domingo, 1 de novembro de 2026

Farmácia do amor

 Farmácia do amor


Na farmácia do amor você vai curar a sua dor 

Dor de amar demais, de menos e de corno

A traição que você sofreu e te dá enjôo 

O beijo roubado que não digeriu ainda

A separação que só melhora com injeção 

Vai tirar a sua pressão e equilibrar sua doçura 

E é lá, meu amor, que você vai achar seu remédio 

Seu remédio sou eu



Vida curta

 Vida curta 


Eu tenho vida curta, curtíssima 

Amo a vida como poucos

Brigo pra sobreviver 

Mudo de forma me adapto 

Faço força pra subir 

Resisto como poucos

Balanço um pouco

Escorrego...

E morro estatelado no chão 

Eu sou o pingo d'água

Meu irmão



Paciência

 Paciência 


Eu tinha uma cadela chamada de Paciência 

Paciência dava trabalho demais 

E, fugia...

Eu perdia a Paciência quase todo dia 

Não a achava de volta 

Perdia na rua e perdia em casa 

Meu vizinho adorava Paciência

Deu Paciência pra ele 

Nunca mais perdi a Paciência 

Agora estou com a cadela Calma

Não perco mais a Paciência 

E vivo feliz com Calma


sexta-feira, 30 de outubro de 2026

A matemática do saber

 A matemática do saber



Na "matemática do saber" saber matemática é a primeira lição 

A matemática do saber é pós graduação 

Saber somar sempre com menos

Diminuir o tamanho dos problemas 

Dividir o pão sempre que possível 

Multiplicar amigos é regra

Integrar e derivar é pura arte

Saber que a curva é uma reta apaixonada

Os números não são gente e gente não é número 

Os números podem ser torturados, gente não 

Tangenciar problemas é uma fuga elegante 

Resolver é saber que dois e dois são cinco 

Venha estudar, vou te explicar tudo 

Menos como resolver a equação de amar



O silêncio

 O silêncio fala ao ouvido da alma



quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Bateu na trave

 Bateu na trave


Nosso amor bateu na trave

A bola na marca do pênalti 

O chute preciso no canto esquerdo 

O goleiro pulou pro outro lado 

A galera ficou de pé 

O grito de gol explode na boca

Uhuuuuuu 

Na trave !!!

E o nosso amor acabou



quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Poesia da infância perdida

 Poesia da infância perdida


As crianças que não sabem brincar

As que carregam o peso da pobreza 

Nos sinais fechados para a felicidade 

Aquelas que trabalham sem saber o motivo 

Os pés no chão frio

A cama dura como a fome

O sorriso único da mãe alerta

"Hora de acordar e trabalhar"

E o corpo fransino anda sem saber 

Onde ir, onde chorar, pra que viver?

As crianças brincando na pracinha 

E ela contando as moedas na mão 

Criança sem infância é castigo 

Que Deus um dia vai se arrepender 

De montão