sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O poeta ordinário

 Poeta ordinário 


O poeta ordinário bebe para escrever 

Lá, na mesa de bar, no guardanapo 

A sua dor decola do peito suado

A inspiração cai como um jarro da janela 

Ele tenta superar sua infinita incompetência 

Aperta os olhos e com A de amor escreve

O poema é esculpido na mesa suja

Um soneto sem rima, sem nada

Ele toma um trago e a garganta arde

O coração bate mais forte 

Ele escreve "te amo" e derrama sua alma

No chão sujo do botequim da esquina



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