. Tenho mêdo, muito mêdo de não sair desse filme como entrei, de perder-me no papel principal e ser demitido como figurante, e o pior : Um fracasso de bileteria ! Meu terapêuta vai gostar, vai faturar muito encima do maluco-beleza que vai surgir da película. Por isso peço ajuda, você que leu o texto até agora, já tirou férias ? Prá onde você foi / Se encontrou ? Desencontrou ? Um mais dois é cinco ?
É complicou.... SOCORRO !!!!!
sexta-feira, 16 de abril de 2010
O outro
O Tão diferente...
Aqui, no meu mundo
Só olho
Fico parado
Na minha realidade
Qual ???
Será ???
E você aí ?
Parado também ?
Já se sentiu na pele
Do outro ?
Do outro...
O outro será você ?
Disfarçado ?
Casado com ele mesmo ?
Será Você ou o outro ?
E aí ?
Vai reagir ?
Tomar coragem ?
Amar ?
Beber a vida ?
Ou viver o outro ???
Tá complicado mesmo...
Eu querendo ser Eu
E o outro querendo ser o outro
E você nesse meio-você
Meio-outro
Sem saber quem é você
Você é quem :
é
o
outro ?
Aqui, no meu mundo
Só olho
Fico parado
Na minha realidade
Qual ???
Será ???
E você aí ?
Parado também ?
Já se sentiu na pele
Do outro ?
Do outro...
O outro será você ?
Disfarçado ?
Casado com ele mesmo ?
Será Você ou o outro ?
E aí ?
Vai reagir ?
Tomar coragem ?
Amar ?
Beber a vida ?
Ou viver o outro ???
Tá complicado mesmo...
Eu querendo ser Eu
E o outro querendo ser o outro
E você nesse meio-você
Meio-outro
Sem saber quem é você
Você é quem :
é
o
outro ?
domingo, 4 de abril de 2010
Precisamos de um Pai
Precisamos de um Pai
Quando crianças sim é fundamental! Quando adultos seria... Mas não se conta mais, o Pai ou se foi ou habita outros universos, já cumpriu a sua missão e deve descansar. E agora, sem Pai e muitas vezes sem Mãe, você tem que seguir a trilha da vida, acontece com todos... Voltemos ao tema: Quem vai resolver teus problemas? Quem vai brigar contigo, te puxar para o caminho certo? E aquele olhar reprovador, antes do ato falho? E o conforto do cais tranqüilo, do mar calmo, após a tempestade, ele te dava essa mordomia não é? E agora, vou ter que decidir sozinho, vou correr todos os riscos, vou desarmar a minha alma e entrar na guerra com armas próprias e sem um general! Lutar só e sem comandante, alguns companheiros de batalha vão de dar um rumo incerto (para eles também!), é a hora da maior decisão, da agonia interna, do sim e do não, vou prá lá ou volto? Espero??? É aí que entra o subconsciente, a intuição, o velho e bom coração vai ser o general! É danado mesmo, sobrou para o emocional salvar o racional e bater o pênalti da decisão do campeonato! O sofrer é diário, a indecisão é parceira da dúvida, essa dupla é diabólica, mata qualquer um. Preciso de um Pai! Como o Cristo abandonado no sofrimento maior clamou a última esperança! Pai onde estás venha a mim, nem que seja para um breve olhar, uma palavra única: FILHO.
E disso que sofremos todos os dias a cada decisão, estou certo ou errado? Vou ou fico? Amo ou desamo? Acredito ou não? Isso é sério ou uma armadilha humana? Caso ou não caso? Será o ocaso? Tô bonito? Falei merda? Fiz cara de babaca ou fui “bem na fita”? Ela ainda gosta de mim? Tenho perdão? Sou um babaca mesmo, não vi nada... E agora José? A festa acabou... A dura realidade te joga contra tua própria parede e te soca violentamente, tome porrada na cara, no fígado (coitadinho... esse bebeu muito!), é dedo no olho, no cego e no outro, e você está ali só! Tem que dar porrada de volta, resgatar um super-herói em você mesmo, ganhar é a vida, perdeu não conta, não está no gibi. E cadê a boa cabeça, fria, calculista, aquela que você usou na prova da faculdade, aquele dez do professor adorado, cadê? Nessa guerra não tem cursinho preparatório não, e o vestibular é TODO DIA! E tome porrada! É hora de achar um Pai, um regra três, um Pai disfarçado de AMIGO! Você tem um Amigo-Pai? Já pensou nisso? Um amigo que dê prá se falar do bem e do mal, um amigo sem censuras, um quase amante? Rola isso aí? Como disse o Gilberto Gil “Eu passei muito tempo aprendendo a beijar outros homens como beijo meu Pai”, ouça essa música companheiro, ache teu outro Pai, meio capenga, meio grosso mesmo, MAS teu amigo! E chore, sofra com ele, veja o mundo com os olhos dele, acredite, seja fiel! Só há amizade com fidelidade é a regra primeira do jogo, as outras permitem tudo, dedo no olho, xingar a Mãe, esculhambar a patroa, etc... Esse teu amigo-pai vai te entender, te perdoar, e do jeito dele te estender a mão, um conselho divino vai te acalmar, o certo e o errado não importa. O velho amigo de sempre, cheio de virtudes e defeitos, companheiro de cachaças e viradas nos botequins da vida, meio torto, meio cego de um olho, barrigudo, chato, implicão, atrevido e piadista, meu grande amigo estenda tua mão, fale qualquer coisa, diga besteira, Eu preciso de você: Estou pregado na cruz! Venha meu amigo e me chame de FILHO!
Roberto Solano
Pascôa de 2010
Quando crianças sim é fundamental! Quando adultos seria... Mas não se conta mais, o Pai ou se foi ou habita outros universos, já cumpriu a sua missão e deve descansar. E agora, sem Pai e muitas vezes sem Mãe, você tem que seguir a trilha da vida, acontece com todos... Voltemos ao tema: Quem vai resolver teus problemas? Quem vai brigar contigo, te puxar para o caminho certo? E aquele olhar reprovador, antes do ato falho? E o conforto do cais tranqüilo, do mar calmo, após a tempestade, ele te dava essa mordomia não é? E agora, vou ter que decidir sozinho, vou correr todos os riscos, vou desarmar a minha alma e entrar na guerra com armas próprias e sem um general! Lutar só e sem comandante, alguns companheiros de batalha vão de dar um rumo incerto (para eles também!), é a hora da maior decisão, da agonia interna, do sim e do não, vou prá lá ou volto? Espero??? É aí que entra o subconsciente, a intuição, o velho e bom coração vai ser o general! É danado mesmo, sobrou para o emocional salvar o racional e bater o pênalti da decisão do campeonato! O sofrer é diário, a indecisão é parceira da dúvida, essa dupla é diabólica, mata qualquer um. Preciso de um Pai! Como o Cristo abandonado no sofrimento maior clamou a última esperança! Pai onde estás venha a mim, nem que seja para um breve olhar, uma palavra única: FILHO.
E disso que sofremos todos os dias a cada decisão, estou certo ou errado? Vou ou fico? Amo ou desamo? Acredito ou não? Isso é sério ou uma armadilha humana? Caso ou não caso? Será o ocaso? Tô bonito? Falei merda? Fiz cara de babaca ou fui “bem na fita”? Ela ainda gosta de mim? Tenho perdão? Sou um babaca mesmo, não vi nada... E agora José? A festa acabou... A dura realidade te joga contra tua própria parede e te soca violentamente, tome porrada na cara, no fígado (coitadinho... esse bebeu muito!), é dedo no olho, no cego e no outro, e você está ali só! Tem que dar porrada de volta, resgatar um super-herói em você mesmo, ganhar é a vida, perdeu não conta, não está no gibi. E cadê a boa cabeça, fria, calculista, aquela que você usou na prova da faculdade, aquele dez do professor adorado, cadê? Nessa guerra não tem cursinho preparatório não, e o vestibular é TODO DIA! E tome porrada! É hora de achar um Pai, um regra três, um Pai disfarçado de AMIGO! Você tem um Amigo-Pai? Já pensou nisso? Um amigo que dê prá se falar do bem e do mal, um amigo sem censuras, um quase amante? Rola isso aí? Como disse o Gilberto Gil “Eu passei muito tempo aprendendo a beijar outros homens como beijo meu Pai”, ouça essa música companheiro, ache teu outro Pai, meio capenga, meio grosso mesmo, MAS teu amigo! E chore, sofra com ele, veja o mundo com os olhos dele, acredite, seja fiel! Só há amizade com fidelidade é a regra primeira do jogo, as outras permitem tudo, dedo no olho, xingar a Mãe, esculhambar a patroa, etc... Esse teu amigo-pai vai te entender, te perdoar, e do jeito dele te estender a mão, um conselho divino vai te acalmar, o certo e o errado não importa. O velho amigo de sempre, cheio de virtudes e defeitos, companheiro de cachaças e viradas nos botequins da vida, meio torto, meio cego de um olho, barrigudo, chato, implicão, atrevido e piadista, meu grande amigo estenda tua mão, fale qualquer coisa, diga besteira, Eu preciso de você: Estou pregado na cruz! Venha meu amigo e me chame de FILHO!
Roberto Solano
Pascôa de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
Sonho
Sonho
Acordei ao lado de uma princesa
Pequena pérola no meu destino
Flor, sabor?
Fiquei parado ali olhando ela
Ela dormia
Feliz
Quis tê-la
Ela quieta
Não podia acordá-la...
Como acordá-la?
Não me permiti a esta indelicadeza!
Fiquei atônito e profundamente encantado
Encantei-me
Controlei meus desejos
Não os carnais
Mas de saber quem ela era
Mas que ousadia falar com ela!
E ela dormia...
Eu mudo ficava a admirar...
Não havia como controlar o poder da beleza
Não se podia respirar
Não se podia pensar
Essa beleza dominava tudo!
Resolvi dormir
desisti
E a vi no meu sonho
real e cristalina
mulher e fêmea
ancha, formosa
Amei
Calei-me ao novo acordar
me vi no espelho
tinha dormido uma semana
tinha acreditado no meu sonho!
Estava nu
com fome
na vida sem sonhos
sem princesas...
Acordei ao lado de uma princesa
Pequena pérola no meu destino
Flor, sabor?
Fiquei parado ali olhando ela
Ela dormia
Feliz
Quis tê-la
Ela quieta
Não podia acordá-la...
Como acordá-la?
Não me permiti a esta indelicadeza!
Fiquei atônito e profundamente encantado
Encantei-me
Controlei meus desejos
Não os carnais
Mas de saber quem ela era
Mas que ousadia falar com ela!
E ela dormia...
Eu mudo ficava a admirar...
Não havia como controlar o poder da beleza
Não se podia respirar
Não se podia pensar
Essa beleza dominava tudo!
Resolvi dormir
desisti
E a vi no meu sonho
real e cristalina
mulher e fêmea
ancha, formosa
Amei
Calei-me ao novo acordar
me vi no espelho
tinha dormido uma semana
tinha acreditado no meu sonho!
Estava nu
com fome
na vida sem sonhos
sem princesas...
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