O velório da poesia
Poesia morreu, quase esquecida, Dna Literatura organizou o velório. Lá estava o caixão coberto com a bandeira do Bandeira, coroas de flores da Cecília, Drumond, Quintana. O Vinícius mandou whisky para alegrar o pessoal. Sr Conto não parava de falar, Prosa chorava muito lembrando da dupla "Prosa e Verso", livro de bolso (anão) tentava ver a defunta mas não conseguia, cordel com seu chapéu de couro improvisava e chorava ao som de Luis Gonzaga, alguns políticos conversavam lá fora, Gentileza chegou como um profeta para encomendar o corpo, a emoção era tanta que merecia uma poesia, mas ela estava morta.
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